Uma história de sobrevivência, violência e perda passada num mundo que, infelizmente, pode bem ser o nosso futuro.
Durante décadas, a comunidade científica avisou o mundo para os perigos das alterações climáticas. Pouco ou nada foi feito. E agora o fim aproxima-se. A maior parte do planeta já não é habitável: a água desapareceu, os solos estão inférteis, o ar é irrespirável e os cataclismos ambientais multiplicam-se.
Os sobreviventes refugiaram-se em setores protegidos por cúpulas, administrados por um Governo Mundial militarista e opressivo. É nesta nova ordem mundial que surge a Academia da Esperança, uma organização secreta que, após anos de buscas incessantes, descobre, finalmente, um planeta habitável. Uma nova oportunidade para a Humanidade.
Contudo, enquanto a Academia pretende enviar uma tripulação composta por crianças sem vícios e uma mãe, o líder do Governo Mundial prefere salvar a elite do poder. E vai fazer tudo para o conseguir. Cabe à comitiva liderada pelo cientista Matthew Krone garantir que será a jovem mãe, Margarida Travis, e as suas crianças, a terem a responsabilidade de, algures no Universo, garantirem a preservação da nossa espécie.
Francisco Ramalheira é professor, gosta de jogar à bola com os amigos e de comer tudo aquilo que acrescenta tecido adiposo. Quem o conhece diz que é um pouco distraído. Quem o conhece bem, sabe que «pouco» é um eufemismo. Tem uma cadela, chamada Luz, e dois gatinhos, a Farrusca e o Ranhoso, não sendo da sua responsabilidade o processo de batismo deste último.
O escritório da sua humilde habitação está repleto de todo o género de livros (incluindo de banda desenhada), videojogos e jogos de tabuleiro. É para lá que vai quando quer abandonar a civilização.
É o autor do podcast «Ora Eça», no qual conversa com várias personalidades do mundo literário português.
Este livro é um indispensável soco no estômago para todos nós.
Francisco Ramalheira traz-nos uma história de ficção científica de um futuro não muito distante. Apresenta-nos um planeta na iminência do colapso devido às alterações climáticas e à irresponsabilidade das gerações anteriores (a nossa mais que incluída) e um projecto para reconstruir a humanidade, que consiste em enviar a titular Mãe e um punhado de crianças para um exoplaneta habitável e, vá, começar de novo, tentar que da pureza desses seres nasça uma nova humanidade desprovida de maus hábitos.
Claro que esta jornada não é feita sem percalços, uma vez que não falta quem cobice um lugar abordo da nave da salvação. Felizmente, a Mãe e as crianças podem contar com muitos aliados altruístas, que não hesitam em sacrificar-se para salvar a humanidade.
Esta é uma história que nos entretém e nos mantém agarrados até virarmos a última página, ao mesmo tempo que nos faz pensar duas vezes sobre alguns dos nossos comportamentos, por mais "preocupados com o ambiente" que nos possamos considerar. Por entre invenções fantásticas e uma série de reviravoltas, entre o egoísmo e o altruísmo, Mãe traz-nos uma réstea de esperança no mais negro dos cenários, sem nunca nos deixar esquecer que esse cenário não é tão ficcional quanto isso, e está mais próximo que aquilo que pensámos.
2099, o planeta Terra encontra-se completamente estéril. Os constantes avisos da comunidade científica de pouco serviram. Animais extintos, terreno árido, atmosfera contaminada e um panorama geral de infertilidade. As poucas crianças existentes são tratadas como uma raridade. Os sobreviventes das calamidades encontram-se organizados em sectores protegidos por cúpulas. O conceito de país dissolveu-se e existe um governo mundial autoritário, militarista e opressivo. Neste ambiente desolador surge a Academia da Esperança, organização secreta que descobre, após muitos anos de pesquisa, um planeta habitável. O antigamente conhecido por planeta azul está em contagem final. Apenas uma parca tripulação poderá fazer parte do novo mundo e terão que ser muito bem seleccionados. Margarida Travis, uma jovem de 22 anos, tem cinco crianças ao seu encargo. É mãe, estatuto raro e muito respeitado. A academia quer povoar o novo planeta com uma mãe e um conjunto de crianças. Já o líder mundial quer salvar-se juntamente com a elite.
Uma distopia bastante bem elaborada e fundamentada de uma realidade que, infelizmente, está cada vez mais próxima. Existe alguma ficção científica, a qual confesso que me deixa sempre receosa por não ser bem o estilo de literatura que mais me apraz. Admirem-se, acabou por me fazer completo sentido. O que mais me surpreendeu na escrita do autor foram as suas descrições tão plenas: dos cenários, da evolução da historia mundial até à calamidade, de toda a parte científica por detrás da ficção. A dualidade egoísmo/ altruísmo está extremamente bem representada ao longo das páginas, ao mesmo tempo que vemos também bem patente como a união faz a força. É feito um excelente trabalho de consciencialização e são transmitidos bons princípios de vida de um modo notável.
