Ao acordar em um lugar escuro, frio e desolado rodeada por outros corpos e sem ideia de como foi parar ali, Celina logo se dá conta de que algo terrível aconteceu. As cicatrizes cobrindo metade do seu corpo e as memórias vagas de um incêndio são as únicas pistas de que não está mais no mundo dos vivos.
Suas suspeitas são confirmadas quando um homem imponente, de olhos negros e sorriso debochado, aparece e comunica a todos que, longe de terem garantido um lugar no Paraíso, eles estão no Abismo, e o único jeito de sair dali é vencendo três desafios.
Afinal, a Morte adora jogos.
No Abismo, entretanto, os medos assumem contornos ainda mais assustadores. Amigos e inimigos se confundem. Criaturas perversas espreitam da escuridão. E, em meio a tudo isso, reina a figura mais cruel e intrigante de todas — a própria Morte. Às vezes brutal, às vezes gentil, tão temível quanto atraente, Odilon é uma ameaça e um mistério... com o qual Celina se vê cada vez mais envolvida.
E se a única maneira de escapar do Abismo for mergulhar na escuridão?
o livro tem um plot que me interessa bastante: pós-vida e jogos, mas a execução é sofrível - o livro é descrito como romance mas não aprofunda em momento nenhum no porque exatamente a morte é obcecada por celina e pq a celina se apaixonou em primeiro lugar por um homem que a quer morta - o abismo em si não é aprofundado e a autora foca em muitos elementos que logo depois em capítulos seguintes são completamente ignorados - os personagens são sem profundidade - os ruins são sempre ruins - e trata a mãe da principal que claramente tem problemas mentais e com vício como uma grande vilã - em 2025 não consigo avaliar positivamente um livro sobre um homem torturando uma mulher física e psicologicamente por quase 300 páginas sem desenvolvimento ou motivo algum...
Eu estou em COMPLETO CHOQUE com essa leitura. A ambientação e a escrita da Ariani são absolutamente perfeitas, me senti completamente imersa no Abismo e curiosa pra saber cada vez mais sobre ele. A Celina é uma personagem absurdamente cativante e a cada página que passava, mas conectada eu me senti à ela. Toda a história foi extremamente bem construída, do tipo que você observa a jornada depois de ler o final simplesmente BOMBÁSTICO e percebe como nada foi por acaso - e a Ariani fez isso de uma forma simplesmente magistral, porque nada ficou óbvio ou forçado, tudo seguiu seu curso pra gran finale. Não tenho palavras pra descrever o quanto eu amei amei amei de paixão esse livro!!!
Celina, ou Lina, acorda em um local desconhecido, cercada por pessoas desconhecidas. Onde estão? No Abismo. Quem são? São pessoas que, assim como Lina, morreram sob as mesmas circunstâncias. Juntos, eles precisam vencer três desafios propostos pela Morte, a fim de ter acesso ao Espelho, que pode não só mostrar como morreram, mas também e, sobretudo, o caminho para o Paraíso.
É um livro curto, de menos de 300 páginas, que pode vir a ter uma continuação, por conta do plot twist e do cliffhanger dos últimos capítulos, mas... Sinceramente? Para mim, ainda que esses dois recursos narrativos tenham sido usados, o final também pode ser encarado como "aberto para interpretações" (e tudo bem), permitindo que seja lido como um volume único.
Eu estaria mentindo se dissesse que não estava esperando mais, mas, ainda assim, eu recomendo, principalmente, se você curtiu livros como "A Serpente e as Asas Feitas de Noite", da Carissa Broadbent, e "The Forbidden Game", da L. J. Smith, que é um dos meus livros favoritos (e que poderia, facilmente, ter servido como inspiração para a criação de "O Abismo de Celina").
"A Morte tornou a molhar a garganta com a bebida em um movimento demorado, ainda examinando as nossas reações - devagar o bastante para a ansiedade corroer meu estômago diante da perspectiva de jogar algo criado por uma entidade tão emblemática e ambígua. Para alguns, a Morte podia significar conforto e misericórdia, enquanto para outros, representava crueldade e despedidas nunca feitas." (p. 18)
Pela reviravolta absurda no final poderia talvez ser 3 estrelas, mas pela prova de resistência que foi ler esse livro inteiro vou ficar com 2 estrelas mesmo. Nada nesse livro funcionou pra mim. Eu me arrastei pelas páginas o livro todo, queria largar a leitura a cada 2 páginas lidas e a única parte que conseguiu me prender foi o último capítulo. Não abandonei a leitura por pura insistência.
