A Internet tem vindo a revelar uma face obscura. Mergulhado nos computadores, tablets, iPads ou smartphones, o mundo vive hoje colado aos ecrãs. Iniciada nos primeiros anos de vida, a exposição a estas tecnologias e seus conteúdos está a produzir dependentes digitais. A compulsão para os videojogos já é comparável com a da droga ou do sexo e consta na lista de doenças da Organização Mundial da Saúde. A caminho estará o reconhecimento oficial da dependência das redes sociais como patologia. É sobre os novos desafios que a era digital coloca a governantes, técnicos de saúde, professores e, sobretudo, às famílias, que este livro trata.
Tenho interesse no tema mas este livro parece escrito por alguém que fundamentalmente não percebe do que está a falar. O autor fundamentalmente engloba toda a dependência associada a ecrãs num só bolo e utiliza exemplos e casos de redes sociais, jogos e gambling à mistura para mostrar a posição. Também deixa totalmente de lado o papel da falta de alternativas nas famílias para ocupar o tempo e o papel da sociadade na redução de meios de entretenimento e interação social alternativos que levam a pessoas aos meios digitais, o autor até consome mais páginas a listar sitiilos de retiro de luxo que a falar disto. O autor também deixa de fora o impacto que é a dependência digital na geração baby boomer que tem quebrado fortes paradigmas sociais. Adicionalmente temos o uso de casos examplos específicos para explicar o mau, mas nunca contrapõe com a versão positiva do uso de dispositivos, mostrando em parte até um medo do uso de meios digitais no global. Fecho com o facto que no terço do livro decidi ver a idade do autor e isso deixou bastante claro o porque do seu desconhecimento do tema em questão.
Recomendo bastante este livro a pais que tenham filhos que sofrem muito com este problema. Foi bastante informativo acerca do problema sem ser aborrecido
Um livro que aborda uma problemática séria dos dias de hoje: a dependência digital, quer dos jogos online a dinheiro, ou sem ser a dinheiro (como os jogos de computador, playstation), safando-se, ainda assim, no mundo das consolas apenas a consola Wi!, passando pela dependência do telemóvel, das mensagens e das redes sociais, e da constante conectividade com o mundo virtual e digital, até à dependência dos ecrãs e do mundo da televisão, e dessas actividades todas sedentárias que estimulam-nos demais negativamente, e criam-nos vícios díficeis de largar e às vezes tão ou mais nocivos que o álcool ou o tabaco. É preciso aprender a olhar para esta realidade com olhos de ver e terminar o tabu que existe em abordar este tema de frente, de forma a que mais pessoas se sintam com vontade de sair dos seus vícios digitais, tal como eu me senti ao ler este livro! Recomendo, por isso, vivamente esta leitura que, ainda assim, é apenas um cheirinho a este mundo complexo e perplexo.
Livro pequenino que contém muitas informações acerca deste assunto tão contemporâneo como é a Dependência Digital.
Pedro Prostes da Fonseca aborda vários temas desde a tecnologia na infância, a influência das redes sociais, o vício do jogo online, etc... Há relatos na primeira pessoa com testemunhos tanto de dependentes como de médicos que enriquecem este pequeno livro.
Livro interessante, compila de forma geral vários tipos de dependências digitais embora não entre muito a fundo nos temas. Apesar de ter gostado da leitura, e de saber que está focada precisamente na dependência, senti pouca imparcialidade por parte do autor, com certeza há vários perigos e dependências no mundo digital, mas existem igualmente aspectos agradáveis e positivos, algo que o autor admite, mas de forma mais leve em comparação à dura crítica que faz aos meios digitais.