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A Copa Como Ela É: A História de Dez Anos de Preparação Para a Copa de 2014

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Durante dez anos, o jornalista Jamil Chade acompanhou de perto as negociações que culminaram na escolha do Brasil para sediar a Copa do Mundo de 2014, bem como todas as polêmicas que se seguiram ao anúncio. Correspondente de O Estado de S. Paulo na Suíça, Chade teve acesso privilegiado aos corredores da Fifa e às principais figuras que movimentaram o grande balcão de oportunidades que se tornou o Mundial. Em A Copa como ela é, o jornalista expõe as tenebrosas transações entre CBF e governo, e mostra como duas entidades supostamente sem fins lucrativos tornaram a Copa de 2014 no evento mais rentável de suas histórias. Seguindo a trilha do dinheiro, Chade revela como políticos e cartolas se apropriaram de um torneio que, se não trouxe ao país as benesses prometidas durante a campanha, serviu para encher os bolsos de uns poucos na mesma medida que atacou os cofres públicos.

128 pages, Kindle Edition

First published March 28, 2014

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Jamil Chade

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Profile Image for Ricardo Santos.
Author 10 books25 followers
June 22, 2015
(Texto escrito antes da Copa) O livro A Copa como ela é, de Jamil Chade, relata dez anos de cobertura jornalística da Copa no Brasil, principalmente de seus bastidores. Dizer que a coisa é feia é muito pouco. O "planejamento" da Copa é um amontoado de absurdos, desmandos e crimes, envolvendo dirigentes da CBF, da Fifa, políticos brasileiros e empresas nacionais e estrangeiras. Na verdade, há muitas décadas, a gestão da Fifa é uma gestão mafiosa, o único fato novo é o Brasil estar no centro das atenção por sediar o Mundial de 2014. Há muito tempo, a Fifa utiliza o futebol não como um fim, mas como meio de ganhar muito dinheiro, principalmente influenciando pessoas e empresas legal ou ilegalmente, fazendo-as parceiras fiéis da entidade. Faltando menos de dois meses para o início da Copa, o que fica claro é que: 1) O Brasil foi o país que mais teve tempo para se preparar, e o que mais está atrasado (foram 14 anos - leiam o livro e vocês vão entender); 2) A Fifa terá o maior lucro de sua história ; 3) Será a Copa com maior investimento de dinheiro público, contando com investimentos direto via governos estaduais e prefeituras, e financiamentos públicos (sim, públicos - BNDES, Caixa Econômica, Banco do Brasil e bancos estaduais); 4) Não haverá legado da Copa de peso, porque a maioria das obras de grande porte de infra-estrutura urbana não serão concluídas a tempo ou sequer saíram do papel; 5) As próprias leis do país, incluindo a Constituição, foram alteradas para beneficiar gastos da Copa com justificativas pra lá de questionáveis; 6) Os desmandos da Fifa atingiram todas as esferas de poder possíveis, num afronta clara à própria soberania do país; 6) A Fifa e suas empresas associadas não pagaram nem pagarão nenhum centavo de imposto; e finalmente 7) Todo e qualquer prejuízo da Fifa ou de suas empresas associadas vão ser pagas pelo Governo - isto está em contrato. Mas a Fifa não é unica vilã desse caso de polícia. Incluam aí muito de nossos políticos, principalmente deputados federais, governadores e presidentes da República. CEOs de empresas nacionais e estrangeiras, principalmente de empresas de material esportivo, de alimentos, da construção civil e redes de televisão. São todos esses crápulas que mais vão lucrar com a Copa. Não sou contra a Copa, nem contra a Seleção ou o futebol. É justamente o contrário. É revoltante ver um bando de mafiosos manipulando e roubando em nome de algo que é tão caro pra tanta gente, inclusive pra mim, a paixão pelo futebol. O próprio autor do livro diz que "a Copa já acabou". O que foi feito tá aí. O que deixou de ser feito já é passado. A Fifa já fechou suas contas. As coberturas jornalísticas foram feitas. Falta apenas saber quem será a seleção campeã. Os vários empréstimos a governos estaduais serão pagos em suaves prestações nos próximos doze anos, se forem realmente pagos. Quem sai perdendo nessa história toda são torcedores e jogadores, que terão de assistir a certos jogos e jogar às 13h, a fim de as partidas serem exibidas na Europa em horário nobre; os jogadores que terão de atravessar o país, de dimensões continentais, para jogar em regiões diferentes, já que, por pressão política dos governadores, para que a maiorias dos estados recebessem seleções importantes, os jogos não foram divididos em regiões, como tradicionalmente é feito pela Fifa para evitar grandes deslocamentos - sem falar de nossos aeroportos com reformas que não terminarão até a Copa; e perderá o contribuinte, que pagará a maior parte da conta, inclusive estádios além do necessário, novamente por pressão dos governadores. O contribuinte pagará a conta, mesmo que não vá aos estádios, nem assista aos jogos pela televisão e ou sequer goste de futebol.
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