Pra mim, nada foi bem desenvolvido, nem os personagens, nem o próprio Abismo. E o que me irritou muito foi a atração da Celina pelo Odilon, que não faz o mínimo sentido, nem mesmo o plot final explica.
Toda a premissa do livro é muito interessante, mas a execução foi péssima pra mim. O final aberto foi ótimo, mas não sei se me arriscaria a ler um próximo livro se fosse lançado.
Que livro senhoras e senhores, que livro. Eu comecei a ler muito deboa, zero pretenciosa e achando o romance que tava acontecendo muito lindinho eu tava tipo "aí que fofo esse casal" pra chegar no final e o meu queixo cair completamente. Eu ainda não sei meus sentimentos em relação ao Odilon, se eu to p da vida com ele ou se eu to achando ele fofo por querer ficar com ela (não sei exatamente o que isso diz sobre a minha saúde mental mas releva). Fazia muito tempo que eu não lia um livro bom desse jeito que me fez ter que tomar um tempo para pensar e me recuperar do livro então é com toda certeza um 5 estrelas e eu preciso do próximo se não eu vou surtar. Preciso saber se ela vai conseguir superar tudo de novo, preciso saber se eles vão acabar bem ou se eles não vão acabar bem (prefiro a primeira opção) mas assim, por mais que eu quisesse te matar quando eu terminei o livro, Ariani Castelo, eu amei ele e adorei a sua escrita
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A ARIANI NÃO É UMA ESCRITORA, A BICHA É UMA MÃE. Pelo amor de deus eu NUNCA imaginei o plot twist do final!!!!! Geralmente livros de fantasia são livros que eu consigo adivinhar mais ou menos o rumo do livro lá pela metade, MAS ESSE AQUI???? OI????? Fazia tempo que eu não era pega de surpresa desse jeito! Que orgulho que foi escrito por uma brasileira! Gostei muito da premissa, os personagens são muito bacanas e a história acabou de uma forma que deixou aberto pra um próximo livro, QUE EU ESPERO QUE LANCE LOGO SE NÃO EU VO FICA MALUCA Sensacional, muito bom e o romanceMEU DEUS Q SABOR incrível, amei 5/5⭐️ com certeza, apesar de eu ser uma psssoa que aprecio livros mais longos e gostaria que algumas questões tivessem sido mais exploradas, tipo o Abismo, como a Morte foi parar ali.. mas pode ser que o segundo livro seja capaz de sanar essa curiosidade!! Muito bom, AMEI ❤️
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Ate pensei em dar uma nota maior pela autora pq acho ela mt fofa e adoro apoiar a literatura nacional, mas quanto mais penso nesse livro mais chego na conclusão de que foi um PUTA potencial desperdiçado, 0 desenvolvimento de personagens e de mundo, e so o final prestou e olhe lá 🫠🫠
"Antes de morrer, acreditava que meu maior arrependimento seria pelas coisas ruins que fizera para os outros. Mas não. O maior arrependimento era por todas as vezes em que não fiz nada por mim."
Minhas expectativas estavam muito altas, o final em aberto só me deixou mais frustrada ainda, mas apesar do final assim não me dá vontade nenhuma de ler um próximo livro se vier.
Não tenho palavras para descrever o quanto amei! A história é tão boa e envolvente, recomendo muito. Não estava esperando por esse final, apenas leiam. Adquiri diversos aprendizados valiosos que com certeza vou levar para a vida, o que não esperava mesmo que fosse acontecer. Comecei a ler com uma expectativa e fui surpreendida. Enfim, apenas leiam!
Estou dando uma nota alta para que seja mais fomentado a leitura de escritores brasileiros, só que eu não gostei nenhum pouco, a personagem principal é uma coitada, clichê pra caralho, ai arruma um ser obscuro pra se atrair e fica naquele “ai não gosto” mas gosta é isso me irrita profundamente, aí tem um plot que eu achei o Ó.
Eu me preocupo um pouco de saber que esse livro tem quase 4 estrelas como nota geral e foi o livro mais vendido de uma das bienais. E isso é produto de pessoas adultas comprando e lendo esse livro, não de crianças/adolescentes.
O primeiro pensamento que eu tive quando eu comecei a ler essa história, e que foi persistente até o fim do livro, foi que eu escrevia assim quando eu tinha 10/11 anos de idade. Claro que minha gramática naquela época era bem pior que a da autora, que escreve corretamente como alguém com a alfabetização completa e um diploma de Letras, mas os elementos do enredo... Pelo amor de Deus. A narrativa toda pra mim foi muito edgy, rasa e pouco crível (mesmo em um cenário de fantasia), o que me passou uma sensação de imaturidade imensa.
