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Emídio e Ermelinda
Emídio é nome de ilusionista. É nome de diabo, de pirulito, de homem em fuga, de artista. Emídio é nome de avô como Ermelinda é nome de avó, sendo também nome de mulher determinada, de intensidade, de fé e de um amor que foi uma espécie de fé.
Emídio e Ermelinda é o que nos conta o neto de ambos. Contar uma história é uma tarefa infinita, polifónica, que parte vidas em pedaços, cheia de desvios a galope, mais ainda se é uma história que reflete muitas histórias e um certo período da História de Portugal — de pobrezas, de silêncios, de guerra, de céus cinzentos, de golpes de asa e procura de algo melhor num continente distante.
Este é um livro sobre a memória, sobre o engano, sobre viver e sobreviver, sobre os limites da ficção. E é sobre contar uma mentira da melhor maneira possível para que esta se torne a mais bela das verdades.
Emídio e Ermelinda é o que nos conta o neto de ambos. Contar uma história é uma tarefa infinita, polifónica, que parte vidas em pedaços, cheia de desvios a galope, mais ainda se é uma história que reflete muitas histórias e um certo período da História de Portugal — de pobrezas, de silêncios, de guerra, de céus cinzentos, de golpes de asa e procura de algo melhor num continente distante.
Este é um livro sobre a memória, sobre o engano, sobre viver e sobreviver, sobre os limites da ficção. E é sobre contar uma mentira da melhor maneira possível para que esta se torne a mais bela das verdades.
Paperback
First published January 1, 2024
About the author
Sandro William Junqueira
19 books45 followers Sandro William Junqueira nasceu em 1974 em Umtali, na Rodésia. Em 1976 volta para Portugal. Em 1986 foi viver para Portimão. Em 1998 começa a trabalhar como designer.
Em 1999, juntamente com o Paulo Quaresma, funda o grupo de teatro A Gaveta. Desde aí, trabalha como responsável artístico, encenador e ator.
A partir de 2002, publica com regularidade poesia e contos em revistas e fanzines. É regularmente convidado para recitais de poesia.
Em 2007 inicia um trabalho regular em escolas e bibliotecas com a criação e interpretação de diversos ateliers e espetáculos vocacionados para a promoção do livro e da leitura.
Em 1999, juntamente com o Paulo Quaresma, funda o grupo de teatro A Gaveta. Desde aí, trabalha como responsável artístico, encenador e ator.
A partir de 2002, publica com regularidade poesia e contos em revistas e fanzines. É regularmente convidado para recitais de poesia.
Em 2007 inicia um trabalho regular em escolas e bibliotecas com a criação e interpretação de diversos ateliers e espetáculos vocacionados para a promoção do livro e da leitura.
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Community Reviews
Displaying 1 - 18 of 18 reviews
November 12, 2025
“Por vezes, na vida, acontecem coisas extraordinárias, inesperadas. Um conjunto de acasos que se ligam como peças de um puzzle. Como carruagens de um comboio que partiu há muito tempo e que segue sempre em frente.
Certas coisas acontecem simplesmente porque têm que acontecer.”
Livro delicioso, li-o de um sopro.
Certas coisas acontecem simplesmente porque têm que acontecer.”
Livro delicioso, li-o de um sopro.
June 30, 2024
Adorei este livro que comprei à pressa no aeroporto, sem saber nada acerca dele nem do autor. Ri-me muito enquanto o avião corria na pista (e não há melhor remédio contra o medo)…mas, se calhar, também sou uma ‘mulher diabólica’. ;-)
June 29, 2025
Este foi o primeiro livro que li do autor. Gostei muito desta "auto-ficção"!! Comecei a ler e não consegui parar.
É muito bom quando os livros nos levam numa viagem, que parece levar-nos também ao nosso passado. (Recordei a minha avó e algumas das muitas histórias que ela contava. ).
Recomendo!!
É muito bom quando os livros nos levam numa viagem, que parece levar-nos também ao nosso passado. (Recordei a minha avó e algumas das muitas histórias que ela contava. ).
Recomendo!!
December 19, 2025
Um livro que se lê depressa e com um prazer quase irresistível. Há qualquer coisa de deliciosamente envolvente na forma como Sandro William Junqueira nos conduz por estas páginas, deixando-nos constantemente na dúvida sobre aquilo que estamos a ler: serão memórias? Será autobiografia? Será ficção? Ou será tudo isso ao mesmo tempo?
