A maioria das edições são com a dupla David Micheline e Todd MestreFarlanne, as primeiras três são com a Ann Nocenti contando sobre como um Peter Parker amnésico acabou num hospício comandado pelo Wilson Fisk, é uma daquelas histórias mais "cabeça" sobre sanidade, realidade e uma pegada na família criminosa que só quer largar tudo e ser feliz no interior.
Pulando para as histórias principais, Peter Parker e Mary Jane Watson casados morando no chiqueiro que o Parker chama de apartamento, e a vida é bem difícil para o Parker, afinal ele precisa decidir se passa a noite com uma ruiva mais bonita que uma bola prateada de papel de cigarro e sair na porrada com um baixinho, gordinho de óculos com braços mecânicos que atende pelo singelo nome de Dr. Octopus.
Temos mais uma escolha, tomar um banho de banheira com uma ruiva mais bonita que uma poça d'água límpida num lugar escondido ou sair atrás do mercenário internacional conhecido como Chance e seu bigodinho de galã de rodoviária. É uma vida difícil.
Mais ou menos por aqui um tal de Venom aparece, assusta a ruiva que é mais bonita que uma zebra, que um filhote onça, que um Boing 707 em pleno ar, e o Parker sai na porrada e guarda o rapaz e seu simbionte com o amigo Coisa.
Logo depois do ataque do Venom, o casal se muda para uma cobertura chique e uma editora picareta lança um livro de fotos do Homem Aranha, tem uma pegadinha claro, o Parker só vai ganhar grana para voltar para a escola pela 34ª vez se ele participar de algumas sessões de autógrafos. Claro, ele leva a ruiva que é mais bonita que um jardim florido em frente ao mar de Ipanema para Los Angeles e o Homem Aranha acaba se envolvendo com o gatuno da terceira idade, o Raposa Negra, e seu frondoso bigode e, também, com o gatuno verde e roxo, o Gatuno, e sua frondosa capa que nasceu para ser desenhada pelo MestreFarlanne.
Enquanto isso, em Chicago, o Camaleão reaparece, e, claro, quando os compromissos do Parker o levam à Chicago, claro, o Homem Aranha precisa enfrentar o Camaleão e mais uns mafiosos genéricos. Em Nova Iorque, a ruiva que é mais bonita que uma refinaria da Petrobrás durante a noite, que a Ursula Andress, que o Palácio da Alvorada é sequestrada por um vizinho taradão.
Na busca pela ruiva mais bonita que a alvorada, que o mar azul-safira da República Dominicana o Aranha enfrenta o Treinador e mais um ou outro que não é importante agora e o casal caba reunido e pronto para mais uma noite de luxuriantes emoções.
Até parece, como a sorte do Parker aparece de novo, e ele precisa deixar a ruiva que tão bonita quanto o Rio de Janeiro em Maio e quase tão bonita quanto a Revolução Cubana - só falta a boina e a barba - para enfrentar o Killer Shrike e o Consertador.
Talvez eu tenha um problema com ruivas.
Talvez seja só o terceiro copo de negroni, vai saber, né?