Eu poderia ficar aqui o dia todo destrinchando cada ponto do livro, mas vou focar em algumas questões em específico que me deixaram ?? Primeiramente, eu gostaria que a razão pela qual a Morte tem essa predileção tão intensa com a protagonista, Celina. Eu acho bem improvável que, nos jogos que aconteceram antes do primeiro jogo com ela, não tenha tido uma pessoa sequer que fosse semelhante à Celina para tomar o coração da Morte primeiro. Esse é um livro que claramente se passa num contexto moderno e a civilização existe a milhares de anos. Tudo bem que a história se passa numa esfera fictícia, mas considerando o seguinte excerto da Wikipédia:
Uma das primeiras pessoas históricas da Grécia Antiga a morrer por suicídio foi Empédocles por volta de 434 a.C.
E o fato de que a Celina é claramente uma mulher contemporânea, você quer me fazer acreditar que nenhuma vítima de suicídio foi tão cativante quanto ela antes dela aparecer? Pra mim isso é muito difícil de acreditar considerando o quão desinteressante essa mulher é. Ela é uma pessoa extremamente comum sem nenhum fator extraordinário tirando o fato de que ela é uma boa pintora talvez, mas não é como se fosse difícil encontrar outras pessoas que sejam boas pintoras. Você vai virar pra mim e dizer que a Morte se apaixonou pela personalidade dela? Por ela ser tsundere? Tenha dó.
E não só os protagonistas são bobos, mas os outros personagens também.
Agora, uma questão de worldbuilding. A narrativa te diz que é necessário que jogos aconteçam constantemente no Abismo para que o lugar continue em pé e que, antes do primeiro jogo com a Celina, houveram diversos outros. Ok, e quando a Morte começa a fazer um looping do jogo com ela, o que acontece com os jogos que viriam depois? Você é levado a imaginar que toda vez que alguém se mata, vai parar no Abismo para ser submetido a jogos mortais (ironicamente). E aí, o que acontece com as pessoas que se matam depois do pessoal no jogo da Celina? Eles são poupados já que a Morte está ocupada brincando com um grupo de pessoas específico? Do modo que é escrito, não parece que mais de um jogo estaria acontecendo simultaneamente, com Odilon agindo de maneira onisciente em duas linhas de tempo paralelas.
Falando em suicídio, não tenho muita paciência para essas obras que perpetuam que pessoas que se matam são culpadas de algo. Essa ideia cristã de merda de que suicídio é pecado e, nesse universo, as pessoas que tiram a própria vida precisam se arrepender e lutar com sua enorme vontade renovada de viver. Ok... E ainda sim, nos dois primeiros desafios só metade dos participantes vence então mesmo que todos se arrependam e queiram viver, se eles simplesmente não tiverem sorte de serem mais rápidos pra vencer que os outros eles viram monstros haha losers ?
Outra, me incomodou de mais como a Celina (e Kaira) simplesmente conseguiu vencer os desafios e demonstrar proeza inimaginável com armas só porque era conveniente pro plot. Ela não tinha literalmente nenhum condicionamento físico ou até mental pra se sair melhor que os outros e mesmo assim ela levou a boa em todas. A cena que ficou incrustada na minha cabeça e eu simplesmente não consigo superar (no mau sentido) foi quando o Gael cortou a cara dela do nada (que eu também achei ridículo, não estou querendo defender nenhum personagem dessa obra acima da protagonista) e ela CONVENIENTEMENTE conseguiu empunhar uma espada e aplicar golpes com uma leveza, facilidade e naturalidade tão grande que foi até cômico, sendo que a autora claramente estava querendo construir uma coisa séria, não engraçada. Eu queria achar o que eu costumava a escrever quando criança pra colocar aqui, mas eu literalmente já escrevi uma cena idêntica de personagem sendo atacado com espada e sangrando tanto que chegou ao ponto de quase desmaio de uma forma completamente Looney Tunesiana.
Por fim, a última questão que eu vou mencionar, mas não que não existam outras além dessas: Vi muitas pessoas nos reviews falando que o final foi um plot twist chocante, não sei o quê das quantas. Gente? Vocês precisam ler/assistir outras coisas. Não me senti nem surpreendide nem chocade com esse final. Não foi 'reviravolta' nenhuma ela estar presa em um looping, não foi nada jamais visto antes e honestamente até um pouco previsível. Falando em previsível, eu saquei que todo mundo tinha se matado lá bem cedo também btw lol.