O enredo encontra-se recheado de tensão, suspense e acção. Foi mesmo muito difícil pousar o livro a partir de determinado momento.
A promoção do comportamento pró-ambiental é uma luta hercúlea, todos os esforços são bem vindos. Aqui temos uma pintura impactante do panorama para o qual caminhamos. Obrigada Francisco por esta importante contribuição.
Hoje, dia 24 de Dezembro de 2024 termino (finalmente) a leitura de um dos melhores livros que já li, e não deveria considerar esta obra apenas um livro, mas sim uma precognição, uma previsão do futuro.
Em Mãe vamos acompanhar principalmente Margarida, uma bela moçoila que adotou cinco crianças num mundo (que poderá seguramente vir a tornar-se o nosso) apocalíptico, destruído e abandonado de esperança de vida. O Chico (autor) vai apresentar-nos um cenário (não muito) hipotético daquilo que poderá acontecer ao planeta, caso continuemos a comportarmo-nos como temos estado até agora. Margarida está interligada com o futuro da humanidade, com a sobrevivência da raça humana, apenas não o sabe, mas será que a raça humana vale mesmo a pena ser salva? Essa é a grande questão, que nos devíamos colocar todos os dias
Temos como cenário uma versão distópica do Planeta Azul (para quem não entendeu, é o Planeta Terra) que sucumbiu completamente aos erros dos humanos, aos nossos erros ao longo de décadas, mas ainda assim, o Chico consegue trazer momentos de humor, carinho, amor e dedicação, consegue apresentar aquilo que de melhor a raça humana poderia ter, mas que não tem (temos muito a aprender com os animais), e consegue mostrar ao leitor a verdadeira essência do ser humano, o ódio, o rancor, a sede de poder, a ganância, onde tudo á nossa volta pode estar morto e miserável, mas ainda assim, só nos interessa o nosso umbigo.
A quem me perguntar, irei recomendar que leiam este livro, não apenas para terem o prazer da leitura magnífica que é, mas para que também possam despertar em vós, nem que seja um pouquinho, a vontade de querer fazer melhor pelo futuro das gerações vindouras
Um livro de ficção científica de um autor nacional e apesar de não ler muito deste género, confesso que me surpreendeu muito pela positiva! 🤩
Estamos em 2099, a Terra está a morrer e então para salvá la é preciso uma Mãe e quem irá desempenhar esse papel é Margarida Travis, uma jovem mãe de cinco filhos que quis adotar e cuidar a partir do momento em que ficaram sem ninguém.
Nste livro, vamos nos deparar com uma distopia ambiental que fala de uma realidade que não está muito longe de acontecer no nosso planeta, sendo necessário tomar atitudes se o queremos proteger e dar às próximas gerações um lugar seguro para viver.
Temos personagens muito variadas e nas quais gostei bastante! Gostei muito da Margarida e da sua coragem e resiliência e também da sua relação afetuosa com os seus filhos. Também gostei muito do Matthew e da forma como escondia a sua sensibilidade por detrás da sua postura séria e da maneira como foi conquistando as crianças uma a uma. Crianças essas que adorei conhecer, cada qual com a sua personalidade única.
As crianças são o futuro da nossa humanidade e muitas das ações dos adultos podem ser catastróficas, não garantindo a segurança delas num mundo que fosse seguro. E não falo só dos adultos representados neste livro, porque na nossa sociedade o ser humano é cada vez mais egoísta, sendo ele o grande culpado do estado em que se encontra o nosso planeta, tendo atitudes que podem refletir no futuro das próximas gerações.
Por isso, apesar de muito do que está neste livro vir da imaginação do autor, a verdade é que é uma realidade que pode estar na iminência de acontecer, o que pode resultar em consequências inimagináveis que podem acontecer num futuro ainda muito próximo.
É um livro com muita ação reviravoltas! O final é brutal, deixando nos num vácuo, porque sinto que ainda há muito mais para contar, ficando a dúvida se iremos ter um segundo livro! 👀
2099, o nosso maior receio chegou: o planeta Terra está aos poucos a desaparecer. A maior parte dos animais estão extintos, o ar está completamente poluído e há cada vez menos crianças devido ao aumento constante de infertilidade... Os dias estão contados para o nosso planeta azul e tudo isso por culpa nossa! A luz da esperança aparece em Margarida, uma jovem "Mãe", que será escolhida para embarcar com 29 crianças em direção a um planeta desconhecido situado a 20 anos de distância. A sua missão é criar uma nova civilização pela raiz nesse novo planeta a fim de começar o projeto Humanidade 2.0. No entanto, nem tudo correrá como previsto...🌱
Bem, que livro ! 🤯 Se tivesse que descrever a minha experiência de leitura numa palavra séria: intenso.
