A história da heroína por trás da câmera que mudou os rumos de um bairro e marcou um país inteiro
Revelada pela primeira vez em 2005 em uma matéria de Fábio Gusmão, a história de Dona Vitória tornou-se uma das mais marcantes e de maior repercussão da mídia nacional no início dos anos 2000. A senhora que, aos 80 anos, da janela de sua casa em Copacabana, no Rio de Janeiro, com uma câmera apoiada em livros e listas telefônicas, filmou toda a movimentação do tráfico e a negligência policial. A coragem misturada ao cansaço e a insatisfação pela situação de descaso das autoridades foram as motivações de Dona Vitória para continuar com a câmera na janela mesmo quando notava armas e binóculos apontados em sua direção.
Com uma história de vida intensa desde os primeiros anos, esta nova edição, agora Dona Vitória Joana da Paz, revela quem era a mulher por trás do nome atribuído pelo Programa de Proteção à Testemunha, atravessando seus anos formativos, os anos gravando a vista da janela e o longo período de exílio. Nestas páginas, Fábio Gusmão nos (re)apresenta, com imagens exclusivas das últimas semanas de gravações, ao lado de transcrições de falas completas de Dona Vitória, novos detalhes e revelações sobre a heroína por trás da câmera que mudou a história de um bairro, marcou um país inteiro e mostrou na pele como o exercício da cidadania é a mais potente arma contra a impunidade, a corrupção e a desesperança que assolam o país.
uma história legal e MUITO DOIDA que dá um livro super legal. detalha tanto a história em si quanto a investigação do autor - jornalista preparando, por meses, uma reportagem. é interessante porque temos o antes, o durante, o depois e agora, o depois do depois. muito legal a iniciativa de terem feito essa nova edição especialmente agora que o filme está prestes a sair. estou ansiosa pra assistir, inclusive.
tem partes um pouco redundantes, principalmente o primeiro capítulo da última parte que faz um breve resumo dos acontecimentos - imagino que ele tenha sido adicionado apenas na segunda edição, então até faz sentido, mas quem tá lendo pela primeira vez literalmente *acabou* de ler tudo isso, não precisa contar de novo kkkkkk durante a história a "enrolação" de um certo acontecimento dá nos nervos também, mas aí não tem nem o que falar porque é literalmente o que aconteceu, mas ainda acho que o autor poderia ter contado de forma mais dinâmica.
isso poderia ter sido feito colocando a parte final (com as imagens e transcrições dos vídeos) no meio. essa é a regra em livros do tipo, ou pelo menos metade no meio e metade no final. mas tudo no final, sinto que perdeu muito do impacto, ainda que tenha sido uma parte MUITO massa. (mas deixando claro que eu li o e-book pelo skeelo, na versão física pode ser diferente)
também é uma leitura muito rápida, li em menos de um dia, e isso não a faz menos impactante. muito legal e nos faz pensar sobre um montão de coisas, não só sobre violência urbana. muito bom e muito humano.
Uma história impactante daquelas que se lembra uma sentada, e se sai ainda processando tudo que leu. Sabia da qualidade do livro desde o início, quando em uma página estava me encantando pela personagem e rindo dos causos contados, e na seguinte lhe absurdos que me fizeram questionar como Dona Joana (Vitória) teve forças pra sobreviver a tudo que passou em sua vida. Algumas partes foram um pouco repetitivas, pela forma cronológica que tudo foi narrado, mas sem perder em grande escala a qualidade do livro.
Edit.: passei os últimos dias martelando na minha cabeça e não teria paz se não voltasse aqui só pra deixar registrado que dou o benefício da dúvida para os questionamentos finais de Dona Joana (Vitória) ao questionar o que foi publicado sobre si, entendo e respeito sua insatisfação - inclusive, pessoalmente, eu preferiria que o livro usasse mais seu nome original do que simplesmente reduzi-la ao nome adotado posteriormente.
Amei o filme! quando saí do cinema, fui direto na livraria comprar para ler mais sobre esta senhora.
algumas coisas me incomodaram na escrita e na maneira como ela foi descrita, principalmente suas atitudes no final. fiquei com uma impressão ruim sobre o autor e sobre a obra, por isso não consigo dar mais estrelas.
uma pena que tenha terminado do jeito que terminou. vou manter a memória dos "bons tempos" e a experiência de devorar este livro em 2 dias.
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Que livro incrível. Que história maluca. Que mulher de força. QUE JORNALISTA PACIENTEEEEE!!! Sinto que aprendi muito como profissional e claro, como ser humano.