Se uma pessoa menor de idade tivesse escrito esse livro eu até julgaria menos, mas isso foi publicado um ano depois dela se formar em LETRAS na UFRJ. De alguém com um diploma desses eu espero mais, sinto muito.
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A história em si é boa, o problema é a execução, é tudo muito corrido, parece que a autora quer que tudo aconteça mas não pensou em uma transição para as informações, falta profundidade nos personagens e nas relações deles, não só da Lina e da morte mas a de todo os outros também.
O livro é uma fantasia, com um "romance" fadado ao fracasso, onde os personagens estão presos em um ciclo doentio por conta do egoísmo, da obsessão e do medo de uma só pessoa. Adorei a escrita da autora, o universo da história é muito interessante e o Odilon é perfeitamente imperfeito e cruel!
Acordando em um lugar desconhecido com marcas de queimadura cicatrizadas em ambos os braços e metade de seu rosto, Celina se sente um monstro. Perdida, sua última lembrança é a de uma dor intensa em meio a um incêndio consumidor.
Há mais pessoas despertando no chão ao seu redor e todos parecem confusos como ela até que Odilon, um homem extremamente branco, usando um manto de sombras e segurando uma foice se forma na frente deles e lhes dá as boas-vindas a sua casa: o Abismo.
Celina não tem mais como negar, ela está morta. Não há sinal de vida no local sombrio, as construções são decrépitas, o brilho da lua é opaco e o belo, perigoso e sedutor Odilon é claramente a própria Morte.
Ele explica que todos ali morreram sob as mesmas circunstâncias, mas que o destino deles não foi decidido e por isso ganharam uma última chance. É no espelho revelado por Odilon que eles devem encarar a verdade e depois atravessar um portal para sair do Abismo, porém o objeto só aceita os bravos campeões dos jogos da Morte.
Três desafios cruéis vão revelar os segredos, medos e desejos mais profundos dos jogadores e somente os que vencerem vão ter a oportunidade de alcançar o Paraíso, enquanto os que perderem vão servir Odilon pela eternidade.
Celina ama pintar belas paisagens com cores vivas e alegres, algo que o Abismo não pode oferecer. Determinada a não desperdiçar sua morte como fez com sua vida, ela vai priorizar a si mesma e seguir seu caminho para o Paraíso … mesmo com seu coração cada vez mais confuso pelos poucos momentos de bondade de Odilon.
Pelo estado das cicatrizes da Celina e pelas cicatrizes da Kaira, rapidamente dá para perceber que o Abismo pode ser lido como um Limbo ou um Umbral: um local intermediário sombrio e de sofrimento constante para as almas que escolheram a morte esperando dar fim às suas angústias.
Por um tempo a Celina teve uma vida boa, mas quando seu pai morreu, sua mãe se afundou no vício fazendo com que a filha abdicasse de muitas coisas e de si mesma para garantir que ambas tivessem um lugar para morar e o que comer e o incêndio só piorou ainda mais o estado dela, que não tinha ninguém para ajudá-la.
Ficar no Abismo faria a Celina infeliz e "quebrada" como uma vez esteve quando era viva. Morta, ela lutou para perseguir algo que ela desejava, para se reerguer, para aceitar as coisas boas e ruins em si mesma e não vai abdicar novamente de seu caminho e felicidade por outra pessoa, mesmo que talvez tenha se apaixonado.
Já o Odilon, não pode atravessar o portal com a Celina, não pode mudar o Abismo para ser belo e cheio de vida, é egoísta demais para deixá-la seguir em frente e acredita que um dia vai convencê-la a ficar. Ele é arrogante, sarcástico, manipulador e insensível, o que a deixa com muita raiva e a incentiva a descobrir uma forma de derrotá-lo.
Esse é um dos piores casos literários de um homem não sabendo aceitar um não e eu adorei como há pequenas pistas sobre o que o Odilon realmente está fazendo com o Abismo, a Celina e os jogos a todo momento.
Entendo quem não gosta de final aberto, mas aqui sinto que se encaixa bem. O Abismo pode ter dado a oportunidade da Celina jogar de igual para igual, mas quantas edições dos jogos será que vai levar para ela finalmente derrotar o Odilon e chegar ao Paraíso?
Também fiquei intrigada sobre como o Odilon salvou a vida da Celina por curiosidade, será que foi ali que a obsessão surgiu? Tecnicamente, se ela morresse no incêndio, a Celina não teria ido para o Abismo. Será que ele teve esse raciocínio horrível?
