A esperadíssima sequência de O amor não é óbvio, best-seller nacional com mais de cem mil exemplares físicos vendidos. Em Coisas óbvias sobre o amor Elayne Baeta não só retorna a São Patrique, como o faz através do olhar de Édra Norr, personagem envolvente, apaixonante e magnética. Descubra a conclusão da história que encantou milhares de leitores.
Quer chá?
São Patrique te dá as boas-vindas de volta nesta aguardada continuação de O amor não é óbvio.
Três anos se passaram desde que Édra e Íris se apaixonaram e depois que a vida adulta se encarregou de afastar as duas. Édra está cursando faculdade em Montana, onde o pôr do sol não é laranja, os dias são frios e as pessoas mais frias ainda. E isso inclui Pilar, sua nova pretendente a namorada.
A única coisa familiar nessa terra distante é andar de bicicleta — fazendo delivery das saborosas comidas brasileiras servidas pelo Croquete Cabana, no seu trabalho como entregadora. A grana não dá para muita coisa, mas é melhor do que aceitar qualquer centavo que venha do pai, ou do que contar a verdade para ele.
Apesar de tudo, Édra está finalmente começando a se adaptar — o frio já não irrita tanto, ainda dá para fazer zigue-zague entre os carros e Pilar cada vez mais se parece com uma chance de deixar o passado no passado.
Mas um convite irrecusável chega para mudar tudo... Dona Símia vai se casar e escolheu a dedo sua dupla de madrinhas, da mesma maneira como escolhe suas novelas.
Édra, é claro, é uma delas.
A outra madrinha cursa cinema em Nova Sieva, deixou o cabelo crescer e trocou a bicicleta amarela que costumava usar por um carro vermelho-cereja chamado Reddie.
É, Íris Pêssego também está de volta, Frutos Proibidos é a nova novela em exibição e as férias estão só começando.
Assuntos mal resolvidos, um amor interrompido, e todos os “e se”s que ficaram soltos pelo ar. Voltar para casa é sempre um encontro de quem fomos e de quem somos. Está na hora de Édra encarar os próprios fantasmas e se resolver de uma vez por todas.
coisas óbvias sobre o amor, continuação de o amor não é óbvio, traz mais uma vez a história de íris e édra. e foi definitivamente um livro medíocre e patético. logo quando comecei a leitura, falei pra uma amiga que não iria colocar no goodreads porque não queria que ninguém soubesse que eu tava lendo, mas depois de quase um mês inteiro me esforçando pra tentar terminar, decidi que a minha leitura não seria em vão.
eu entendo o apego emocional das pessoas pelo primeiro livro, e entendo que todas elas querem um desfecho (leia: casal terminando junto), mas esse livro não é bom. pensei que, anos após o lançamento do primeiro, elayne baeta fosse melhorar suas ideias pra caber um plot melhor e mais interessante nas suas grandiosas 600 páginas, mas não. assim como no primeiro livro, mas agora mais adultas, as personagens agem de forma infantil, com algumas ideias retrógradas, tentando incansavelmente se provar a todo custo que são mulheres cis e brancas (algo que não precisam provar, já que uma sociedade inteira as vê dessa forma).
édra, a personagem principal, e que acompanhamos seus pensamentos, é uma pessoa ansiosa, que em momento algum tenta ir atrás de uma solução para os seus problemas e traumas não resolvidos (leia: terapia). são páginas e mais páginas da personagem tomando decisões pelas outras pessoas sem consentimento (depois ainda fica triste quando fazem o mesmo com ela), colocando a culpa de seus próprios problemas em outros personagens, e projetando todas as suas inseguranças em pessoas que não têm nada a ver com isso. o que deixa a leitura cansativa. e como uma pessoa adulta, ela deveria pensar antes de sair fazendo os problemas dela serem problema de todo mundo.
honestamente, quem conversa comigo de verdade sabe quantas vezes eu perguntei POR QUE caralhos esse livro tem 600 páginas e o que elayne baeta tinha tanto a dizer, e aí eu entendi que ela não tinha nada a dizer. pelo menos não no começo. a primeira parte foi feita de uma forma detalhada, com cenas que não acrescentam em nada na narrativa (ex: descrição de cenas de novela, letras de músicas). cenas de brigas desnecessárias e personagens secundárias com histórias pouco importantes e um desenvolvimento tão profundo quanto um pires duralex. o que me leva a outro ponto: a forma como não há personagens de cor nesse livro que realmente acrescentem algo para a trama, parece que estão ali para cumprir alguma cota, e pronto. no primeiro livro também é assim, então não é nenhuma surpresa caso você tenha um histórico lendo esses livros.
mas as 600 páginas acontecem MESMO por uma decisão da autora, e também da editora, que acharam ok socar diálogos e mais diálogos em inglês, com erros bobos de concordância e digitação, com uma tradução logo em seguida, também com erros. a história fica massante e não faz o menor sentido. e além do mais, há muitos erros não só na parte da tradução mas no livro no geral. muitos, muitos erros. existe um total de zero revisão editorial ali.