O autor brinca, de forma muito inteligente, com as fronteiras entre ficção e não ficção, entre aquilo que foi vivido e aquilo que pode ter sido inventado. E talvez seja precisamente nessa incerteza que reside grande parte do encanto desta leitura.
Juntamente com o autor, somos convidados a mergulhar nas memórias da sua família, a conhecer os seus avós e a percorrer pedaços de vidas que parecem, ao mesmo tempo, íntimos e universais.
Foi uma leitura que me deu imenso prazer. Leve, envolvente e inteligente, deixou-me com aquela sensação rara de terminar um livro sem ter a certeza absoluta de onde acaba a memória e começa a literatura, e de perceber que talvez, essa fronteira nem seja assim tão importante.
O autor brinca, de forma muito inteligente, com as fronteiras entre ficção e não ficção, entre aquilo que foi vivido e aquilo que pode ter sido inventado. E talvez seja precisamente nessa incerteza que reside grande parte do encanto desta leitura.
Juntamente com o autor, somos convidados a mergulhar nas memórias da sua família, a conhecer os seus avós e a percorrer pedaços de vidas que parecem, ao mesmo tempo, íntimos e universais.
Foi uma leitura que me deu imenso prazer. Leve, envolvente e inteligente, deixou-me com aquela sensação rara de terminar um livro sem ter a certeza absoluta de onde acaba a memória e começa a literatura, e de perceber que talvez, essa fronteira nem seja assim tão importante.
August 26, 2024
Depois do que li a respeito deste livro, esperava mais; talvez menos reflexão e mais "substância". O registo de quem foi o avô fica feito; mas, na verdade, a memória dele não é resgatada...
May 16, 2026
"Contar uma história é uma tarefa infinita. Quero contá-la para descobrir a minha identidade. Estou aqui para tentar perceber o que isso é."
Este pequeno livro foi uma agradável surpresa. O tema é universal e remete-nos para a nossa própria história.
Este pequeno livro foi uma agradável surpresa. O tema é universal e remete-nos para a nossa própria história.
May 14, 2025
O melhor livro do ano até agora. E dos melhores que li nos últimos anos.
Sandro William Junqueira, autor que até então desconhecia, foi uma surpresa arrebatadora.
A leitura deste livro chegou-me pelo Clube de Leitura do local onde trabalho. E levou-me à terra dos meus avós, perto de Leiria e não muito longe de onde o início desta história se desenrola.
Ler "Emídio e Ermelinda" foi um regresso ao passado, às histórias contadas à mesa dos meus avós, à vivência dos meus pais num período de final de ditadura.
Este livro é uma homenagem à sua família, mas é também uma homenagem a todos aqueles que nasceram e cresceram numa época de silêncios, pobreza e dureza de vida.
Irei sem dúvida reler Sandro William Junqueira!
Sandro William Junqueira, autor que até então desconhecia, foi uma surpresa arrebatadora.
A leitura deste livro chegou-me pelo Clube de Leitura do local onde trabalho. E levou-me à terra dos meus avós, perto de Leiria e não muito longe de onde o início desta história se desenrola.
Ler "Emídio e Ermelinda" foi um regresso ao passado, às histórias contadas à mesa dos meus avós, à vivência dos meus pais num período de final de ditadura.
Este livro é uma homenagem à sua família, mas é também uma homenagem a todos aqueles que nasceram e cresceram numa época de silêncios, pobreza e dureza de vida.
Irei sem dúvida reler Sandro William Junqueira!
July 30, 2024
A descoberta tardia do escritor transformou-se num enorme prazer de leitura.
Este livro, que se lê vorazmente em pouco tempo, foi o isco que me fez ler o outro e os outros que aguardam na minha estante.
Uma bela auto ficção, cheia de memórias dele e dos outros que compõem e constroem a incrível história de vida dos seus avós.
Este livro, que se lê vorazmente em pouco tempo, foi o isco que me fez ler o outro e os outros que aguardam na minha estante.
Uma bela auto ficção, cheia de memórias dele e dos outros que compõem e constroem a incrível história de vida dos seus avós.
September 29, 2024
3.5/5. Ligeiramente melhor do que o anterior que li do autor, mas a escrita é um pouco distante daquilo que procuro num livro.
February 26, 2026
"Ponho o disco de quarenta e cinco rotações a girar no prato. Baixo o braço. A agulha na faixa certa. Gianni Morandi. Non son degno di te. A música preferida do meu avô." (Ouço esta música enquanto escrevo estas linhas, tal como fiz na leitura das primeiras páginas deste livro).
