Sabia que o ser humano consome substâncias psicadélicas há milhares de anos? E que as chamadas bad trips (más viagens) com o uso de substâncias como LSD ou ayahuasca são, em geral, relativamente raras e fáceis de evitar e quase inexistentes em estudos científicos? Na verdade, as terapias assistidas que a elas recorrem parecem ser mais eficazes, e com efeitos mais rápidos do que os produzidos por fármacos, em condições como depressão, ansiedade, alcoolismo, tabagismo e stress pós-traumático. Estão em curso em todo o mundo, também em Portugal, centenas de avaliações do potencial das substâncias psicadélicas, para determinar os melhores protocolos de tratamento e as práticas mais seguras na sua utilização pela população. Este ensaio faz um ponto da situação e esclarece dúvidas sobre este novo e surpreendente recurso aos psicadélicos e as suas virtudes e riscos.
Aprendi muito com a leitura deste livro, abriu caminho para desmistificar a ideia pré concebida que tinha sobre os psicadélicos, contudo em termos da estrutura do livro, pessoalmente fazia uma pequena alteração no que diz respeito à definição do conceito de “psicadélico” (abordaria logo no primeiro capítulo, e não apenas mais adiante, visto que todo o livro remete para este conceito). Parabéns ao autor pela coragem de falar deste tema, que ainda é muito tabu em Portugal, de modo simplista e esclarecedor!
Mesmo com a nota introdutória que é um livro para quem sabe muito pouco sobre o tema, continuei a ler. De facto, encontrei muita informação que já tinha, mas não deixou de ser interessante aquilo que não conhecia.
Este pequeno livro é perfeito para quem deseja compreender um pouco sobre universo dos psicadélicos. Apesar da sua crescente popularidade, este tema tem ainda alguma controvérsia, marcada por preconceitos enraizados ao longo de décadas. O Pedro oferece uma abordagem acessível, informada e baseada em evidências, tornando este livro na minha primeira recomendação sobre o tema.
Uma das mensagens passa pela desconstrução de mitos associados a ideias erróneas e a um discurso alarmista que não reflete a investigação científica atual. O autor desafia essas concepções através de uma argumentação bem fundamentada e cativante, incentivando o leitor a questionar aquilo que pensa saber sobre o assunto.
O Pedro consegue aqui resumir em cerca de 100 páginas o mais importante a considerar sobre o tema dos psicadélicos. Caso o leitor queira aprofundar determinado tópico, como dosagens, efeitos, tipos de medicina, origens, peculiaridades, preparação, processo de integração, acompanhamento psiquiátrico, modos de tomar, como tornar a trip segura, etc. o livro remete-o para estudos, livros, investigações, podcasts, websites e instituições que se debruçam sobre determinado aspecto.
Recomendo a quem tenha curiosidade sobre este campo de estudo que tem vindo a ganhar relevância na ciência e na sociedade. E que, na minha opinião, estará presente na terapia psiquiátrica nos próximos anos.