Com uma escrita fluida e viciante, o autor brilha sobretudo pela sua capacidade de imergir o leitor facilmente na história. Isto deve-se a uma narração bem construída e descritiva que tem o dom de nos transportar ao apocalíptico ano de 2099.
A narrativa é ambiciosa e tem uma mensagem poderosa. O Universo apocalíptico construído pelo autor é credível, porque, infelizmente, retrata perfeitamente a situação para a qual nos estamos a dirigir a passos largos. Um abrir de olhos sobre as nossas ações enquanto indivíduo, mas sobretudo enquanto comunidade porque só juntos é que poderemos fazer a diferença!✊️
Se quiserem uma distopia nacional cheia de ação, reviravoltas e uma mensagem poderosa, esse livro é claramente feito para vocês!
"Mãe", de Francisco Ramalheira, é uma aventura distópica que nos deixa a pensar "e se o futuro fosse mesmo assim?". A história é viciante, com personagens que cativam do início ao fim. Margarida é uma super Mãe pronta para salvar a humanidade, e o Matthew é um querido sem o saber, que faz toda a diferença. Além disso, os simbolismos ao longo da história são incríveis e dão aquele toque extra de profundidade que adorei. E só digo mais uma coisa: quero uma continuação já! Se gostas de distopias e sci-fi, este livro é obrigatório!
Francisco Ramalheira está de volta com um livro de ficção científica, uma distopia futurista onde a humanidade está à beira da extinção. Numa realidade perturbadora e que poderá muito bem vir a ser real, o autor leva-nos até 2099, onde o planeta Terra é praticamente inabitável.
A jovem mãe Margarida é a esperança da Humanidade. Entramos assim numa corrida alucinante contra o tempo e contra um regime opressivo que procura expandir o seu poder.
Gostei da forma como o autor aborda o tema das alterações climáticas, a sobreexploração dos recursos naturais e a escassez de soluções viáveis numa luta contra o tempo que é real e emergente. O autor equilibra momentos de tensão com debates morais enquanto faz uma crítica sócio-política atual.
Houve alguns momentos um pouco rápidos, com muitas personagens que nem sempre facilitou entrar na história, tem um pouquinho de romance e que, na minha opinião, pouco acrescentou.
Uma leitura envolvente, com capítulos curtos, com uma chamada de reflexão urgente sobre um futuro que, infelizmente, pode não estar tão distante do nosso presente.
Ideal para os fãs de ficção científica com uma forte componente social e política, oferecendo uma visão crítica sobre as ações da Humanidade perante as crises ambientais. Não é uma ficção científica maciça o que a torna excelente também para iniciantes do género.
Este livro é do início ao fim uma viagem emocionante e aterradora pelo futuro que representa. Cabe-nos fazer com que a sua história continue a representar um futuro distópico e não um que se vá tornar realidade
Num futuro que pode estar mais próximo do que pensamos, o Planeta Terra está a purgar-se dos humanos: a água é um bem escasso e precioso, a fauna e a flora quase desapareceram, e os sobreviventes humanos de vários desastres naturais vivem dentro de cúpulas porque o ar é irrespirável e as temperaturas são absurdamente elevadas. E todos estes ingredientes são excelentes para que um governo autoritário tome as rédeas do que sobrou.
Porém, há uma esperança: um planeta habitável longínquo, onde se pretende enviar uma tripulação composta por crianças sem vícios e uma mãe para as educar, o que poderá garantir a continuidade da nossa espécie de forma saudável. Um género de Humanidade 2.0, que o líder do Governo Mundial prefere condenar para se salvar a si e à elite social abastada.
Esta premissa, além de interessante, é (mais) um espelho daquilo que realmente somos. Bem sei que sou pessoa das literaturas fantásticas, e talvez isso me tenha dado as ferramentas para tentar perceber o futuro através das asneiras do passado e do presente. Isso é, precisamente, o que este livro é: um aviso, para quem o quiser ouvir.