a história do casal começa mesmo a acontecer após édra descobrir o diário de sua mãe, e MAGICAMENTE mudar de personalidade, resolvendo que sim, vai conversar com o próprio pai, ao invés de tirar conclusões precipitadas como fez desde o primeiro momento do livro. a édra descobre que o pai TAMBÉM é um ser humano com sentimentos e opiniões, e que SIM pais também erram e não é por isso que são as piores pessoas do planeta. mas isso acontece na página 500. então a partir desse momento, tudo vira uma correria maluca pra tentar resolver todas as brigas e desentendimentos bobos que ocorreram durante a narrativa. ter 600 páginas não adiantou de nada, é um livro corrido como qualquer outro.
as palavras, lugares inventados e estrangeirismos dispensáveis ainda são bem presentes em todo o enredo, o que deixa tudo ainda mais penoso de acompanhar. o self-inserct constante na narrativa, onde a autora claramente coloca suas próprias vivências nas páginas, é algo que também torna a trama cansativa. a verdade é que fica parecendo que ela não sabe escrever sobre outras coisas além de si. porque vamos ser sinceros? ela é a édra, todo mundo sabe disso.
mas não se engane, por incrível que pareça nem tudo nesse livro é ruim. todos os personagens idosos são carismáticos, e dona símia continua SIM, sendo a única personagem gostável dessa odisseia que é acompanhar a escrita exaustiva de elayne baeta. também quero deixar aqui uma menção honrosa para o desenvolvimento da íris, que é bem legal de presenciar, e também o grande cadu sena, o único personagem com um crescimento palpável, que é realmente simpático, engraçado e capaz de ser adulto em toda a história, até quando ele serve apenas de alívio cômico.
coisas óbvias sobre o amor não é um livro que recomendo. a escrita melhorou um pouco desde a primeira história, mas não o suficiente pra me fazer ignorar uma narrativa rasa pra recomendar esse livro por aí. não acho que seja uma boa representação lésbica porque muitos dos discursos nele rondam ideias e referências conservadoras, e além do mais, quem usa anel no dedo do pé? pelo amor de deus.
This entire review has been hidden because of spoilers.
Quando li "O amor não é óbvio" fiquei um tanto desapontada e me perguntei como seria ler o próximo livro de Elayne Baeta, uma vez que ela estaria mais madura e com isso, sua escrita também. Comecei "Coisas Óbvias sobre o amor" sem muitas expectativas e já no ínicio consegui notar o quanto Elayne evoluiu. O livro é como um abraço quentinho e eu adorei a forma como Édra foi trabalhada: muito mais do que um interesse romântico. A história foi narrada por uma personagem repleta de camadas e marcas (boas ou não) de um passado difícil.
É exatamente o tipo de livro que eu gostaria de ter lido quando mais nova, e acho que é exatamente esse o propósito dele: mostrar para jovens meninas que histórias lésbicas existem e são válidas.
Gostei bastante de como a história fluiu muito bem em todas as suas narrativas. O livro por vezes brinca com o tempo mudando entre passado e futuro e Baeta fez isso muito bem. Tenho algumas ressalvas sobre a história que são tão mínimas que, visto as tantas coisas boas, nem irei mencionar.
O fim da duologia me deixa ansiosa para continuar acompanhando a evolução da jovem Baeta.
OBS: Por ser um livro extremamente aguardado, acredito que o trabalho de revisão poderia ter sido melhor. Ao decorrer da leitura encontrei vários erros gramaticais que, por serem constantes, me incomodaram um pouco, porém nada capaz de arruinar o prazer da leitura.
Eu estava preparada para esse livro desde quando comprei na pré-estreia. Quando vi muitas fãs recebendo os pacotes antes da data de entrega oficial, eu fiquei maluca. Todo dia olhava pelo menos duas vezes, questionando quando que a minha entrega iria ser enviada. No fim, ele chegou atrasado mas chegou a tempo para o meu aniversário ❤️
Coisas óbvias sobre o amor me pegou de supetão. Me vi perdendo sono, evitando trabalhar e atrasando a minha rotina para emergir no universo de Édra Norr e Íris Pêssego. Acompanhei religiosamente como se fosse uma novela. Mesmo com a vida em um completo caos, não podia parar de ler.
Que nem Elayne escreve, quem é apaixonado tem pressa; pressa de viver tudo com aquela pessoa. Eu tive pressa para terminar esse livro e ver o resultado de anos de dedicação de uma escritora que criou o seu próprio espaço para contar a história que ela não encontrava nas livrarias. Tive pressa para ver o amor avassalador de duas meninas que se encontram e desencontram múltiplas vezes até finalmente se permitirem serem amadas por completo.
Obrigada, Elayne Baeta, por escrever a história que abraçou a adolescente que já fui, confusa e sem entender os meus sentimentos. Agora, sou uma adulta que gasta o seu dinheiro lésbico em livros lésbicos.