"Você está pensando em como tudo aqui é feio e sem vida. Procura alguma coisa bonita, mas nunca encontra."
"O abismo de Celina", fantasia da autora Ariani Castelo, foi um best-seller ao ser publicado de maneira independente pela Amazon. No final de julho, o livro ganhou uma nova edição pela Editora Rocco e eu tive o prazer de conhecer essa história.
Celina está morta. Entretanto, ao invés de encontrar descanso e paz, a protagonista é jogada no Abismo junto a dezenas de outros corpos. A situação já seria aterrorizante se parasse por aí, mas o Abismo é comandado pela Morte, um personagem cruel e debochado, que os informa que, para garantir o tão sonhado lugar no Paraíso, eles terão que competir em três jogos. Caso percam, deverão servir ao Abismo - e a Morte - por toda a eternidade.
Ariani Castelo tem uma escrita fluída, fácil, e isso, combinado ao ritmo acelerado da narrativa, torna a experiência de leitura bem viciante. E, claro, temos o tão amado personagem de moral duvidosa. Ou, nesse caso, não tão duvidosa assim.
Morte, ou Odilon, é uma criatura tão brutal quanto fascinante. Ele se diverte com os jogos propostos e tem prazer em castigar aqueles que não obedecem suas regras. Adora falar em códigos e plantar dúvidas e intrigas. O que não poderia torná-lo mais diferente da nossa protagonista.
Celina tem poucas memórias sobre como morreu, mas acredita ter sido devido a um incêndio. Em vida, precisou abdicar muito da sua juventude para cuidar daqueles ao seu redor, mas isso não tirou dela o prazer em apreciar as coisas boas que aparecem no seu caminho. Altruísta, a garota se coloca em perigos para ajudar os outros e, acima de tudo, Celina odeia injustiças.
Em meio aos desafios dos jogos - que trazem à tona as piores memórias de sua vida, e a faz recorrer a métodos que abomina -, Celina percebe que Odilon tem um interesse particular por ela. Ele parece genuinamente se importar com o que ela pensa, tem interesse naquilo que ela gosta e parece fazer de tudo para agradá-la.
"O abismo de Celina" foi uma romantasia bastante inusitada. Toda a questão do "personagem moralmente duvidoso" é abordada de uma maneira que eu encontrei, enquanto leitora, apenas uma vez. Ariani Castelo coloca o leitor para analisar e refletir aquilo que ama e, principalmente, aquilo que romantiza.
É impossível não torcer por Lina e Odilon, mas também é impossível não perceber que Morte tem muito o que rever e mudar se quiser ter uma chance com a protagonista. A verdadeira questão é: ele é capaz disso?
Com muitas referências a Jogos Vorazes e à outras obras amadas pelos leitores da fantasia, "O abismo de Celina" tem tudo para agradar os fãs do romance sobrenatural. E tem tudo para surpreendê-los também.
"[...] Sabia que a Morte não era boa, mas talvez - só talvez - não fosse totalmente ruim."
Primeiramente, preciso falar de spoilers escrevendo essa resenha, ok? Gostei do tema inicial de uma artista acordar em um mundo devastado, governado pela morte em pessoa. Celina tem uma luz que não se apaga, ela tem força e tem um coração tão bem dividido entre o bem e o mal que isso me faz duvidar de mim mesma ao ler. A morte tem camadas tão interessantes e deixa tantas pistas pelo caminho, que se ela e nós leitores não estivéssemos tão desesperados em saber o que vai acontecer, teríamos percebido que ele não era flor que se cheire. A relação entre Celina e Kaira foi construída de forma sútil e a amizade entre elas não é a coisa mais profunda, mas tem um quê de real que torna tudo mais intenso. O abismo ser vivo e ter a própria personalidade destrutiva é brilhante, e a forma como ele fala com gestos sutis é simbólica. Um único detalhe que não gostei na história foi a forma como Celina parece decidir se aproximar de Odilon do nada, seu interesse em fazê-lo pagar me soou repentino demais. Talvez um capítulo mais focado em mostrar essa mudança de Celina seria interessante. Mostrar como ela quer deixar de ser passiva em toda essa situação e ter alguma carta na manga contra a Morte. Isso não me incomodou demais, porém deixaria essa história perfeita. O final é ARREBATADOR. A descoberta e o sentimento que vinha florescendo de repente murchar me fez sentir traída também. A forma como ela, mesmo no fundo do poço, ainda tira forças do além é