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Gestão de Plataformas e APIs: Estratégia e discovery para product managers não técnicos

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Se você é Product Manager e está diante do desafio de gerenciar uma plataforma/API, este livro é o guia de que você precisa para transformar recursos técnicos em recursos estratégicos. Uma gestão correta de plataformas gera valor aderente à estratégia da empresa, reduz riscos, custos e time-to-market para lançamentos de produtos aos clientes finais. Amplie seu repertório como PM e alcance resultados APIs que atendem às necessidades dos times internos e resolvem problemas de negócio, alinhadas aos objetivos e com o apoio da alta gestão.

Neste livro, Sheila Chang apresenta uma abordagem prática e rica em exemplos reais de como aplicar conceitos e ferramentas comuns da gestão de produtos para gerenciar plataformas e APIs. Você aprenderá a demonstrar valor aos stakeholders internos, alinhar a plataforma à estratégia da empresa, estabelecer métricas de sucesso e monitorar a saúde do produto. O livro explora desde técnicas de discovery e ideação até a prototipação e o teste de usabilidade de API, guiando você por todas as etapas do ciclo de desenvolvimento da plataforma, seja para lançar uma nova solução ou para aplicar melhorias a uma já existente.

"Se tivéssemos o livro que você tem em mãos agora, resolveríamos nosso problema em questão de semanas." — Joca Torres

444 pages, Kindle Edition

Published September 23, 2024

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Sheila Chang

2 books

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Displaying 1 - 2 of 2 reviews
Profile Image for Cláudio Luz.
11 reviews2 followers
November 25, 2024
Livro obrigatório para PMs não técnicos que estejam indo se aventurar em gestão de plataformas. Gostei do conteúdo do livro e da honestidade/ousadia da Sheila em questionar alguns autores famosos na hora de propor suas ideias. Senti falta de uma reflexão sobre a parte admin de uma plataforma, sobre como tratar no contexto do que o livro propõe. E o que ela ensina no livro sobre APIs na verdade se aplica a qualquer micro serviço de tecnologia, que nem sempre são plataformas. Vou usar o lean canvas modificado que ela propõe. Recomendo a leitura do livro.
Profile Image for Raphael Donaire.
Author 2 books37 followers
January 30, 2025
Se você trabalha em uma organização que depende de canais digitais para os seus serviços, é muito provável que já tenha se deparado com alguma discussão sobre plataformas. Em linhas gerais, as organizações buscam uma agenda de plataformização com a intenção de gerar um ganho de eficiência a partir de um domínio de negócio que seja extensível para ser utilizado por outras aplicações ao longo das jornadas de quem é cliente. Especialmente em organizações que lidam com milhões de transações por minuto, atributos como performance, qualidade e confiabilidade são considerados requisitos essenciais para que o modelo de negócio aconteça e a organização possa gerar receitas sem aumentar descontroladamente os seus custos.

Foi com esse enredo que Sheila Chang publicou, em 2024, o livro "Gestão de Plataformas e APIs" pela editora Casa do Código. Utilizando a experiência que teve gerenciando a evolução de uma plataforma de gestão de pedidos, Sheila apresenta um conjunto de práticas e conceitos úteis para a estruturação de uma plataforma.

Alguns pontos que me chamaram a atenção na leitura foram:

- O uso do Lean Canvas para articular situação -> problema -> proposta de valor -> solução -> necessidade de quem é cliente em um contexto onde o produto/canal digital não possui uma interação direta com usuárias e clientes.

- Quando uma empresa investe na construção e manutenção de uma plataforma, ela busca: reduzir o tempo de resposta ao mercado para o lançamento de novos produtos e serviços (expansão e diversificação de portfólio); reduzir custos, seja para construir novas soluções, seja no consumo de infraestrutura tecnológica; reduzir riscos financeiros, de credibilidade e até mesmo regulatórios.

- Para pessoas que não vieram do universo do desenvolvimento, o livro é uma fonte de expansão de repertório técnico, ao trazer uma série de definições para questões como tipos de API (pública, privada e de parceiros), tipos de comunicação (síncrona ou assíncrona), métodos de requisições no protocolo HTTP (GET e POST), códigos para interpretar o retorno de uma requisição. Além disso, o livro tem uma sessão dedicada a apresentar como desenvolver e testar APIs.