Achei bem melhor que o primeiro livro, mas preciso aprender a não insistir em ler algo que não sou público alvo (de leitura mesmo). Acho importante um romance sáfico tão bem escrito ganhar tanta notoriedade (menos comigo).
Fico ansiosa para ler um material amadurecido da escritora.
a construção do livro foi muito bem feita e muito gostosa de acompanhar, que leitura divertida! porém decepcionei bastante com o final, achei corrido e com plots desesperados pra serem acabados e o epílogo eu prefiro fingir que não existe!! mas no geral foi muito confortável e engraçadinho, foi lindo acompanhar essa saga 💞
Eu queria MUITO ter gostado desse livro. Muito mesmo.
Tem as mesmas coisas que me incomodaram do primeiro. Como a americanização exagerada, mas agora como são adultas, não é algo que impacta tanto como o primeiro livro, com adolescentes dirigindo, casacos do time de futebol americano e claramente todo o sistema de filme teen com o qual a gente é bombardeado a vida toda.
Acredito que esse segundo livro merecia uma edição mais cuidadosa, citando aqui os pontos que mais me incomodaram:
-Não entendi bem seu Juliano/Julio. Se Julio é um apelido pra Juliano, ou se realmente a autora troca os nomes.
- Montana é país inventado ou é o Montana dos EUA? Pelo contexto é dos EUA, mas várias vezes os personagens citam Euro e não Dólar.
- A falta de padronização dos diálogos. Às vezes em travessão, e em outras entre aspas (e até mesmo seguidos, em uma mesma página e contexto). Do nada um diálogo que seguia em travessão passa a ser em aspas, tudo dentro de um parágrafo só. Pode ser uma licença poética e a autora quer dizer algo com isso, para mim, ficou cansativo e preguiçoso.
Tiveram várias outras coisas que demonstram que se trata ainda de uma escrita (e edição, principalmente) em amadurecimento. É claro que Baeta tem muito talento, e escreve de forma fluida, que fisga a gente. Mas ainda tem muito o que evoluir.
No fim, acho que o que mais me entristece é que eu queria muito um livro assim quando eu era adolescente. Queria que fosse normal ir na livraria e achar um livro sobre meninas que amam meninas escrito por uma mulher brasileira e lésbica. Mas aqui, não vi uma alma brasileira na história (por mais que a autora tenha tentado retratar um pouco dessa alma, sem sucesso).
Sigo torcendo muito por Elayne Baeta, e vou ler tudo o que vier a publicar, tenho certeza que irá evoluir muito e ainda veremos histórias incríveis sobre meninas que amam meninas.
O que uma conversa desde o início não poderia mudar tudo né?
Acho que tinha tantos personagens tantos nomes que no final não fizeram diferença nenhuma pro decorrer da história que achei desnecessário.
E quando chega no final me dão um final fofo em 2 páginas? Apenas 2 páginas.
Um livro de +600 páginas de muita picuinha, com tanta coisa dando errado, pra tudo se resumir em 2 páginas é uma tristeza precisava de umas 20 pelo menos.
Mesmo com tudo isso Elay consegue escrever com uma maestria sem igual, e continuo amando esse casal.
This entire review has been hidden because of spoilers.
Me fez sentir aquecida e criar um pouco de coragem para enfrentar mais um inverno frio da Alemanha. Obrigada por dar voz as meninas e mulheres que não se apresentam da forma “feminina” que a sociedade impõe e dar nome as questões com as quais lidamos. Muitas vezes, como Édra, em silencio. Foi um final lindo e digno para a estória que me fez sentir vista aos 14 e agora, novamente, aos quase 20 anos. Me fez sorrir, rir, chorar e sorrir de novo. Não sei se vou achar uma autora que consiga descrever o amor e as sensações que ele nos faz sentir de forma tão bonita e certeira como Elayne. Uma mulher nordestina, lésbica, sem medo de mostrar o seu talento e ir atras de seus sonhos. Uma grande fonte de inspiração. Obrigada por me fazer sentir gigante. To ansiosa para descobrir qual a próxima aventura.
É uma pena dar uma avaliação tão baixa pra esse livro. O 1 trouxe uma experiência única e gostosa em que eu me vi realmente vendo a Édra pelos olhos da Íris, sentindo todas as emoções junto. Coisas óbvias sobre o amor parece não ter aprofundado em nada, nem na relação da Íris com a Édra (que se resumiu em pirraça das duas), nem na relação da Édra com o pai e com a avó. A única parte do livro que realmente me tocou foi quando ela descobre o diário da mãe e vai confrontar o pai. De resto, eu achei a Édra uma mimada que precisa de terapia, sinceramente, e a forma como os comportamentos dela são normalizados no livro, num mundo em que a violência psicológica é negligenciada principalmentequando vem de outra mulher, foi um ponto pra eu não ter gostado tanto desse livro. Apesar disso, CADU SENA te amo, você foi o melhor personagem e realmente, como muitas dizem, o "alívio cômico".
This entire review has been hidden because of spoilers.
