PARA TODAS AS MULHERES INTENSAS, GIGANTES, QUE OCUPAM ESPAÇO DEMAIS E QUE NÃO SABEM SER POUCO
"Você tem andado ocupada tentando convencê-los de que é boa o bastante, afinal, foi assim que te ensinaram. Mas sempre há a chance de desfazer esses nós, cortar o fio do que te prende ao chão e, enfim, aprender a voar."
De quantas amarras precisamos nos libertar para admitir em alto e bom som aquilo que vivemos dentro da gente? Sem desculpas, pudor ou arrependimentos? Criadora de conteúdo e podcaster, Luana Carvalho diz que é principalmente na escrita o lugar em que ela consegue encontrar um escape para a intensidade dos seus sentimentos. Em O amor não mora na urgência do outro, a autora compartilha textos muito sensíveis sobre dores, amores, ancestralidade e afetos, entendendo que sentir é um direito e que, muitas vezes, somente é preciso desaguar.
Com ilustrações de DAPENHA.
"Alguns textos são como abraços, outros como mordidas, e ainda há os que abraçam mordendo. Não se assuste, caso depois desta leitura, você encontre marcas pelo corpo."
Gente, li O amor não mora na urgência do outro, da Luana Carvalho, e amei as várias frases que marquei, mas confesso que não me identifiquei tanto com o ritmo e as provocações intensas do texto. Ainda assim, foi um mergulho bacana na forma como a autora entrelaça amor, autoestima e ancestralidade de um jeito quase conversado.
A escrita da Luana é cheia de poesia e força emocional. Me vi relendo frases como “Você é serena como um rio sem ondas e é intensa como as cataratas. E nada será capaz de te prender, pois é impossível conter a água” , ou anotando no cantinho: “Sou do tipo que sente demais, para o bem e para o mal. Sinto meu peito em chamas toda vez que o sentir me invade, me derruba, me faz voar”. E, olha, “Até para sentir dor precisa de coragem” ficou ecoando em mim por dias.
O que mais me cativou foi a identidade do texto com a religiosidade: ela costura crença, espiritualidade e a urgência de se libertar de expectativas alheias de um jeito muito sincero. Porém, em alguns momentos senti que a autora falava como se só falasse com mulheres, deixando quem não se encaixava fora dessa roda — e isso me tirou um pouco da imersão.
Por tudo isso, dou três estrelas. É um livro com belíssimas passagens e um frescor na abordagem dos afetos, mas que, para mim, bateu uma distância entre o que eu buscava e o ritmo tão intenso das reflexões. Ainda assim, recomendo quem curte textos sensíveis, de alma feminina e tocados por fé.
Eu realmente acho que não estou na vibe de ler poesias e textinhos sentimentais, o que é completamente irônico porque é o que eu mais escrevo, mas também acho que é justamente esse “conhecimento” do formato que me entedia, por que sei que tudo não passa de um inflar de sentimentos e de uma miopia sobre o que é real vs o que é inventado.
Dito isso, terminei a leitura cheia de partes grifadas, o livro é honesto e não cumpre muito além do que promete, mas existe um descuido muito grande na edição do livro, vários textos são muito parecidos e algumas palavras se repetem tanto que a gente chega a decorar, sangra e dilacera estão no topo do ranking.
Não me emocionou, apesar de ter me identificado com algumas partes, não me causou nenhum sentimento muito memorável na verdade, talvez só tédio.
Essa leitura me rasgou por inteira. E depois me rescosturou. Apesar de pequeninho, é uma leitura densa. Não consegui ler de uma vez. Precisei de tempo entre capítulos para repensar a minha vida e recuperar o fôlego. É um livro todo grifado com marca-textos e anotações. Minha vontade é embalar ele e mandar para uma próxima pessoa ler. Ou eu mesma, num futuro. Esse livro não merece ser lido só. Ou só uma vez.
Um pouco sobre amor próprio e como vemos o "amor" Como o título diz, o amor não mora na urgência do outro, e é isso mesmo, não podemos esperar encontrar o amor e a nossa felicidade noutras pessoas.
Independemte da relação que tenhamos, antes de queremos ter a relação, dar alguma coisa, compartilhar... Temos que nos conhecer, saber dar-nos amor e encontrar-nos em nós mesmos a felicidade e o amor.
Acima de tudo, não devemos diminuirmo-nos ou apagar-nos para cabermos no outro.
E é super válido que, ao longo da nossa vida, sabermos dizer que não, ao que nos machuca.
Alguns excertos que gostei e me fizeram refletir mais, ao longo da leitura:
- " A gente nunca sabe tudo de si, imagina do outro" -- um pequeno remember para deixar-mos de nos preocupar com os outros e olharmos para nós. Não querendo ser egocêntrica mas, temos que deixar de nos preocupar tanto com os outros, quando nós não estamos bem.
- O amor não é algo frágil desse jeito, e eu sei que nos fazem aceditar que nossos corpos não são dignos da ternura e do afeto
- "O amor nasceu com você, O amor te pertence, Oamor é uma possibilidade Para o seu corpo, para a sua pele E para a sua alma" - " Como posso saber como e quando me sinto amada se só aceito o amor que o outro me oferece?" - " Este é o destino de toda mulher negra? Dereamar mares pelos olhos sem que ninguém esteja lá para nadar também?
Alguns conselhos/lições dados pela autora, super uteís:
- O pedido de desculpas que esperamos nem sempre aparece - Algumas pessoas, simplesmente escolhem não entender os teus motivos - Se relacionar é uma escolha, o amor também - Não permita que te acedam tão facilmente - Não podemos e nem temos poder para reabilitar as pessoas ...
Foi o meu primeiro livro, desta autora, costumo ouvir o podcast dela e super recomendo. Tem uma escrita leve, de fácil compreensão e até parece que estamos a conversar com uma amiga.
Esse não é um tipo de livro que leio com frequência e ainda não sei o que realmente senti em relação a ele. Não me conectei em nada com os textos da primeira parte, que é mais focada nos relacionamentos amorosos. Mais pra frente, quando a Luana começa a falar sobre questões de autoestima e refletir sobre como é ser uma mulher negra consegui me aproximar mais da escrita. Em geral, foi uma boa companhia para as minhas noites mas não mudou a minha vida.
Para o primeiro livro Luana já chegou arrombando a porta. Que livro potente, reflexivo e altamente recomendável. Lua conseguiu me fazer chorar em uns textos e me fez sorrir de canto e gargalhada em outros. Delícia ler um livro bem escrito, e que nos convida a querer viver a nossa vida dando sentido a ela. Muito bom e já espero o segundo.
Eu me identifiquei com tanto desse livro que foi assustador. Luana escreve cada texto com sua alma, suas dores e seus amores. Fala sobre autoestima, amor próprio, ancestralidade e literalmente desenvolve uma jornada de autoconhecimento que, apesar de sua, certamente serve para quem a lê. Perfeita.
Ótimo livro. Os capítulos são curtos e de fácil leitura, mas te fazem refletir sobre muita coisa, especialmente se você for uma mulher negra. Trouxe ótimas reflexões sobre como continuar nossa jornada corajosa, abraçando nossa grandeza e aceitando que, sim, nascemos para ser felizes e amadas.
Perdi as contas de quantas vezes a autora escreve a palavra “intensa” e suas variações. Apesar de ter destacado alguns trechos de que gostei, repetitivo demais no tema, nos termos usados. Escrita muito amadora. Fiquei com a sensação de ter lido legendas de Instagram compiladas por quem se autodeclara “intenso demais”.