- Os diferentes papéis existentes dentro de uma equipe de plataforma. Especialmente para quem está começando uma equipe do zero ou tem dificuldades em estabelecer papéis e responsabilidades, o livro apresenta algumas dicas. Ainda sobre os papéis, pessoalmente, eu não conhecia o API Designer, dado que nas minhas experiências, quem era responsável por pensar, desenhar e modelar as APIs foram pessoas arquitetas.

- As principais dores dos usuários finais das plataformas estão em disponibilidade, performance e segurança. É preciso pensar em estratégias para promover a plataforma e facilitar a sua adoção.

- Existe um desafio ao definir métricas para plataformas, as pessoas tendem a atribuir métricas que não correspondem ao que está sob controle da equipe da plataforma. Eu vivi um exemplo desse desafio ao trabalhar com a equipe responsável por criar uma plataforma de gestão de dívidas de clientes que era usada pelos produtos de empréstimo e cartão crédito. No final do dia, a equipe “suportava” os produtos mas não tinha como impactar diretamente o número de crédito ofertado ou a redução de inadimplência. No livro, Sheila recomenda algumas métricas que estão mais no domínio da equipe de plataformas como, número de chaves de API criadas, erros por minuto, número de chamadas da API por minuto, consumo de CPU, latência, consumo de memória, somatório das receitas geradas pelas aplicações integradas na plataforma.

- Existe uma área do livro dedicada ao fluxo de descoberta de plataformas e Sheila demonstra técnicas para se aprofundar no problema e pensar em uma solução de plataforma a partir das etapas de empatia, definição, ideação, prototipação e teste.

- Caso você esteja chegando em um ambiente de plataformas, existem um checklist de perguntas sobre o contexto que podem ser matadoras para acelerar o seu aprendizado: (i)A qual segmento de mercado a empresa atende?; (ii) Quais são os produtos e o público-alvo de cada um deles?; (iii) Como a empresa está organizada?; (iv) Quais unidades de negócios a empresa tem e quais delas a plataforma?; (v) Em qual parte do ecossistema a plataforma está inserida?; (vi) O que a plataforma faz?; (vii) Quais equipes utilizam a plataforma?; (viii) Quais problemas ou fragilidades a plataforma apresenta?; (ix) O que já foi descoberto pela equipe?; (x) Como a equipe está organizada? Quais são os papéis e responsabilidades?; (xi) Qual é o modelo de trabalho da equipe (rituais)?; (xii) O que a equipe vem fazendo que está bom? O que é preciso melhorar?; (xiii) Qual é a visão da plataforma? Existe alguma estratégia?; (xiv) Existem atrasos nas entregas alinhadas com outras equipes?

Em 2024, tive a oportunidade de me aproximar de um grupo de equipes de plataformas, mais especificamente das que oferecem o núcleo de uma operação bancária (pagamentos, crédito, processamento de transações, emissão de cartões de débito e crédito). A missão dessas equipes era habilitar a criação de novos produtos, otimizar a operação dos produtos existentes (ex: garantir o atendimento aos requisitos regulatórios) e reduzir o tempo de lançamento para novos mercados e segmentos de clientes.

Ao longo dessa experiência, interagi com algumas lideranças, e uma crença que observei neste grupo era: é preciso investir em plataformização para aumentar a produtividade, evitar desperdícios e garantir consistência nos comportamentos dos produtos e na integridade dos dados. Mas será que isso é realmente verdade?

Quando o design das plataformas não é bem feito — seja por um excesso de responsabilidades atribuídas ou pela transformação da plataforma em um grande monólito — surgem conflitos na base de código, aumentando o tempo das equipes para identificar problemas e elevando as chances de falhas serem introduzidas. Isso resulta em baixa qualidade. Em outras palavras, plataformas mal arquitetadas tendem a reduzir a produtividade.

Sob a perspectiva das usuárias, indisponibilidade e lentidão também são indicadores de baixa qualidade. Esses problemas aumentam os custos de manutenção e limitam a capacidade da organização de testar novos produtos e serviços, comprometendo sua agilidade.

O livro da Sheila e a minha experiência mostram que a agenda de plataformização é um investimento de longo prazo e deve levar em consideração o estágio da organização (não faz sentido plataformizar uma empresa que ainda nem tem clientes pagantes do seu produto). Para que as plataformas promovam ambientes produtivos, é essencial que traduzam um domínio de negócio em serviços replicáveis, escaláveis e fáceis de consumir.
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