É melhor que o primeiro? Sim. Mas Elayne trouxe para essa continuação algumas questões que me incomodam muito. Com uma escrita muito melhorada e infinitamente mais inspirada, ela conseguiu explorar melhor os personagens secundários e as dinâmicas de todos eles com as personagens ao longo do livro.
O lado ruim? Além de continuar sendo um slow burn do tipo "vai-não vai", parece que Édra e Íris são versões totalmente diferentes das que conhecemos no primeiro livro. Podem até argumentar que elas se acostumaram com o jeito da outra, mas trocar de personalidade não cola. Enquanto Íris deixa de ser mais fechada e passa a ser super confiante, Édra se torna acuada e incerta.
A sensação foi a de que, na tentativa de se inspirar em si mesma para compor as narradoras, Elayne acabou fazendo os eu-líricos iguais – mesmo que fossem personagens diferentes.
Acabou-se o que era doce. Foi lindo, fofo, a Erika de 15 anos ta radiante. Muitos sentimentos depois de tanto tempo me negando a terminar, ao mesmo tempo que a história me prende muito fácil. Se eu n tivesse lido em pedaços, com certeza teria chorado consecutivamente nas ultimas 150 paginas. Tentei não criar muitas expectativas pro final, mas superou todas. Alem de que, as questões q a Edra lidou nas ultimas paginas condizem muito com umas questões que tenho pensado, n esperava, me baqueou, q momento kkk
“Essa não é uma história de amor. Essa é uma história sobre o amor”
eu gostaria de poder decorar esse livro como se fosse uma canção, palavra por palavra, e gostaria que toda menina sáfica que está dentro dos padrões de performar femilinidade pudesse fazer o mesmo. confesso que reli o amor não é óbvio alguns anos após minha primeira leitura, um pouco mais madura, e não gostei tanto quanto da primeira vez, o que não me deixou tão animada e ansiosa quanto eu gostaria de ter ficado pro lançamento de coisas óbvias sobre o amor, mas eu estou Extremamente contente de ter lido esse livro. apesar dos pesares com a diagramação e revisão meia boca que a editora fez (há erros gramaticais o suficiente pra serem notados, e os diálogos em blocos de parágrafos apenas com aspas e sem utilizar travessão e pular linhas me atrapalharam bastante até eu me acostumar — mas essa é minha única crítica —), a história ainda assim consegue fazer você ficar vidrada e te tocar de maneiras surreais. fiquei fascinada em como a escrita da elayne amadureceu nesses anos, foi perceptível. e emocionante. eu acho que a melhor coisa do mundo pra essa história foi ela ter sido iniciada e terminada com todo esse tempo de distância, com calma. no tempo dela. ficou nítido que não só as personagens amadureceram, mas a elayne, e a gente, também. eu li esse livro pela primeira vez com 18 ou 19 anos, agora tenho 24, o que eu gostava lá atrás não me apetece tanto assim hoje em dia porque a maioria dos meus gostos foram se adaptando à minha idade atual, mas aqui estou eu, chorando e emocionada e obcecada novamente como se ainda fosse uma adolescente. eu acho que muito além de uma história de amor e Sobre o amor romântico, aqui, em coisas óbvias, a elayne nos deu uma história sobre amor próprio, sobre não aceitar menos do que nós merecemos. eu não sei nem mensurar em palavras o quão doído foi ler as vivências e experiências da édra com suas várias tatianas, o quão estressante e dolorido é saber que dentro da nossa própria comunidade exista tanto espaço de heteronormatividade e tantas tatianas. me dói, não saber que essa experiência não é uma única da édra, mas sim que a édra é uma representação fictícia de tantas édras reais. eu espero mesmo que toda édra consiga encontrar uma íris um dia. acho que essa história foi pra curar muitas dela por aí. acho que ela foi pra ensinar muitas tatianas a serem iris, mas especialmente pra curar muitas édras e eu chorei muito por isso. por baixo desse blazer eu sou muy menina. me despeço com muita tristeza de todos os personagens, o cadu nesse livro foi simplesmente uma estrela pra mim, nunca pensei que eu sairia de um livro amando ele, mas olha pra mim agora! a dona simia, ah, dona simia, a senhora me fez relembrar do amor mais genuíno que eu já tive na minha vida; ler a dona simia foi como voltar para o colo da minha própria avó depois de 13 anos sem ela comigo. à íris e à edra eu só tenho a agradecer, foi uma honra amadurecer com vocês. até mesmo com as personagens mais filhas da puta a gente pôde aprender: passar bem longe de ser desprezível como elas. termino essa história olhando ela no olho e me sentindo laranja ultra-forte. obrigada, elayne.