Curiosamente, ou talvez não, o dia de lançamento deste livro, foi também aquele em que soubemos que os recursos no Planeta Terra para o ano de 2024 se esgotaram e estamos, no momento em que escrevo esta opinião, a consumir recursos que não temos e que poderemos não conseguir substituir. E quando o autor me contactou para ler o seu "Mãe", a quem naturalmente agradeço, pensei (e bem!) que seria a obra perfeita para ler para o Syfia Challenge da Sofia "Miacis" e da "Outra" Mafalda, que não só são muito adeptas de Ficção Científica, como leitoras conscientes das mensagens que essas histórias têm para nos contar.
Quanto à história em si, a sua narrativa é corrida, o que para mim resultou muito bem, considerando que as nossas personagens estão numa luta contra o tempo. Por isso, está sempre alguma coisa a acontecer para nos fazer sentir a adrenalina a pulsar. Ao mesmo tempo, temos dados reais que nos vão sendo mostrados ao longo do texto, tanto quanto às alterações climáticas, como quanto às tentativas de as travar ou, em bom rigor, atrasar. As consequências futuras são especulações que, infelizmente, credito estarem próximas daquilo que nos reserva e ao nosso planeta se os governos mundiais e os seus interesses económicos se colocarem, como até aqui, à frente dos interesses da população e dos recursos naturais.
E também há "maquinetas"! Algumas (presumivelmente) inventadas para esta narrativa, mas outras, como o entrelaçamento quântico, são uma realidade bem palpável nos laboratórios de desenvolvimento de diversas tecnologias actuais. É verdade que esta história tem muitas mirabolâncias, mas que acredito serem compatíveis com o seu público-alvo a tender para o juvenil.
Em conversa com o autor, o mesmo disse-me que este seu livro tinha, inicialmente, um tom mais pesado, mas que decidira ir por outro caminho: escrever para os seus alunos. E a verdade é que acredito que esta foi uma boa escolha, não só porque os adultos podem (e devem!) ler livros com um toque mais juvenil e, por outro lado, são os mais novos aqueles que se interessam por este tema com mais afinco, talvez porque acreditam que ainda podem mudar o mundo. E realmente podem, se os adultos deixarem e estiverem ao lado deles. Porque, espantem-se, nós já fomos esses miúdos. E outros foram-no antes de nós. O tema da ecologia e da preservação do planeta está presente em obras de Ficção Científica, pelo menos, desde os anos 60 do séc. XX. E, décadas volvidas, cá estamos a fazer os mesmos alertas, com uma urgência cada vez maior.
Este é um livro que, por tudo isto, deveria ter tido maior atenção por parte da editora. Notei várias repetições, assim como oscilações no texto, que muito ganharia se fosse mais homogéneo. Houve momentos em que as personagens estavam a executar um acto para, logo a seguir, percebermos que afinal estavam a executar outro, ou que o que acontecia não correspondia às consequências esperadas. Da mesma forma, as personagens pareciam nem sempre ter atitudes compatíveis com aquilo que nos fora apresentado inicialmente, como o vilão que, não raras vezes, tinha atitudes bastante ingénuas. E mesmo não quebrando o ritmo de leitura, estas questões que, acredito, poderiam ter sido ultrapassadas com uma revisão e uma edição mais atentas, deixavam um certo sentimento de confusão durante a leitura.
Também gostava de ter visto mais das várias linhas de acção que nos são apresentadas. sobretudo no final, que foi um pouquinho apressado. Havia ainda muito por explorar: as verdadeiras intenções de algumas personagens, as suas histórias e a forma como se entrelaçavam entre si. Acredito que houvesse muito mais para contar, o que, em pouco mais de duzentas e cinquenta palavras, se torna complicado, e tenho pena se (não faço realmente ideia!) essas informações foram cortadas na edição, porque fazem falta no todo que é este livro.
Deixo, ainda, a nota sobre a capa que, com muita pena minha, foi gerada com recurso a tecnologia de IA (a informação consta da ficha técnica do livro). Desconheço como essa decisão foi tomada, ou por quem, no entanto, não posso deixar de salientar que temos imensos artistas nacionais que poderiam ter produzido uma capa bem conseguida para esta história, também nacional. "Mãe" pode ser uma obra de Ficção Científica, porém, tal argumento não colhe, na minha perspectiva, para a escolha desta forma de criação da sua capa.
Finalmente, posso dizer que fiquei um curiosa com os últimos parágrafos do livro. Entendo o porquê daquele último momento no final mas, ao mesmo tempo, tenho sentimentos mistos em relação a ele. Não é uma forma má de terminar esta história, pelo contrário. Mas deixou-me com imensas questões do porquê e das consequências (se também leram o livro, venham falar comigo sobre isso!!) para o futuro da Humanidade 2.0 que viaja, esperançosamente, para um mundo, e um Mundo, melhor.
