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Rakushisha

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“A viagem nos ensina algumas coisas. Que a vida é o caminho e não o ponto fixo no espaço. Que nós somos feito a passagem dos dias e dos meses e dos anos, como escreveu o poeta japonês Matsuo Bashō num diário de viagem, e aquilo que possuímos de fato, nosso único bem, é a capacidade de locomoção. É o talento para viajar.”

Haruki é um desenhista carioca, de origem nipônica, que é convidado para ilustrar a tradução de uma clássica obra japonesa, o Diário de Saga, de Matsuo Bashō. Diante do desafio, ele resolve passar um tempo no país de seus antepassados — algo que nunca havia pensado em fazer antes. Às vésperas da viagem, num vagão de metrô do Rio de Janeiro, seu destino se cruza com o de Celina, uma mulher enigmática com quem estabelece uma conexão imediata. Em um gesto impensado, o desenhista a convida para ir com ele ao Japão, numa viagem que irá mudar o rumo de suas vidas.

Em um país tão distinto de sua realidade brasileira, os dois encontram a liberdade necessária para acertar as contas com o passado e trilham um caminho vertiginoso para dentro de seus próprios sentimentos.

Uma das vozes mais vibrantes da literatura brasileira contemporânea, Adriana Lisboa descortina, em Rakushisha, o Japão moderno, suas cores e sua cultura, ao mesmo tempo em que mergulha nas contradições e na poesia da própria natureza humana.

200 pages, Paperback

First published January 1, 2007

4 people are currently reading
110 people want to read

About the author

Adriana Lisboa

76 books91 followers
A escritora brasileira Adriana Lisboa nasceu no Rio de Janeiro. Publicou doze livros, entre os quais seis romances, uma coletânea de poesia, uma coleânea de narrativas breves e livros para crianças e jovens. Seus livros foram traduzidos para nove idiomas, entre os quais inglês, alemão, espanhol, francês e árabe, e publicados em treze países.

Ganhou o Prêmio José Saramago pelo romance Sinfonia em branco, uma bolsa da Fundação Japão para o romance Rakushisha, uma bolsa da Fundação Biblioteca Nacional, no Brasil, e o prêmio de autor revelação da FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil) por seu livro de poesia para crianças, Língua de trapos. Em 2007, o Hay Festival/Bogotá Capital Mundial do Livro incluiu-a na lista dos 39 mais importantes autores latino-americanos até 39 anos de idade.

Graduada em música pela UniRio, com mestrado em literatura brasileira e doutorado em literatura comparada pela Uerj, Adriana Lisboa viveu na França – onde atuou como cantora de música popular brasileira – e atualmente mora nos Estados Unidos, no Colorado.

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Community Reviews

5 stars
38 (25%)
4 stars
31 (21%)
3 stars
48 (32%)
2 stars
20 (13%)
1 star
10 (6%)
Displaying 1 - 25 of 25 reviews
Profile Image for Raquel Silva.
222 reviews18 followers
June 27, 2018
Gostei muito da escrita da autora mas não senti empatia com as personagens e no final do livro queria mais qualquer coisa, mais desenvolvimento destas personagens.
(opinião completa em breve)
Profile Image for Juliana.
299 reviews
May 19, 2020
2.5 Ideia interessante, premissa ótima, mas algo falta nesse livro. Sabe quando a escrita é simbólica demais, filosófica demais que ela se perde em si mesma e a história se perde nela? então, acho que isso que acontece nesse livro.

Tinha tudo para eu amar, mas não aconteceu, tudo parece vago demais, pensamentos demais sem ter uma base e um porque deles ali estarem.