A primeira coisa que mexeu comigo foi perceber (de verdade) que a Édra era a protagonista e a narradora. E, com isso, foi a primeira vez que consegui me identificar com alguma personagem que se parece comigo. Em todos os livros que li as personagens que não eram femininas não tinham sentimentos além de ser o interesse romântico. Elas não sentiam, não pensavam, não choravam. As ações delas não tinham uma emoção por trás, porque eram vistas da perspectiva de outra mulher (a que estava narrando). Nesse livro a Édra sente, pensa, fala, vê, chora. A Édra tem crises sozinhas, que uma outra menina narrando sobre ela não veria. Ela tem atitudes com motivos por trás. Foi a primeira vez que li os sentimentos de uma menina que parecia comigo e, consequentemente, foi a primeira vez que consegui pensar “eu também me sinto assim”, “eu também faço isso” ou “essas coisas também acontecem comigo”. Uma pessoa real (fictícia) que sente e pensa e chora. Apesar de achar interessante algumas questões sobre caminhões e mulheres não-femininas que foram abordadas, acho que não deveriam ter sido tratadas como uma única visão. Butches também existem. Mesmo com essa perspectiva, continua sendo um livro muito delicado. No primeiro livro a Édra aparenta ser misteriosa e não sentir muito, justamente por ela ser apenas uma personagem. Nesse último toda a delicadeza é dela. E ela sente muito.
Queria que a Dona Símia também me definisse como “forte pra tudo, mas fraca de coração”.
E, por fim, Iris Pêssego a mais femme das femmes. <3 such a sweetheart
Sem palavras. Eu amei me reconectar com essa cidade e esses personagens. O amor dessas duas chega a ser palpável em todo o livro e não vou nem falar da química rs. Apesar de já terem se passado alguns anos desde o primeiro livro tive que ficar me lembrando a cada 10 min que a Édra ainda é muito nova pq todos os problemas dela se resolveriam (e se resolveram) só com diálogo rs. Quem diria que eu ia gostar tanto do Cadu Sena?? Eu ameii entender mais a cabeça dele e me arrisco em dizer que foi meu personagem secundário favorito (dona símia a senhora sempre vai ter um lugarzinho especial no meu coração). Também amei muito saber a história da mãe da Édra e entender toda a conexão delas. Eu achei que seria apenas uma leitura fofa e me surpreendi me acabando de chorar na conversa da Édra com o Pai (daddy issues? Talvez), adorei entender tudo sobre a relação deles. Enfim, me senti com o coração quentinho com o final feliz que essas duas tanto mereciam.
Um livro muito necessário principalmente para tomboys, recomendo imenso! Apaixonei me tanto na continuação da história da Edra e da Íris mas o que realmente me fez amar este livro foi todo o ponto de vista da Edra que não foi explorado no primeiro livro, ela sempre foi vista como uma pessoa muito initimidante mas no fundo ela tem tantos sentimentos e tantos desejos que ninguém imagina e vê la finalmente mostrar isso foi incrivel. Porque a verdade é que mulheres mais masculinas são vistas muitas vezes pela comunidade como pessoas que não podem também demonstrar sentimentos e ter desejos e ver a Edra demonstrar tudo isso foi algo que me emocionou imenso e em que me revi muitas vezes. 5⭐️ mas honestamente poderiam ser muito mais! Melhor que o primeiro sem dúvida!!! *chefs kiss*
This entire review has been hidden because of spoilers.
Não estava no meu bingo card terminar de ler este calhamaço em menos de 4 dias, antes de virar o ano. Nunca ri e chorei tanto em uma leitura. Me surpreendi muuito e fiquei tão presa em cada acontecimento, piada e ao drama de tudo. I'm (really) just a giiiirl.
Senti raiva, te(n)são, chorei, ri... posso dizer que senti todos os sentimentos possiveis durante essa viagem. Mas simplesmente nao conseguia mais parar até terminar. Sem dúvidas a duologia virou um favorito da vida!!!! Obrigada Elayne, meu eu adolescente se sente abraçada por essa história.