Francisco Ramalheira apresenta-nos com Mãe uma obra bastante necessária porque é uma obra que nos faz pensar. Uma história tem o "dever" de entreter (e isso não falta em Mãe) mas ganha uma nova dimensão quando consegue fazer-nos refletir. E, quando vivemos numa altura tão conturbada, é importante termos obras como estas. Como o autor diz, no espaço dedicado à sua nota, seria muito bom que esta obra se mantivesse ao longo do tempo como algo fantasioso e não como algo que previu, de certa forma, o futuro que parece, cada vez mais, ser o que nos espera se nada for feito em relação às alterações climáticas e ao nosso modo de viver e olhar as nossas responsabilidades como Humanidade.
Mas vamos mergulhar na obra em si. A forma de escrever do Francisco foi algo que demorei a habituar-me, confesso. Tem um léxico bastante rico o que é ótimo para um autor e mostrou não ter medo de o utilizar. Mas tenho que confessar que senti que a leitura saiu mais fluída quando o autor permitiu que a escrita também assim o fosse, se me estou a fazer entender. Em que, talvez, deixasse de sentir o peso da escrita em si. E nessas partes o livro mostrou estar muito acima da média.
A personagem principal, a Margarida, mostrou ser complexa e bem construída, com bastante perspicácia para aquilo que lhe estava a acontecer e com um amor sem fim para as crianças a seu cargo que fazia com o que leitor não deixasse o seu lado. Por vezes senti que ela não era tão ativa como gostaria, mas isso é só um pequeno reparo. Parecia que as coisas lhe aconteciam, em vez de ser ela o motor da história. Mas isso não roubou muito da qualidade do livro, na minha opinião. As personagens que circundavam a Margarida estavam bem construídas, cada com a sua voz que teve a oportunidade de ser ouvida ao longo das páginas do livro, o que só ajuda para o leitor ter mais um pedaço de si, nem que seja na sua parte emocional, a estar investida na história, pois quer saber o que vai acontecer, como certos acontecimentos se vão desenrolar e como certos plot twists vão afetar a trama em geral. Na minha opinião, são sempre as personagens que "carregam" a história para a frente e achei um método muito bom do Francisco explorar várias das personagens que tinha espalhadas pelo mundo para termos uma visão mais completa do que estava a acontecer. Por vezes, até gostava que se tivesse alongado mais nessas partes pois gostei bastante.
Acho, também, que o autor não complicou na parte da ficção científica. Não leio o suficiente neste género para saber como costuma ser feito, mas o autor apresentou as suas tecnologias, apresentou os factos curta e rapidamente os colocou em prática, regra geral, o que facilitou à sua imaginação e ajudou sempre a impulsionar a história para a frente.
Para concluir, Mãe é uma obra interessante quer do ponto temático quer do ponto da escrita. Fez-me certamente refletir sobre o meu papel nas alterações climáticas e até na maneira como vemos o outro, pois um outra tema abordado aqui é a divisão social e a ganância das elites. E isto além de conseguir uma boa dose de entretenimento. Fico a aguardar futuras obras do Francisco e a acompanhar a sua contínua evolução como autor
Se há algo que me enche de orgulho nesta página é poder fazer scroll pelo perfil e ver muitos autores portugueses e o novo livro do Francisco vem acrescentar mais um ☺️
𝙊 𝙦𝙪𝙚 𝙢𝙖𝙞𝙨 𝙜𝙤𝙨𝙩𝙚𝙞
O que gosto sempre de ressalvar é a escrita do Francisco. É uma escrita rica, bem estruturada e rítmica, aliada a uma ironia e comédia muito características, que nos envolve e prende a narrativa. Outro aspecto que achei magnífico foi a vasta e exaustiva pesquisa que o Francisco fez e transportou para a "Mãe" quer na história quer na nota do autor no final. A mensagem importante que nos é transmitida através de um grupo maravilhoso e, em especial, da Mãe. Adorei também como o Francisco, no meio de uma distopia ambiental repleta de mensagens e reflexões, consegue criar amor nas suas várias formas.
𝙊 𝙦𝙪𝙚 𝙢𝙚𝙣𝙤𝙨 𝙜𝙤𝙨𝙩𝙚𝙞
Confesso, e isto não é culpa do Francisco, que o que menos gostei foi ver algumas atitudes do mundo espelhadas de forma tão verdadeira e sentir-me impotente perante elas e vergonha alheia.
𝑵𝒐 𝒈𝒆𝒓𝒂𝒍
É um livro sobre consciencialização, sobre alertas, sobre apelo, sobre mensagens importantes que deve ser lido por todos.
