Quarenta anos depois do golpe, o livro símbolo da resistência ainda mantém seu vigor. Com textos complementares de Otto Maria Carpeaux, Márcio Moreira Alves e Edmundo Moniz, O Ato e o Fato é reeditado pela Objetiva em edição cuidadosamente fiel à publicada em 1964, num convite a olhar nos olhos desse passado, tentando encontrar pistas do Brasil que temos hoje.
Carlos Heitor Cony was a Brazilian journalist and writer. He was a member of the Brazilian Academy of Letters (Portuguese: Academia Brasileira de Letras).
Cony tem uma escrita impecável e as crônicas são rápidas de ler. É um livro bastante esclarecedor sobre o início da ditadura. Mas acho que em certo ponto do livro, tudo fica meio repetitivo, o que acabou me cansando um pouco.
Incrível fonte primária do começo de um ciclo dessa fantasmagoria na qual, ao que parece, a nação está presa. Nem Cony nem o veículo para o qual escrevia, o Correio da Manhã, estavam à esquerda do espectro, o que dá uma gravidade escancarada para suas denúncias desesperadas ao que segue sendo a matéria de nossos piores pesadelos nacionais.
Livro superimportante e que mostra o papel da crônica em eventos históricos do Brasil, pois reúne textos escritos "em cima do laço", tão logo aconteceu o Golpe de 1964. Ao ler essas crônicas, pode-se perceber com mais vagar e com mais detalhes como foi que os acontecimentos se sucederam naquele tumultuado mês de abril de 1964. É uma abordagem que não se encontrará em livros de história.