Tem frases lindas nesse livro que marquei, mas tem tantas frases-pensamentos que elas perdem o interesse. Achei interessantíssimo essa conexão com Basho, mas achei ela pouco explorada no que importava e muito explorada sem ter tanto motivo de ali estar. Senti tudo meio desconectado infelizmente :/

Acabo dando 3 estrelas na classificação geral, mas pela vibe e tema nipônicos que eu gosto tanto, mas bom é isso.
Profile Image for Rafa .
539 reviews32 followers
May 1, 2013
Elegante y a punto de ser perfecta.
Profile Image for André Sá.
50 reviews1 follower
May 8, 2016
Livro lindo, entrando automaticamente para lista de releituras, livros favoritos e livros que irei fazer todos meus amigos lerem kkkk
Profile Image for sputnik.
183 reviews23 followers
February 7, 2022
2.5

é uma pena, tinha muita vontade de ler este livro, porém não foi o que esperava.

A escreta de Adriana Lisboa é maravilhosa, esta cheia de figuras muito bem usadas, mas o problemas são as personagens, a exceção de Celina todos são bem chatos. É difícil emapatizar como eles.
Profile Image for Larissa Bonacin.
1 review13 followers
June 26, 2016
Fantástico.
Ambientado no Japão e no Rio de Janeiro, deixa a narrativa bem diferente e inclui também fragmentos de Bashô, poeta japonês, precursor do Haicai. Uma forma lúdica e prazerosa de tomarmos contato com esse mundo incrível dos haicais... e de Bashô, e do Japão... tão misterioso e distante terra do sol nascente.
A escrita de Adriana Lisboa é poética, mesmo escrevendo em prosa. É linda, profunda, quase visceral em determinados momentos...
Separei alguns excertos de Rakushisha para ilustrar a poesia nas descrições que ela faz, na sua narrativa. Como por exemplo sua descrição do DETRAN, que podemos estender à todos as instituições burocráticas: “Vinha do DETRAN. Lá dentro, na bolha morna do tédio burocrático, ventiladores imensos e prateados passeavam no ar que mesmo se agitando permaneciam parado. Até mesmo o vento era parado ali. Era um lugar sem tempo. As coisas não aconteciam nem desaconteciam. As pessoas em romaria se conformavam, e mesmo as inconformadas eram de um inconformismo conformado.” (LISBOA, p. 130)
“Minha dor é minha: marca na pele, feito vermelhidão da queimadura. Existe como uma visita na sala de estar. A dor, senhorinha sentada no canto do sofá.” (LISBOA, p. 128). Aqui tem espaço inclusive para metáforas...
E por fim, a tradução do sentimento de não pertencimento (aliás, quem nunca?): “Gosto dessa familiaridade da estranheza, de que de repente me dou conta. Gosto de me sentir assim alheada, alguém que não pertence, que não entende, que não fala. De ocupar um lugar que parece não existir. Como se eu não fosse de carne e osso, mas só uma impressão, mas só um sonho, como se eu fosse feita de flores e papéis e um tsuru de origami e o eco do salto de uma rã dentro de um velho poço ou o eco dos saltos de uma mulher na calçada (...).” (LISBOA, p. 133).
Profile Image for Hyperliteratura.
153 reviews158 followers
August 23, 2017
Mi-a plăcut tare mult cartea, de la un capăt la celălalt. Atât de încărcat totul, atât de dens, ca o ploaie groasă pe o vreme cețoasă, ca un înec în mâl sau ca sufocarea cu o pernă. Nu pot vorbi obiectiv despre Adriana Lisboa și mă bucur că nu trebuie. Dacă te trece prin zeci de senzații și-ți oferă impresii atât de variate, atunci cartea aia n-ar trebui să fie analizată detașat, în termeni seci, dar oarecum pompoși, numai să ne dăm noi impresia, singuri, că suntem critici deștepți cu pungă de cuvinte șmechere în mână.

Citeste continuarea pe Hyperliteratura.ro.
http://hyperliteratura.ro/rakushisha-...