Não é o tipo de livro que costumo ler, mas foi uma ótima experiência. A leitura fez-me lembrar filmes e séries como Divergente, 2012, Silo e The 100, tanto pela ambientação quanto pela tensão constante ao longo da história.
A escrita é bastante complexa e desafiante, o que tornou a leitura um verdadeiro desafio, mas também muito gratificante. Além da narrativa envolvente, o livro tem uma forte componente de consciencialização ambiental, abordando questões extremamente atuais e relevantes sobre o estado do mundo.
Para quem gosta deste género, é uma leitura altamente recomendada. E para aqueles que, como eu, nunca tinham experimentado este estilo, é um ótimo ponto de partida para se aventurar em novas histórias. 📚🌍
Este livro está cheio de ação de início ao fim!! 😯 Gabo a originalidade e criatividade necessária para a criação desta história!!
Contudo, não é o meu estilo de livro 🥺 Tem muita política e acaba por ser uma crítica à nossa sociedade atual por não se importarem com o ambiente (e, por isso, passei o livro todo com medo que o nosso mundo se torne como no livro 🥲)
Tem um pouquinho de romance e gostei! Adorei as personagens e os capítulos são tão pequenos que torna a leitura muito rápida! 🥰
Confesso que, ao começar a leitura, não imaginava que a mensagem do autor me tocaria tanto. Contudo, à medida que as páginas avançavam, e algumas mensagens eram reforçadas e até didaticamente explicadas, fui compreendendo o quanto as nossas ações, ou a falta delas, podem impactar o futuro.
Apesar de ser uma distopia, o livro tem uma construção de cenário bastante acessível, já que se passa no nosso próprio planeta. O autor aborda questões políticas e sociais atuais de forma clara e relevante. Ele alerta-nos sobre aspetos que, muitas vezes, ignoramos devido à nossa negligência em relação à preservação ambiental. O livro desperta a consciência sobre o quanto somos privilegiados por ter o céu azul sobre as nossas cabeças, a relva sob os nossos pés e árvores que nos fornecem sombra e frutos. São privilégios que, aos poucos, podem desaparecer da nossa realidade, e o que restará será apenas uma vaga lembrança do legado que deixaremos para o futuro.
A história passa-se em 2099, um futuro em que a Terra já foi condenada pela falta de cuidado no nosso tempo presente. Políticas que priorizavam lucros em vez de vidas, incentivo ao consumo em vez da sustentabilidade, e a alienação em detrimento da informação transformaram o planeta num lugar tóxico e fatal. Nesse cenário, surge Margarida, a protagonista, que carrega consigo a esperança de que ainda há uma chance para a humanidade. Ela acredita que os erros do passado podem ser corrigidos pelas boas ações do futuro, representadas nas crianças que ela protege. São nelas e nos filhos que o mundo deposita a sua esperança de renascimento, com uma nova mentalidade que prioriza o que foi negligenciado, criando uma realidade onde tudo o que é essencial terá máxima importância.
A escrita do autor é rápida e envolvente. A cada capítulo, algo importante acontece, sem enrolação. Acredito que este ritmo tenha sido adoptado para refletir a urgência da história. É uma narrativa directa ao ponto, e eu gostei dessa abordagem. Embora seja fã de livros de fantasia que exigem mais tempo para ambientação, o ritmo ágil do autor funcionou muito bem neste contexto.
Se a intenção do autor era transmitir uma mensagem clara e impactante sobre o que estamos a fazer com o nosso planeta e o nosso futuro, ele certamente alcançou o seu objetivo.
Este livro fez-me reflectir profundamente sobre as minhas próprias acções, o futuro que desejo para mim e para as gerações que virão. Levou-me a pensar nas pegadas que deixo, nas políticas que apoio, nas informações que absorvo e no que faço com elas.
Se procuras uma distopia que vai fazer-te repensar o mundo à tua volta, encontraste a leitura certa.
Enquanto fã assumida de distopias e ficção científica, este livro foi exatamente o tipo de leitura que me entusiasma! “Mãe” transporta-nos para um futuro sombrio, em 2099, onde a Terra está à beira do colapso total: um planeta árido, sem vida animal, com a humanidade confinada a cúpulas e governada por um regime autoritário. 🌪️
Neste cenário desolador, Margarida Travis, uma jovem com cinco crianças ao seu cuidado, torna-se o símbolo de esperança. Num mundo onde ser mãe é algo raro e valioso, ela é escolhida para liderar uma missão rumo a um novo planeta habitável.
A narrativa agarra-nos com ação, tensão e momentos de grande carga emocional. Adorei acompanhar as dinâmicas entre Margarida, os seus filhos (cada um com uma personalidade distinta e cativante) e os restantes membros da missão. O desenvolvimento humano está no centro da história — e isso torna tudo ainda mais envolvente.