Ter lido "O Amor Não é Óbvio" com 15 anos e "Coisas Óbvias Sobre o Amor" com 18 me deu uma boa sensação de crescer junto com os personagens, mesmo que elas sejam mais velhas que a idade em que eu estava lendo. A escrita da Elay evoluiu, e é muito gostoso perceber isso. É um livro sobre jovens adultas revivendo o que foi o amor de adolescência delas, então é notável uma escrita mais "séria". Confesso que, assim como no primeiro livro, em alguns momentos o livro foi bem arrastado para mim, e eu senti que algumas partes poderiam ter sido mais fluídas. Mas, conforme você lê, percebe o porquê de parecer que as personagens estão "andando em círculos". Cosoa nos traz personagens novos, alguns amáveis e outros nem tão amáveis assim, mas também resgata personagens que nós conhecemos anos atrás e dá um desfecho para eles. Eu amo a Elay por isso, ela deu um fim para todas as histórias, ela não esqueceu ninguém. Chega a ser impressionante como um livro de +600 páginas, ambientado em dois países, mas com a maioria dos acontecimentos em uma fazenda, conseguiu definir bem o que aconteceu com personalidades que nós já conhecíamos, tudo isso para nos dar as respostas que queríamos. Esse livro nos dá respostas até para perguntas que nós não pensamos antes, e ele tem plots que fazem você morrer de chorar, mas outros que são capazes de te fazer gargalhar de rir. Não vou mentir, pensei em dar 4,5 para esse livro por causa de um detalhe específico, que é um plot que eu odeio ler, mas não seria justo reduzir essa história tão rica por causa de cinco páginas. Então, dona Elay, dessa vez eu vou deixar passar!!! A Édra e a Íris são indescritíveis. Já adianto que, dessa vez, elas fazem a gente passar MUITO mais raiva e ódio, mas também mostram o maior amor do mundo para nós. Eu quero ser capaz de amar assim um dia, eu quero ser capaz de perceber o que me faz ouvir o relógio fazer barulho... A Édra percebeu, então eu devo ser capaz de perceber também. Eu, enquanto leitora, não sou capaz de julgar a Íris, e honestamente não acho que teve um momento em que ela estivesse — de fato — errada. A diva é sensata na maioria do tempo. Não quero fazer uma resenha com spoilers, então não vou falar tanto sobre elas, mas desde que li o primeiro livro, fico com uma sensação de "estou solteira porque quero uma Édra Norr pra mim". E eu realmente quero uma Édra Norr, mas terminar esse livro me fez perceber o quanto me pareço com ela do ponto de vista de "ser lésbica". As reflexões que a Elay traz através da Édra são fortes e também são reais. Talvez fosse mais fácil se fossem só ficção, mas a Édra é uma personagem tão humana que passou 80% do livro me estressando ao extremo. No mais, Cosoa é sobre o amor, sim, porque até as mínimas coisas sobre o amor são óbvias, mas também é um livro para dizer tchau para o nosso casal favorito. É um livro que coloca na sua cara todos os sentimentos que você, enquanto lésbica, gosta de guardar a sete chaves. Cosoa é um livro muito real, muito honesto. Eu admiro a Elay por ter escrito de forma tão franca sentimentos que são tão difíceis de admitirmos. Foi extraordinário ser laranja ultraforte uma última vez. 🧡
muito decepcionada porque, apesar dos pesares, da imaturidade da escrita, na falta de organização das ideias e acontecimentos da história, eu gostei bastante do primeiro livro. o considero um bom esforço pra uma jovem aspirante à escritora, com bons impulsos e potencial ainda que faltasse polidez.
estava ansiosa para o Coisas Óbvias Sobre o Amor justamente por querer tanto ver quem seria a Elayne Baeta como escritora com uns anos a mais de experiência, e a estrutura de uma editora razoavelmente reconhecida por trás dela pra polir o que precisasse de polimento. imagine minha surpresa quando notei que esse é ainda menos polido que o anterior, igualmente imaturo e desorganizado - e o pior de tudo, enfadonho.
lá pelos 60% decidi que não tinha mais sentido me torturar (e eu odeio dar DNF em livros). Édra passou de uma personagem meio chatinha pra uma personagem intragável, a Íris passou de interessante (ainda que quase psicótica) pra sem sal, a dona Símia e Cadu Sena eram os únicos personagens toleráveis, e, surpreendentemente a 'vilã' Pilar, chata como era, foi quem teve a maior parcela da minha simpatia (pra não dizer dó).
eu acho que seguia a autora na época em que ela estava escrevendo o livro e sumiu uns três, quatro meses (talvez) das redes sociais a fim de se focar na escrita e, sim, pra mim ficou óbvio que esse livro foi escrito correndo durante três-quatro meses. carecia de mais tempo marinando, mais tempo de reflexão, de planejamento, de outline, de revisão e de edição. Os trechos escritos em inglês eram de ranger os dentes e as traduções, de alguma forma, só pioravam a situação - a revisão aqui, teria ajudado muito a história senão a melhorar, então a não parecer tão noviça e inexperiente. o livro precisava de conhecimento técnico e de tempo de maturação. eu sentia que estava lendo o primeiro draft que a Elayne enviou para a editora - e o que mais me entristece aqui é a impressão que a própria editora deixou ela na mão.
de novo: muito me decepciona porque achei o primeiro divertido. acredito que a Elayne precise passar algum tempo marinando e desenvolvendo sua voz escrita, ao invés de tentar florear e enfeitar a óbvia falta de habilidade.
Li um livro de 615 páginas em 15 horas. Nada mais vai refletir o quanto esse livro me fez bem e me mudou em vários sentidos. Novamente digo que a escrita de elayne baeta não é nova e nem revolucionária, seus diálogos são crus e sinceros, refletindo com simplicidade a mais pura forma de comunicação de brasileiros medianos. Em momento algum ela tenta ser o que não é, e isso é um dos maiores pontos positivos da obra. Elayne apresentou sua própria experiência de uma forma completamente identificável e flexível para que pudesse ser atribuída, não só a personagem Edra, mas como aos próprios leitores. Cada um que ler a obra pode se identificar com edra em diversos sentidos e isso faz da leitura um ato fácil e muito atrativo. O romance em momento nenhum é retratado como impuro ou sujo, como muitas obras têm retratado o amor entre mulheres, esse que é plural e poli lateral. As personagens cometem erros e acertos o tempo inteiro, sua cenas mais intimistas são sim bem escritas e eróticas na medida certa, mas nunca vulgares e escritas na pura intenção de agradar um público fetichista, sempre com importância e impacto significativo na historia.