Interviu cu autoarea aici.
http://hyperliteratura.ro/interviu-cu...
Profile Image for Marcos Faria.
234 reviews14 followers
March 20, 2018
Adriana Lisboa é uma ótima romancista. Numa novela como "Rakushisha", porém, achei que ficou faltando alguma coisa. Os personagens são bem desenvolvidos, mas a conexão entre eles parece gratuita. Ao contrário do que acontece em "Hanói", por exemplo, em que relações improváveis vão sendo construídas, aqui a relação (se é que se pode chamar assim) é praticamente dada, ex-machina. É como se a autora estivesse tentando encaixar uma epopéia num haikai. Não dá pra fazer isso sem perder muita coisa.

Se a estrutura deixa a desejar, o texto é como sempre um primor. Mesmo quando aquele excesso de condensação exige umas conexões semânticas meio forçadas, é na frase que Adriana Lisboa consegue se aproximar da delicadeza de Matsuo Basho.
Profile Image for Thatiane.
30 reviews
May 30, 2025
Narrativa fragmentada e com várias perspectivas. Demorei um pouco pra entender de qual personagem era cada parte, mas depois que situei, fluiu bem. Acho que o tema central é a viagem. Viagem espacial, de um lugar pra outro, e viagem psicológica, no sentido sentimental, de cura, de recuperação do término de uma relação e do luto. Uma linguagem poética que traz uma beleza pra narrativa, apesar de ter achado profundamente triste.
Profile Image for Camila Vilela De Holanda.
190 reviews11 followers
January 2, 2025
A prosa igualmente inteligente, delicada e estética de Adriana Lisboa é sempre uma experiência pros olhos, pro sentir, pras mãos. É têxtil. Traça o que sentimos na teia de quem somos. Gentilmente nos obrigada a sentir as camadas do texto nas tessituras que há em nós. Experimente, é saborear palavras com gosto de caquis, sal e neve.
Profile Image for Bella.
13 reviews
October 30, 2025
Não me encantou muito, apesar de ser curtinho a leitura me cansou. Gostei apenas de Celina e as minhas partes favoritas do livro foram relacionadas a ela e à sua dor. A relação com o Bosho e a viagem entre Tokyo e Kyoto me cativou pela paisagem descrita pelos personagens, mas algo faltou nesse livro, não sei dizer.

Lido para a disciplina de Literatura Contemporânea Brasileira
Profile Image for Leticia .
79 reviews1 follower
July 17, 2020
Escrita bonita apesar de um tanto repetitiva. Além disso, em diversos momentos não é claro qual ponto de vista estamos lendo. Em geral, é um livro poético, mas deixa a impressão de desorganizado.
Profile Image for gabrielle santana.
54 reviews3 followers
April 18, 2024
reflexões maravilhosas, muita identificação, mas não me cativou como literatura, não me mudou significativamente
Profile Image for Owen.
82 reviews35 followers
August 22, 2012
I'm really not sure what to say about this book. It's not like it's a godawfully written, painful experience (as was one other book I recently read as an award judge); it's just so completely not my thing. And it's my contention that good work can convince any reader of its merit, however distant from that reader's aesthetic "comfort zone."

Haruki is a Brazilian illustrator; he's completely Brazilian, knows no Japanese, nothing about Japan. And yet he's been asked to illustrate a new translation of Basho's haiku/travel journal Saga nikki. He gets a copy of the Japanese text to get a "sense" of it, a woman in the Rio subway gets curious and asks him about the book, they have coffee and dinner together, and he invites her to come with him to Japan for research. She does. They don't sleep together; they hardly even talk. Celina stays in Kyoto while Haruki goes off to Tokyo. They both visit sites associated with Basho. At the end of the novel, he comes back to Kyoto.

It's told through third-person narration (close to either Haruki or Celina) and excerpts from three journals: Haruki's, Celina's, and Basho's. The journals are full of scenery and descriptions that are oblique at best; the narration, even when it privileges us with a character's thoughts, is composed largely of gaps, omissions, silences.