Francisco Ramalheira constrói uma distopia muito credível, com críticas sociais e ambientais bem vincadas, fazendo-nos refletir sobre o egoísmo humano, o impacto das nossas ações e o legado que deixamos às próximas gerações.
O ritmo é intenso e o final deixa-nos num verdadeiro vácuo — daquelas conclusões que pedem urgentemente uma continuação! 😳
Uma leitura que combina o melhor da ficção científica com consciência social e humanidade. Para quem adora este género (como eu!), “Mãe” é uma aposta segura e com muito a dizer.
Antes de mais, tenho de referir que adoro a escrita do autor: é muito fluída e viciante, o que faz com que possamos ler qualquer género que ele decida escrever.
Até agora apenas tinha lido os seus romances históricos e tal como tinha acontecido com esses, amei esta distopia.
Esta é uma distopia que nos demonstra, ficcionalmente ou não (😬), aquilo que poderá acontecer ao nosso futuro, decorrente das nossas decisões quanto às alterações climáticas.
Uma história que me revoltou completamente por saber que faço parte dos antigos e que todas as decisões contam, mas, principalmente, que o nosso futuro não depende apenas de mim, depende de todos nós.
Margarida vive com os seus cinco filhos no sector 47, um dos sectores mais precários que existem, contudo, existem bem piores. E ainda assim, ela tenta fazer de tudo para dar uma vida melhor aos seus filhos, mas o que ela não sabe é que alguém já decidiu o seu futuro por ela.
Uma busca pela descoberta de um mundo melhor, onde se espera que a educação altere muitas das ações egoístas do ser humano.
Se querem um livro cheio de reviravoltas, situações de vos apertar o coração e muita amizade este é o livro ideal para vocês. Aguentem esses corações, porque vão sentir muito com este livro.
Recomendo tanto este livro e qualquer um do autor, pois este é daqueles autores que leria até a sua lista de compras e conhecendo-o, depois de ler esta review é isso que ele vai fazer, vai enviar-me a sua lista de compras 🤣🥰
Há muito tempo que não lia uma Distopia tão boa. Ainda por cima de autor Português! “Mãe” surpreendeu-me muito pela positiva, com uma escrita cuidada e vê-se o rigor, cuidado e investigação que o autor teve para nos presentear com um livro que efetivamente pode vir a ser uma realidade do nosso Planeta num futuro que já pareceu mais distante. Num Mundo onde já não existe esperança de salvação, os nossos protagonistas tentam de tudo ( e não olham a meios para tal) para que a humanidade possa continuar, começando de novo em outro planeta habitável. E para isso, existe uma “Mãe” escolhida para ir com as poucas crianças que restam num Mundo que se tornou estéril, salvar e recomeçar a humanidade. A profundidade com que o autor nos retrata assuntos tão atuais como as alterações climáticas (que já agora EXISTEM está bem malta?) que junto com a ganância extrema do ser Humano acabam com a sobrevivência natural no Planeta Terra, é a mesma com que nos mostra que mesmo à beira de toda a vida na Terra acabar, os “ricos” e “privilegiados” se acham intitulados de se salvarem. Mas ainda existem Humanos bons, e esses, podem, devem e fazem toda a diferença. Amei o final, adorava que tivesse uma continuação! Aliás este livro merecia mesmo uma saga! Recomendo mesmo a leitura, a quem gosta de uma boa estória que se pode vir bem a tornar mesmo “história”. @bibliotecamil_insta
Confesso que não gosto de ficção científica mas gostei da premissa do livro porque, de certa forma, reflete uma realidade que pode muito bem ser a nossa daqui a uns anos. Ao longo da narrativa, o autor aborda a questão das alterações climáticas de uma forma muito pura e dura. Não sou muito fã da sua escrita, porque é muito técnica e emprega muitos conceitos com os quais não estou familiarizada pois são característicos do género literário em questão. De facto, hoje em dia vivemos a ignorar os avisos das organizações mundiais e dos governos sobre a questão climática e não nos preocupamos com o futuro, seja o nosso futuro enquanto humanidade, seja o futuro do planeta. Realça também a importância das crianças na manutenção da humanidade. No cenário deste livro, as crianças e a esperança são poucas, o que é alarmante e fez-me pensar nas pessoas que querem ter filhos mas não podem ou não conseguem. Aquilo que mais me deixou confusa neste livro foi a fusão das pessoas com os robôs, confesso que tenho dificuldade em aceitar esse cenário 😅
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Uma história que nos toca a todos, uma ficção científica que pode muito bem num futuro ser a realidade do nosso planeta Terra. Eu não sou de todo uma leitora desse género, mas que bom que o li, foi um Abre Olhos, adorei, fez-me reavaliar muita coisa que ainda eu própria faço mal. Por favor ,uma leitura obrigatoria
Muito bom, é um livro que não conseguimos parar de ler.. Mas ao mesmo tempo assusta pensar que com tudo o que vivenciamos hoje pode ser possível que acontecer.