algo tão pessoal vindo de alguém que desistiu da própria vida. Minha conclusão é que esse livro me ensinou a nunca subestimar escritores brasileiros e era isso que vinha procurando há muito tempo. Esse ano, me desafiei a ler mais escritoras brasileiras e me surpreendi bastante em perceber que dois dos favoritos do ano vieram dessa decisão. Adendo de frases impactantes do final que precisava guardar aqui: " — Por favor, não vá — pediu ele, os olhos cheios de um clamor intenso que jamais imaginei ver no seu rosto. — Eu posso tornar este reino melhor para você. Posso te levar a outros lugares bons, como o lago. Ou o que desejar, Celina. " " A intenção de Odilon nunca fora me deixar ganhar. " " — Eu já ganhei o jogo antes, não foi? — Noventa e nove vezes. " " — Por que… Por que você está fazendo isso?! — Porque eu te amo. — Sua feição era séria e as sombras tremeram ao nosso redor. " " — O que é o tempo, senão uma maneira de fazer com que eu me apaixone por você mais uma vez? — Ele apertou o cabo da foice. — Vejo você logo, logo. "
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O Abismo de Celina é um livro atípico, você não precisa ter medo dos personagens morrerem no final porque eles ja começam a história mortos. Esse livro é uma obra que te engole lentamente, como a escuridão infinita que envolve Celina e tudo ao seu redor. A narrativa de Celina não é apenas sobre sua jornada, mas sobre as nossas próprias dores, as lacunas em nossas vidas, e as escolhas que fazemos (ou deixamos de fazer) diante da vida e da morte.
Ao longo das páginas, é impossível não se sentir íntimo da personagem. Celina é tão humana que parece uma velha conhecida: ela carrega suas cicatrizes com um misto de orgulho e vergonha, como todos nós. A solidão dela ressoa, principalmente porque não é uma solidão apenas física, mas existencial. Ela vive no limiar entre o passado e o presente, entre o desejo de se encontrar e o medo de se perder de vez. É um livro que fala sobre como as dores podem se tornar nosso lar e como, às vezes, é mais confortável ficar na escuridão do que tentar enxergar a luz.
A escrita da Ariani Castelo é visceral. Cada palavra parece escolhida a dedo para provocar um impacto, para nos fazer sentir algo que, muitas vezes, não sabemos nomear. Alguns acontecimentos não são descrito explicitamente, mas você consegue entender perfeitamente e melhor, ( ou pior) co segue sentir. A forma como a narrativa é construída é como um espelho: Celina somos todos nós, enfrentando os próprios abismos — sejam eles internos, externos, ou ambos.
O que mais me marcou foi a forma como O abismo não é só metáfora, mas também presença. Ele está lá, constante, lembrando que fugir não é uma opção, e que a única saída é encará-lo. Em um mundo que frequentemente nos empurra para ignorar nossas dores e seguir em frente, O Abismo de Celina nos convida a parar e a sentir. A olhar para dentro, mesmo quando é assustador.
Depois que terminei o livro senti um vazio estranho, como se uma parte de mim tivesse ficado presa naquele abismo. Eu tentei fazer um review mas ainda estava transfixada quase como se as palavras tivessem cravado algo dentro de mim. É um livro que não se lê apenas com os olhos, mas com o coração. E, para quem tiver coragem de mergulhar, o impacto será inesquecível.
O que posso dizer sobre O Abismo de Celina? Bom, eu devorei tudo em questão de menos de um dia. O livro é bem interessante, com uma temática diferente desses romances paranormais. É sempre muito comum ver o ML (male lead) como o cara que absolutamente nunca vai deixar a FL (female lead) se machucar e coisas do tipo, por mais que eles sejam inimigos ou não.
Aqui a coisa já não é bem assim. Não que eu não goste do outro tropo, do ML super protetor, eu adoro, mas é um refresco ler algo diferenciado quando se fala sobre casais.
Alguns pontos negativos que eu particularmente não curti, sem dar spoiler, foram: A história das personagens principais acabou ficando muito rasa, inclusive o romance. Acho que ou o livro deveria ser mais comprido ou então deveria ter uma continuação, muitos pontos ficaram soltos. No entanto, confesso que não cheguei a verificar se a autora vai lançar a continuação, se for, pode retirar essa parte, porque aqui tem pano pra manga.