Celina is at first described only through her memories of her time with someone named Marco. We gradually learn—traveling backwards through her memory of his hands on her body, the day they met, times they spent together—that they are no longer together, that Celina made the break, that they had a daughter named Alice, that Alice died in a car crash when Marco was driving and then Celina broke it off with him.

Haruki is similarly unable to think about someone. Between the lines of his journal entries and the narrative sections, we learn that her name is Yukiko, that she's Basho's translator, that she's married and had an affair with Haruki which she ended a year ago, that he liked to draw her, that she suggested him to her publisher as the illustrator for this edition. I think there's also something there about knowing vs. not knowing the language of your heritage, maybe expression in language vs. drawing, but it's too ethereally expressed.

I don't know what we learn about Basho.

Normally I wouldn't have the least patience with this sort of indirection and "poetic" delicacy, but I kept it up because I was reading this for an award jury. I knew the obliqueness and compression was part of the point—the novel is framed around haiku, after all—but I just couldn't compile it into any kind of coherent sense of the characters and their feelings. The backwards sequence of revelations felt fundamentally dishonest; I don't think people really, literally "cannot bear to think about" the painful episodes in their lives unless they've resulted in some real, literal mental illness (like PTSD). Instead, this felt like coy nostalgia, a kind of narrative flirtation with the reader—one that fails.

I should also comment on the translation. I read the entire book in English and a good chunk in Portuguese, precisely for the purpose of judging the translation. On a macro scale the things I have trouble with were present in the original. But on the small scale I was tripped up several times by the translator's choices in English; here's a selection:
p 29: "Lagoa, the lagoon in Rio": why give its Portuguese name, which simply means the English word, when it will never be referred to again?
p 30: "excluded only myself": the chronic hypercorrection—should be "me"
p 50: "lived her days out": why not "lived out her days," which is much easier to parse?
p 56: "where no one has tread": the past participle is "trod"
p 61: "we take outside with us the sweets": this sounds like the sort of convoluted syntax in which amateur translation from the German results
p 69: "abysm" instead of the much more common equivalent "abyss"

... Enough. Clearly some people (Brazilian readers, the people who published the US edition) find more value in Lisboa's poetic language than I do. I probably shouldn't have been asked to judge this book. (I requested only fiction, no poetry, and indeed I got fiction. Just a very poetic variety of it.) But if it had been well-enough done and well-enough translated, I think I could've learned to appreciate it. Maybe not enough to choose it for the prize, but enough, perhaps, that I wouldn't have felt like I had to drag myself through the last half of what is really a very short book.
29 reviews
October 9, 2012
Loved this beautiful story. Although I originally read it in Portuguese, I recently re-read it in English. I was impressed by the translation, as a book so poetic is usually botched in translation. Fortunately for the author, the translation was excellent and captured the evocative story. So, if you like reads that are interesting and challenging, this book is for you. M. James Oregon
Profile Image for Isabel.
313 reviews46 followers
July 1, 2016
"Essa é a verdade da viagem. Eu não sabia.
A viagem nos ensina algumas coisas. Que a vida é o caminho e não o ponto fixo no espaço. Que nós somos como a passagem dos dias e dos meses e dos anos, como num diário de viagem, e aquilo que possuímos de fato, nosso único bem, é a capacidade de locomoção. É o talento para viajar."
Profile Image for Fernando Gonzalez.
2 reviews5 followers
March 27, 2015
Reading Adriana Lisboa often feels like being suspended on a cotton candy-like haze while a group of deep and lovable characters parade and float around you. Rakushisha's prose is so delicate it should be read aloud in a soothing voice.
Profile Image for Thais Lipps.
2 reviews9 followers
October 6, 2012
The author transports us to Japan with her peculiar extreme sensibility. I really like it.
Profile Image for Breno Filo.
72 reviews3 followers
July 27, 2016
"E se for preciso assumir a fragilidade de nós mesmos na fragilidade daquilo que somos juntos? Viajantes?" ~ Que livro...
Displaying 1 - 25 of 25 reviews

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