Antes de ser ficção, este livro é um potente abre olhos para aquilo que diariamente fazemos ao nosso planeta. Apoiadas em políticas focadas no lucro e na produção massiva, principalmente as grandes potências, mas também cada um de nós, acabamos por estar lentamente a definir o destino da Terra.
Destino este que poderá vir a assemelhar-se com o cenário apocalíptico retratado em Mãe, em que os habitantes vivem debaixo de cúpulas que os protegem da toxicidade do ar exterior, necessitam de usar máscaras quando estão fora das suas casas, consomem quase somente alimentos produzidos em laboratório, e onde para terem um animal de estimação (eletrónico) precisam de obter uma licença do Governo Mundial.
Vendo o que descrevi anteriormente, adorei todo o pensamento do Francisco para montar esta sociedade, a hierarquia da mesma e a complexidade da gestão de uma situação do calibre do fim da existência da Terra. Os jogos de poder entre o Governo Mundial, centrado na ganância e estatuto, face à Academia da Esperança, focada na tua prosperidade da espécie humana, foram extremamente emocionantes.
Apesar de ter gostado muito do mundo criado, senti alguma dificuldade em entrar na história e em me conectar com a escrita, algo que melhorou com o avançar do livro. Também tive algumas questões em relação a algumas das personagens e suas interações, com as quais demorei a relacionar-me.
Contudo, são impagáveis as criativas e inesperadas reviravoltas deste livro e toda a carga emocional centrada em evitar a extinção da espécie humana. Desde que li a premissa desta obra que soube que o queria ler e, agora, após aquele final, só quero saber onde retomará a aventura de Margarida. Que esteja para breve, é o que peço!
Bem, o que dizer deste livro a não ser um rol de coisas boas?
Mãe é um livro sci-fi que também é uma distopia e que nos insere num Planeta Terra em fim de vida. As catástrofes aconteceram mesmo, a vida está praticamente extinta e apenas existem algumas bolsas de vida humana onde é possível (a muito custo) viver. Ou será melhor dizer sobreviver?
É neste panorama que começamos a nossa leitura e a partir daí é sempre a escalar. Os erros repetem-se, a ganância mantém-se, os comportamentos não mudam. Mas ainda há quem queira ver soluções e mudanças que ajudem o mundo e as pessoas e é aí que se insere esta Mãe que dá titulo ao livro.
Ela tem uma missão especifica! Fazer com que a vida humana prevaleça mas há quem queira impedir isso por vontades puramente egoístas e toda a jornada desta mãe será uma derradeira provação que nos agarra completamente à narrativa. Mas mais do nos deixar a fluir por este Planeta Terra em degradação este livro é uma chamada de atenção para a mudança de comportamentos. É um aviso para os humanos do agora, da realidade. Porque se não queremos ver um mundo como o que é representado no livro bem que precisamos de agir e JÁ, e este livro leva-nos a essa reflexão.
É um livro incrível que todos deviam ler pois as reflexões a que indiretamente nos força são extremamente necessárias. Já para se quer aventurar no género do sci-fi é uma ótima porta de entrada.
Nesta aventura somos transportados para um mundo onde o nosso planeta já não existe como o conhecemos hoje, o planeta é um sítio sem árvores, sem crianças e em decadência uma vez que a poluição deu cabo de tudo …
Seguimos então aqui uma rapariga, Margarida que é escolhida para ser a Mãe de uma nova humanidade que será enviada para um novo planeta.
Passamos por todas as etapas do quanto é difícil lutar contra as pessoas que querem embarcar na nave rumo a outro planeta!… contra as pessoas mesquinhas e que a todo o custo querem ser elas o futuro da humanidade … (pessoas sem escrúpulos e sem empatia pelos outros seres humanos) assim os nossos heróis vão se sacrificando ao longo do caminho para a nave pelas crianças e pela mãe para que estes passam ir para o novo planeta e começar uma nova humanidade.
Margarida (mãe) é Matthew apaixona se (ele é um metade humano metade máquina) apaixonam se mas ele não vai com ela na nave (no fim sabe se que ela está grávida dele) e afinal não são 29 crianças e a mãe mas 30 crianças e a mãe!…
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