De qualquer forma, com ou sem continuação, ainda acho que neste livro poderiam ter tido mais informações sobre o abismo e quanto tempo exatamente estava se passando entre as provas. Eu fiquei um pouco confusa, o texto me deixou meio perdida se foi algo entre 6 dias ou até mesmo mais que isso. Além de algumas outras abordagens sobre passado das personagens principais, que achei que ficou meio corrido. Me lembrou muito Phantasma (inclusive, aconselho, apesar de que o acho que só existe o livro em inglês), um livro excelente, mas com o final muito corrido. Foi a mesma sensação que tive aqui.
Enfim. Torço para que haja uma continuação e que a trama se desenvolva um pouco mais detalhadamente, para que a gente possa entender a Lina melhor também. Explicar mais sobre o abismo, sobre Odilon e enfim.
Fazia muito tempo que eu não era tapeada por um livro desse jeito. Estou chocada.
Eu adorei a ambientação e o plot de competição e "sobrevivência", bem o meu tipo, e curti os personagens, só queria que mais deles tivessem sido melhor desenvolvido (fiquei com medo de ter uma inimizade feminina ali por uma ou duas páginas, mas não teve, ainda bem!), mas o romance estava me incomodando muito, estava estragando o livro pra mim, e então veio o final!! Uau!! Eu realmente fiquei surpresa, achei diferente e adorei.
Talvez minha única critica seja justamente que eu gostaria que tivesse mais dicas, mais pistas, mais estranhezas ao longo da história, pra no final ter mais peças se encaixando e ser maior a sensação de "aaaah tudo faz sentido agora!"
Tem algumas outras coisinhas também que não sei mesmo dizer se foi falha na construção de mundo ou falha na minha suspenção da realidade. Não entendi muito bem o porquê dos jogos, pra que fazer aquelas almas passarem por isso (porque as coisas são assim e pronto?), não entendi por que a Morte não podia mentir na ultima fase (ela era impedida pelas leis do lugar?), não entendi porque tudo mudou tão bruscamente no jogo 100 (só porque era a centésima vez mesmo?), e, principalmente, (1) a morte salvou mesmo ela do fogo? (Se sim, então por que ele já era a fim dela desde antes ?) Ou (2) ele não estava salvando ela coisa nenhuma, ele estava apenas levando ela pro além, como é sua função, e ela que interpretou a cena errado?
Quanto mais penso sobre o livro mais aceito ou desvendo essas questões, então, mesmo com essas dúvidas ainda gostei bastante do livro. Acho que cabe uma sequencia aqui, em (Mas também acho que dificilmente seria tão boa quanto esse livro, então acho melhor não =x)
É quase inacreditável que esse seja o primeiro livro da autora. A escrita da Ariani é impressionante, com descrições objetivas e ótimas escolhas de palavras, ajudando o leitor a imaginar perfeitamente o Abismo e as características dos personagens. A protagonista é muito bem construída, adoro a maneira como a Celina foge de todos os esteriótipos da "jovem salvadora" e não hesita em fazer o que precisa fazer para vencer os jogos. A motivação dela é clara e sustentada por uma bagagem de vivências que cria uma conexão com o leitor e o convence a torcer por ela em todos os momentos possíveis. A autora também demostra uma grande sensibilidade para falar sobre temas como suicídio, autoaceitação, vícios e abusos, despertando reflexões difíceis sobre a finitude da vida. Não me interessei muito pelo restante dos personagens (embora eles também sejam bem desenvolvidos), com exceção da Morte, que é uma presença magnética e despertou minha curiosidade na primeira aparição. Minhas críticas são em relação a algumas pontas soltas, eu gostaria que alguns detalhes tivessem ficado mais claros, principalmente no que diz respeito às regras do Abismo. Tirando o primeiro jogo, achei os outros dois bem sem graça, acho que poderiam ser mais de três para criar mais situações que justificassem a aproximação da Morte e da Celina (que acontece muito rápido). O final é simplesmente PERFEITO, a Ariani teve muita coragem e muita criatividade para fazer aquela reviravolta, e eu adorei, sem dúvidas é o ponto alto do livro. Claro que eu gostaria de uma finalização mais concreta, mas essa história precisava de um final em aberto. 99 vezes...
Esse livro não é o que parece ser, e isso é PERFEITO! Depois de muito ouvir falar desse livro nas bookredes fiquei muito curiosa para ver qual era a dessa história. Finalmente li e tenho meu veredito.
