Pedro M. Fernandes oferece aos leitores, em Os Filhos de Nihil, um romance que, do rio Amarelo a Florença, das ilhas às estepes verdes, atravessa diversos locais e momentos da História da Humanidade. Cada capítulo é escrito num estilo literário diferente e dá a conhecer personagens peculiares cujas vidas e acções estão intrinsecamente ligadas a uma ideologia: o niilismo. A história dos humanos é uma história de ideias, que brotam de mentes para se perderem nas brechas do tempo. Ou talvez não, porque há ideias que resistem, as mais belas, recusando-se a desaparecer.
Bonito livro de contos onde a temporalidade de cada um contradiz a intemporalidade das questões inerentes. Senti que o livro oscila entre a possibilidade e a impossibilidade do nihilismo. O que achei mais interessante foi o formato único de cada conto ou capítulo.