Constelação um guia da psicóloga Maria Gorjão para libertar traumas e ter uma vida mais leve
Com prefácio do psicólogo, professor e autor best-seller Rossandro Klinjey
As células do nosso corpo guardam memórias de todos os nossos familiares que nos foram passadas de geração em geração. É por isso que a lealdade ao clã tantas vezes se sobrepõe à lealdade a nós mesmos, e, enquanto não nos tornarmos conscientes desse fato, repetimos compulsivamente esses padrões herdados.
Em O despertar da consciência com constelações familiares, a psicóloga portuguesa Maria Gorjão Henriques, uma das maiores pesquisadoras e facilitadoras de constelações familiares da atualidade, mostra que é possível ressignificar o passado para superar traumas e curar feridas profundas que, muitas vezes, nos fazem perder o controle de nossas vidas.
Com uma linguagem amorosa e acolhedora, esta obra surpreendente ajudará os leitores a reconhecerem todo o amor que os cerca, oferecendo a compreensão e a aceitação necessárias para mudar suas perspectivas da vida, libertando-os de ciclos viciosos, hábitos prejudiciais e pensamentos danosos.
Este livro tem reflexões muito profundas, que me fizeram mudar completamente meu estilo de vida e modo de pensar, o livro traz uma série de reflexões, já li duas vezes, e todas elas saí com um ensinamento diferente, pra ler é preciso deixar de lado todos os preconceitos, é um livro de uma psicóloga que aborda temas como espiritualidade. Um trecho que me marcou dentre vários outros foi, “ precisamos tratar do nosso mundo interior porque o mundo exterior é apenas uma consequência do nosso mundo interior. Enquanto não ficarmos em paz com nós mesmo, o mundo exterior continuará a ser criado pela nossa cegueira, pelos nossos apegos, pelos nossos medos, pelo nosso desejo de controle e por falta de fé, entrega e humanidade” vale a pena tentar ler esse livro me ajudou e ajuda muito.
Melhores trechos: "...Caímos numa grande ilusão de separação que nos faz acreditar que tudo o que fizermos para agradar ao outro nos dará a garantia e a segurança de pisar num terreno seguro de amor. Mas a verdade é que esse lugar de segurança, calidez, afeto e proteção não existe fora de nós... A verdade é que todos vivemos numa grande angústia de separação que nos isolou da nossa natureza divina e nos fez esquecer que somos seres divinos com uma curta experiência terrena e que somos habitados pelo ilimitado, embora sejamos limitados neste plano de existência pelo nosso corpo físico... Segundo a abordagem sistêmica, cada dor, conflito, conquista ou alegria dos membros desse sistema — vivos, mortos, abortados, excluídos ou esquecidos — são transmitidos a nós, silenciosa e sutilmente, de geração em geração, provocando emaranhamentos no sistema familiar, assim como dificuldades e destinos difíceis em alguns membros das gerações seguintes. Somos chamados por instinto para compensar e reequilibrar esses vazios, que, na verdade, moram em nós, quando recebemos a vida dos nossos pais e, com ela, as memórias biológica, emocional, mental e espiritual das histórias e dos destinos do nosso clã familiar... Muitas causas de infelicidade e ansiedade, ou problemas relacionados à saúde mental, nascem da necessidade de compensação por lealdades inconscientes ao clã... O nosso inconsciente é atemporal; isso quer dizer que não está ligado ao tempo. Um acontecimento marcante que tenha acontecido aos cinco anos de idade, se não tiver sido pacificado, continuará exercendo a mesma influência durante décadas e décadas. Também não podemos esquecer que somos cerca de 95% de inconsciente... Tudo o que é reprimido transforma-se no nosso destino, e a evolução da nossa alma precisa viver as experiências necessárias até reaprender a amar as partes de nós que deixamos de amar e deixamos para trás... A consciência sistêmica começa por isso, por termos uma noção de que somos uma peça de um quebra-cabeça que só tem sentido e fica completo quando todas as peças ocupam seus respectivos lugares. Ou seja, na nossa individualidade tão pequenina temos a grandeza do todo... Mesmo que já tenhamos passado por determinada situação que nos ensinou algo, podemos voltar a ser convocados e convidados pela vida a passar por uma situação semelhante, a fim de testar se essa aprendizagem já está interiorizada em nós. No fundo, é o nosso inconsciente que cocria essas 'situações-teste' na tentativa de voltar a viver a mesma experiência num nível diferente, não tão denso, mas no qual o mesmo padrão energético seja vivido de modo mais sutil... Descobrir o padrão e ganhar consciência acerca dele não são sinônimo de libertação e cura. Ser consciente de um padrão é parte da aprendizagem da vida, parte da caminhada, no entanto é muito mais importante a forma como fazemos o caminho do que o lugar aonde chegamos... A repetição de um padrão é uma oportunidade de consolidação de aprendizagens... A forma como caminhamos é muito mais importante do que o lugar aonde chegamos... Existe uma força maior a serviço da vida que não depende da nossa vontade, e a partir desse lugar de profunda conexão com a vida, podemos ressignificar os nossos valores, voltar a sentir a presença do divino e ilimitado em nós, o sentido da existência e o funcionamento das leis do universo dentro de nós... As Três Leis do Amor são: Direito a pertencer. Ordem. Equilíbrio entre dar e receber... Ser excluído é vivido e entendido, pelo corpo e pelo inconsciente, como se estivéssemos tendo uma experiência de morte, razão pela qual é tão intenso... É importante compreender que não curamos os nossos antepassados. Podemos devolver a eles a dignidade e o lugar dentro do clã, reconhecendo a sua história, o seu sofrimento e sacrifício, e ao mesmo tempo identificando a história deles dentro de nós... Podemos transformar a dor em sabedoria ou em sofrimento... Quando a dor é exagerada, é porque é sistêmica, ou seja, estamos acumulando uma sensação e uma emoção que vêm de trás, e, ao revivê-las, é como se se transformassem num copo transbordando de emoções... Se escolhermos fugir da sensação, a vida vai se encarregar de tornar essa sensação ainda mais forte para nos obrigar a olhar para ela. A dimensão daquilo que sentimos é proporcional à nossa resistência. E não é para nos causar dor, mas para nos dar a oportunidade de cura. Não para sermos vítimas, mas para a transformarmos numa oportunidade de cura... Não há nada mais importante no universo do que ocupar o nosso lugar, porque, a partir desse lugar ao qual pertencemos, estamos enraizados. O enraizamento de um ser humano começa com o conhecimento preciso do seu lugar na vida e no mundo dentro do seu sistema familiar... Quando as dores não são vividas, as lágrimas e os silêncios não expressos são preenchidos com dor. Essa dor causa vazios existenciais que chamam os descendentes para preenchê-los com eventos biográficos. É preciso trazer essa dor para o presente, olhando-a de frente, falando sobre ela, amando e integrando as aprendizagens que nos traz. Porém, isso é exatamente o oposto do que a sociedade faz. Quando temos uma dor específica, tomamos um comprimido para não senti-la, e a dor precisa aumentar para ser reconhecida. Tudo o que é rejeitado precisa ser incluído, e a dor é a primeira coisa que rejeitamos na nossa vida... Viva o todo em você e deixe de esperar do outro o preenchimento dos seus vazios de amor..."