Os anos que se seguiram à abdicação do primeiro imperador foram anos de ação, de reação e de transação. Foram também anos relevantes, de revoltas, rebeliões e insurreições negras; de sonhos frustrados e de intenções transformadas em ações vitoriosas. Este trabalho procura captar, ao menos em parte, as trajetórias daqueles que viveram esse tempo singular: o Tempo Saquarema. Ele resulta das questões que foram selecionadas e traduzidas sob a forma de objetivos, isto é, as questões referentes ao Estado imperial, à classe sensorial e aos dirigentes saquaremas, como construção historicamente determinada, e não como noções e conceitos previamente dados.
Possui graduação em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1965) e doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo (1985). Atualmente é Professor Associado da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil.
O Tempo Saquarema é um estudo em profundidade sobre o período em que os Saquaremas controlaram a formação da nação brasileira.
Os aspectos abordados são sobretudo políticos, embora o autor mencione a economia (como não podia deixar de ser) e a cultura. O destaque fica para a apresentação do modelo do primeiro sistema de ensino do país, e como ele atuou como instrumento para a reprodução do modelo social preferido pelos seus dirigentes.
Não é um texto fácil ou para leigos, contudo. A leitura é rica, embora seca e pode exigir mais do que um pouco de atenção para acompanhar as reviravoltas que traz.