Em síntese, o livro é muito agradável e me fez rir e chorar na medida certa. As personagens trazem uma química invejável e com toda certeza seu amor é retratado lindamente. Acredito que muitos deveriam ler em ode a difícil realidade que as mulheres desfeminilizadas passam nesse país, Elayne Baeta merece respeito como mulher e como escritora, hoje e sempre.
Foi uma boa surpresa saber que esse livro seria do ponto de vista da Édra, que desde a primeira obra, me instigou com sua vida. Saber os porquês que levaram ela a trilhar alguns caminhos, e sua relação com outros personagens. Quando eu comecei a acompanhar a autora no wattpad, eu ainda era somente uma adolescente, me descobrindo e procurando um aconchego nesse mundo que não era tão explorado pelos autores, tanto internacionalmente quanto no território nacional. Me peguei querendo ler algo mais leve, me abstrair um pouco da vida adulta, um romance que me lembrasse que tudo estava bem, e caí nessa obra.
Alguns personagens secundários ganharam ainda mais vida nessa sequência, como a amável dona Símia, Cadu, os pais da Íris e da Édra, e entre outros. Apreciei bastante a densidade que a autora colocou nessas pequenas tramas, e como eu me envolvi na leitura - praticamente comi o livro em menos de 2 dias --, acredito que o livro poderia ser um pouco mais curto sim, retirando algumas partes com os dramas entre os personagens.
Ver o amor entre a Íris e Édra é de encher os olhos, de certa forma, acho que sempre sonhamos em ter algo assim, um amor verdadeiro e único. Por mas que a vida adulta esteja aí, com os seus inúmeros problemas e consequências, nunca é tarde para ir atrás dos seus desejos, sonhos e de seu verdadeiro amor.
Mais maduro, emocionante, profundo e pessoal do que nunca! Um mergulho na Édra Norr, suas relações com a família, consigo mesma e é claro, com Íris Pêssego. Me tocou de maneiras que eu não imaginava, chorei em diversos momentos e sinto q outras pessoas chorariam em outros momentos, é impossível não se emocionar (assinado: uma casca grossa hehe). Passei nervoso, me senti próxima da autora e do que ela queria falar, imaginei as cenas como cenas de filme (e de novelas). Página 148, nunca fiquei tão revoltada kkkkkkk. Os plot twists e o enredo, me senti em casa, no meu país, com esses personagens e em São Patrique. As últimas páginas me diverti e me emocionei em igual proporção. Essa duologia é tudo que eu queria quando adolescente (e agora jovem adulta/young adult 😂), me senti representada por Íris no livro interior no seu processo de descoberta e me senti inspirada por Édra Norr no seu processo de aceitação de amor. Muito obrigada, por esse livro, por esse casal, PELO CADU que roubou a cena, pela Dona Simmy com seu abraço e seu chá, por cada arfada por cada twist e pelas fortes emoções. Obrigada por parar o tictac e pelo Laranja Ultraforte 🧡
This entire review has been hidden because of spoilers.
meu deus, aguardei muito esse livro, um calhamaço lésbico de 613 páginas, achei que nunca existiria
o segundo livro da duologia, esperado por 5 anos, e tenho tantas opiniões reviravoltas tem a história
no geral foi o que eu esperava e o que eu gostaria, e é sempre bom quando é assim, mas algumas escolhas não me agradaram muito, e sim sei que são escolhas da autora. a história, o roteiro em si eu achei uma bolinha quase redonda, mas algumas decisões de escrita me pegaram um pouco, não curto essa repetição de parágrafos e páginas inteiras só pra retomar a história depois de um flash de memória…
no primeiro livro temos iris e edra se formando no ensino médio, jovens, com problemas jovens e vivencias jovens, junto também com uma escrita mais jovem no segundo, a gnt consegue ver o amadurecimento e aprofundamento das personagens porém ainda mantendo a adolescência delas quando juntas (ah o amor jovem) mas também um amadurecimento da escrita que me desceu muito bem, mas tem sim coisas que pra MIM não foram a melhor decisão
mas no fim é sempre bom como uma mulher lésbica ver outra autora lésbica brasileira tendo um livro best-seller sobre duas lésbicas
É um livro gostoso de ler depois que você embarca na história, a Édra, narradora desse livro, tem muitos pensamentos (que ocupam páginas e páginas) que me agradaram em partes, mas você consegue sentir bem como a personagem se sente, entender suas ações antes mesmo dela falar o porquê de ter feito, é como se você entrasse na cabeça dela. Acho que é um livro importante, no geral, pra mulheres que amam mulheres, afinal, é uma história de amor que tem em poucos lugares
ENFIM Eu estava com saudades desse casal, e é encantador ler um livro em que as personagens estejam passando pelos 21 anos também, achei especial, não é só um romance nesse livro, são vários, de formas diferentes, e não tem apenas romance, a crise dos 20 e tantos anos é real! E está no livro!