De início, a história te conquista pela premissa dos três desafios para poder ir para o paraíso e pela ambientação do Abismo que é fenomenal, me senti sufocada durante toda a leitura. Mas alguns elementos vão nos deixando com uma pulga atrás da orelha: relações que se estabelecem muito facilmente, falas, olhares e locais que parecem acontecer/conter mais profundidade do que o que nos foi mostrado até então. Isso nos faz se questionar se a história é rasa ou se a autora deixou passar alguns furos no enredo, mas absolutamente tudo é explicado no final de uma forma inesperada.
Logo de cara eu já imaginava qual era o ponto em comum entre os jogadores, e acreditava piamente que esse detalhe é que seria o grande plot twist da história, mas a autora me enganou direitinho e eu não estava esperando pelo desfecho. Achei muito criativo e corajoso da parte dela finalizar o livro desse jeito. Foi uma leitura muito fluida, divertida, rápida e sufocante também (as descrições faziam eu me sentir dentro do Abismo).
Pretendo fazer essa leitura novamente em um futuro próximo, acompanhando os acontecimentos a partir de uma nova perspectiva. Recomendo demais!
3,5 ⭐️ Eu adorei a ideia do livro, a história foge bastante das últimas romantasias que eu li e os personagens são interessantes. Achei ele um pouco curto demais para contar a história inteira com calma e um bom desenvolvimento do relacionamento entre a Celina e o Odilon. No total senti que tem poucas cenas substanciais deles juntos que me mostrasse o motivo do relacionamento deles ter evoluído para algo mais. Faz sentido pelo pov dele, mas pelo dela não faz muito. O plot twist no final foi muito bom. Infelizmente eu já tinha tomado um spoiler, mas se eu não tivesse eu jamais teria adivinhado aquele final. Os personagens secundários são interessantes, mas senti que todo mundo era muito 8 ou 80, como se fossem separados em “esse personagem é bom e esse é mau” queria ter visto um pouco mais de dualidade porque me deu a sensação de que o personagem só estava ali como um motivo para a protagonista ter mais interações com o Odilon. Acho que pelo livro ser bem curtinho não deu tempo de desenvolver mais esses detalhes. Mas a escrita é boa e a história também, queria ter lido uma versão de 400 páginas desse livro. Queria também poder ter visto mais das lembranças dela depois do plot final, fiquei muito interessada.
O ABISMO: Eu devo dizer que fui nessa leitura por conta de ver muitos indicando e foi sem expectativa, a história inicia já com uma Celina desorientada e tentando entender o que aconteceu, até ela descobrir que acabou no abismo e a única maneira de sair de lá é competindo pelo direito de atravessar o espelho e conquistar seu lugar no tão sonhado paraíso.
A leitura começa um pouco arrastada, mas conforme continuamos a ler percebemos que ela começa a acelerar, assim como cada um dos desafios enfrentados pela Celina e os outros. A Ariani conseguiu construir uma história sobre depressão e luto de maneira leve, delicada e envolvente.
A REVIRAVOLTA: Acredito que a cereja no topo e a grande razão de indicarem tanto O Abismo de Celina é devido à maneira totalmente inesperada que ela termina o livro, você acaba se envolvendo tanto querendo saber se a Celina vai vencer os desafios que quando chega no final, a única opção que você tem é a de ficar olhando para o nada e se questionar se tudo vai ficar por aquilo mesmo.
O que se pode concluir é que um dia Deus toque o coração da Ariani e possamos voltar a um dia ver novamente Celina e Odilon e descobrir o que acontece após o Epilogo. 😅
Esse livro foi uma surpresa muito boa. Não sabia muito sobre ele e confesso que comprei mais porque a capa era bonita.
É um livro muito bem escrito, que consegue te prender desde o início com todo o mistério envolvendo a morte da personagem e o porquê dela ter ido parar no Abismo.
Celina é uma personagem legal, às vezes um pouquinho infantil, mas nada que me irritou. A Morte é misteriosa e bem sádica com seus jogos, bem no estereótipo do que a gente espera de um ser como ele.
Os poucos momentos em que os dois apareceram juntos foram bem legais, gostei da dinâmica e da química do "casal".
A amizade da Celina com a Kaira também é bem legal de acompanhar.
O final foi bem surpreendente! De todas as coisas que eu imaginei que poderiam acontecer – até um final baseado na história de Hades e Perséfone passou pela minha cabeça –, eu não esperava aquilo e muito menos do jeito que aconteceu.
Só queria que o livro fosse um pouco mais longo, daria pra desenvolver melhor algumas coisas e deixar a história mais rica. Tirando isso, não tenho nada a reclamar, foi uma aventura bem gostosa e cheia de mistério.