Assim começa esta viagem pela memória, pela história de amor incrível de Emídio e Ermelinda, Romeu e Julieta de Casal das Botas, aldeia da Boavista, Aljubarrota, Alcobaça. Avós de Sandro.
Emídio era " um garoto dos demónios", "nunca ninguém tinha visto nada assim". Bon vivant, ganhou fama de ser o "Errol Flynn de Casal das Botas. O Don Juan da Boavista." Ermelinda foi uma das suas vítimas. "Conheceu Emídio com quinze anos e nunca mais foi a mesma. ... Ela amou aquele homem de tal maneira que não poderia amar mais. Amou-o mais do que ele a ela e do que ela a ela."
Na verdade, talvez a vítima seja Emídio, dele próprio. Não fosse existir uma mulher apaixonada, resiliente e determinada, que lutou durante décadas e galgou continentes para salvar este amor e o próprio Emídio. Ceramista, hipnotizador, artista, soldado e escravo dos prazeres da vida, independentemente das consequências. Sorvi esta leitura como um néctar de nostalgia e memória, saboreando este amor conturbado, fatalista mas que foi resistindo por entre dificuldades e peripécias.
Esta busca de identidade do próprio Sandro resulta numa leitura altamente emocional e intimista, comovente por vezes, cómica por outras. Ao contrário do habitual, este livro surgiu de uma peça de teatro. Mas digo convictamente que também daria um grande filme. Recomendo plenamente esta pequena pérola do Sandro William Junqueira.
Dito isto, e tendo partilhado toda a comoção que este livro me provocou, deixo-vos para reflexão sobre este livro uma das suas frases chave... "Contar uma mentira da melhor maneira possível, para que esta se torne a mais bela das verdades." Acrescento o epígrafe de Manoel de Barros. "Noventa por cento do que eu escrevo é invenção. Só dez por cento é mentira."
Assim começa esta viagem pela memória, pela história de amor incrível de Emídio e Ermelinda, Romeu e Julieta de Casal das Botas, aldeia da Boavista, Aljubarrota, Alcobaça. Avós de Sandro.
Emídio era " um garoto dos demónios", "nunca ninguém tinha visto nada assim". Bon vivant, ganhou fama de ser o "Errol Flynn de Casal das Botas. O Don Juan da Boavista." Ermelinda foi uma das suas vítimas. "Conheceu Emídio com quinze anos e nunca mais foi a mesma. ... Ela amou aquele homem de tal maneira que não poderia amar mais. Amou-o mais do que ele a ela e do que ela a ela."
Na verdade, talvez a vítima seja Emídio, dele próprio. Não fosse existir uma mulher apaixonada, resiliente e determinada, que lutou durante décadas e galgou continentes para salvar este amor e o próprio Emídio. Ceramista, hipnotizador, artista, soldado e escravo dos prazeres da vida, independentemente das consequências. Sorvi esta leitura como um néctar de nostalgia e memória, saboreando este amor conturbado, fatalista mas que foi resistindo por entre dificuldades e peripécias.
Esta busca de identidade do próprio Sandro resulta numa leitura altamente emocional e intimista, comovente por vezes, cómica por outras. Ao contrário do habitual, este livro surgiu de uma peça de teatro. Mas digo convictamente que também daria um grande filme. Recomendo plenamente esta pequena pérola do Sandro William Junqueira.
Dito isto, e tendo partilhado toda a comoção que este livro me provocou, deixo-vos para reflexão sobre este livro uma das suas frases chave... "Contar uma mentira da melhor maneira possível, para que esta se torne a mais bela das verdades." Acrescento o epígrafe de Manoel de Barros. "Noventa por cento do que eu escrevo é invenção. Só dez por cento é mentira."
February 18, 2026
Livro de memória, de identidade e também da odisseia da vida de tantos portugueses que se fizeram à vida para o desconhecido, uma mania tão tipicamente portuguesa. Gostei muito do livro, é contagiante pois li-o em pouco mais de 3 dias. Assumo que sou suspeito, pois já conheci o autor na vida real e é uma óptima pessoa, muito terra a terra e cativante a contar histórias. Foi o primeiro livro que li dele, e certamente não será o último. Recomendo para quem quiser conhecer a obra da nova fornada de escritores portugueses do séc. XXI
April 24, 2026
primeiro livro do autor. gostei muito
February 7, 2026
De fácil leitura, livro bem conseguido.
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