Ps: eu chorei (sou difícil pra chorar por livros) Ps2: a Elayne mistura falas com - e com "", não entendi bem o porquê das duas opções ao mesmo tempo no livro, me incomodou um pouco, mas me acostumei
Um problema que, pra mim, se mantém neste livro, assim como no primeiro, é o fato de que alguns personagens têm desenvolvimento quase nulo: Suri e Marcerla, por exemplo.
Sobre a escrita do livro, é basicamente como se fosse uma "novela" ou filme de comédia romântica americana, assim como o primeiro, mas aqui conseguimos notar a evolução da escrita da Elayne do primeiro para o segundo. Nesse livro, em questão, gostei da amizade que foi se desenvolvendo entre Cadu e Édra.
Basicamente, enquanto o primeiro livro é sobre a Íris se descobrindo lésbica, esse é sobre a Édra descobrindo o amor, mas não só amor romântico. É sobre ela descobrindo o amor paterno, amor materno, o amor entre neta e avó, o amor entre amigos, o amor romântico e, claro, o mais importante, o amor por ela mesma.
Um bom final pra essa história.
This entire review has been hidden because of spoilers.
terminei mês passado na vdd só esqueci de botar aqui kkkk, mtooo melhor que o primeiro livro sem sombra de duvidas mas ainda existe aquele desejo da autora de fazer Algo acontecer, alguma coisa parecida com o laranja ultraforte kkkk alem das claras tentativas de parecer uma poeta com frases de efeitos (mto boas por sinal) bem aesthetic pra postar nas redes sociais again se eu tivesse 13 anos e estivesse no meu processo de descobrimento sobre ser lesbica e etc eu com certeza iria apreciar mais e ate entender algumas escolhas de narrativa e tal mas agora com 20 anos e sabendo 100% q sou lesbica é só mais um livro de romance mediano... claramente substituível por algum outro livro melhor kkkk
"Somos um pequeno grão de poeira para o universo, mas para alguém, em algum lugar do mundo, sol."
Eu lembro que li o primeiro livro da duologia num dia de chuva, tinha caído a energia e era a única coisa que eu tinha pra fazer. Eu me apaixonei pela história e pelos personagens, nesse livro eu pude me apaixonar de novo, dessa vez com algumas adições tipo a Eva norr, o Cadu, a dona Martha, o seu Júlio, Vadete e Genevive...
Eu amei o livro, mesmo tendo demorado 4 meses pra ler, algumas partes são meio cansativas, muitas confusões e pouca comunicação, mas tudo dá certo no final. Queria agradecer a Elayne Baeta por nos trazer um livro tão lindo e cheio de representatividade, que fez muitas leitoras se sentirem acolhidas. Vou sempre me sentir laranja ultraforte!!!
Virou meu favorito. Sou leitora desde 2021 e acho que nunca senti tanto (de tudo quanto é sentimento) quanto quando li esse. A escrita é intensa, linda, tão brasileira, tão íntima. Sério, não é apenas sobre Íris e Édra (que inclusive, minha meta). É sobre crescer, sobre aceitação, sobre coisas óbvias sobre o amor e outras nem tão óbvias. Sobre dor, cura, sobre o relógio da vida, sobre tudo. Sobre se sentir Laranja Ultra-Forte.
Leiam sabendo que vão chorar, mas que vai valer muito a pena!
A Elayne é tipo uma amiga, uma confidente que sabe de todos os seus segredos e faz deles uma história linda. Impossível não se identificar em algum momento.
Aqui, a partir da inversão dos pontos de vista, Elayne apresenta ao leitor a perspectiva de Édra Norr, até então contemplada apenas através dos olhos e sentidos de Íris Pêssego. É, de fato, notório o amadurecimento da escrita da autora. São abordados temas complexos atrelados a parte das vivências do que é ser e existir enquanto lésbica no mundo, devidamente pontuados e importantes não apenas pra história e desenvolvimento da narradora, como também fundamentais àquelas que compartilham de dores similares.
Embora as expectativas orbitem o romance entre as personagens principais, o desenvolvimento de Édra é feito de maneira muito bonita e cuidadosa, mesmo que nem sempre suas motivações sejam compreensíveis. Me sinto satisfeita por ter tido a chance de passear por essas quase setecentas páginas e ter voltado pra São Patrique uma última vez.
fiquei com raiva, ansiedade, me emocionei, chorei, não queria que acabasse, queria chegar logo no final; senti TANTAS coisas lendo esse livro. uma vez vi um cara no tiktok falando que, se o segundo livro não for melhor do que o primeiro, era melhor nem lançar o segundo, e esse COM CERTEZA entrega mais do que “o amor não é óbvio” e foi absurdamente necessário. me senti representada em muitas partes em relação a minha sexualidade, me apaixonei várias vezes pela íris durante as páginas e torci absurdamente por elas. esse livro deu nome a sentimentos que eu imaginei que não conseguiriam ser descritos. fez com que eu me sentisse infinita e laranja ultra forte. foi uma experiência perfeita.