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Culto às Máquinas (Syntagma Livro 2)

Culto às Máquinas continua a história de Fim das Religiões.

Saturno, em seu novo lar, precisa lidar com traumas e a incerteza sobre o futuro. Pedro, do outro lado do continente, tenta se adaptar à sua nova condição — o conhecimento lhe deu um poder que nunca esperou. Enquanto isso, Vivet, a maior cidade do mundo, enfrenta desafios políticos e sociais. Já Belalux, a capital do Império Solar, se prepara para um grande conflito. Estaria a Fronteira Vermelha preparada?

Uma sombra densa paira sobre o mundo da autoespécie.

670 pages, Kindle Edition

Published October 18, 2024

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About the author

L.Z.X. Maia

3 books13 followers
L. Z. X. Maia é manauara, graduado em economia pela Universidade Federal do Amazonas. Apesar da formação, sempre foi um amante da literatura. Tem como influências Machado de Assis, Dostoievski, Nietzsche, George R.R. Martin, Ursula le Guin e Asimov. Leitor de fantasia e grandes clássicos, gosta de navegar entre o mágico e a escuridão sólida da alma.

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1 review
April 25, 2025
Uma leitura que prende do início ao fim. Não tem um capítulo que a gente queira dar uma pausa por estar lento ou chato, é um capítulo mais intenso e incrível que o outro. Personagens, os eventos, tudo te envolve de uma forma surreal. Simplesmente sensacional!
Profile Image for Rick Batista.
Author 5 books4 followers
September 29, 2025
Seguidor do Syntagma

“Fechou os olhos e refletiu. É na morte que toda crença nasce.” O Luan é um desses raros escritores independentes que não apenas é bom, mas cuja obra precisa ser propagada aos quatro ventos, e cujo talento merece ser preservado numa realidade virtual que lhe permita continuar escrevendo pelos séculos dos séculos, amém.

Li Fim das Religiões há três meses e não resisti em me aventurar pela continuação, que não deixa a peteca cair após o clímax do primeiro livro. Aleph ama Ômega, e através dele conhecemos intimamente Ivan e a Superconsciência, que está longe de ser o pesadelo sem individualidade que antes parecia. Já Ieyasu ama a Imperatriz Margàux, e através dele conhecemos a governante e seu império militar de conquista e ambição infinita. O amor Fati belaluxiano e sua vontade de poder/potência (Nietzsche amaria muita coisa nesse povo) tornam o simulacionismo uma visão de mundo tão respeitável quanto a dos memoriadores vivetianos. Como terceiro membro dessa tríade de protagonistas, temos o retorno de uma personagem muito divertida, e que pode se revelar ainda mais importante na conclusão da obra.

Mas nem só de memoriadores vive essa história. Nossos humanos retornam meses após a conclusão do primeiro livro, mais adaptados, experientes e influentes. Pedro, a pedra sobre a qual se ergue a nova Igreja, busca compreender sua missão, enquanto se torna uma força religiosa e militar respeitável. Já Saturno/Eva prossegue inconstante e perdida, talvez com medo de condenar a humanidade (humana ou pós-humana) novamente ao erro. Em meio a todos esses dramas humanos, demasiadamente humanos, a voz dos robotas se faz ouvir através de Vosima. Profecias e planos são postos à prova, enquanto traições, manipulações, revoltas e fanatismo ditam o ritmo de uma trama cuja grande revelação pode ser tudo, menos previsível.

Culto às Máquinas se revela, assim, uma excelente continuação de Fim das Religiões — o tipo de parte 2 que qualquer trilogia merece. Sigo desde já no aguardo da conclusão dessa obra, detestando Ieyasu por 60% do livro, torcendo por Aleph e apaixonado pela Margàux.

Amei o livro. Sem mais.

“Amar a vida é aceitá-la como ela é.”
Profile Image for Jackson Nascimento.
9 reviews
April 4, 2026
Foram 30 dias de muitas emoções, de reviravoltas e certa tristeza em perceber a ingenuidade que tenho como um ateu convicto!

Luan consegue explorar exatamente este ponto, a ingenuidade humana que, sem querer, produz ignorância e sofrimento.

Em Fim das Religiões, Luan nos apresenta um mundo utópico maravilhoso, o melhor em nível tecnológico, ambiental, auto determinação, soberania dos povos e uma forma aperfeiçoada do Positivismo de Algust Comte em que tudo é regido por uma lei inerrante, a base da consciência dos Memoriadores, um sistema milimetricamente calculado que, ao contrário do Positivismo que ignora os desejos individuais, a Lei das IAs conserva tanto o individual para que caiba no coletivo, é lindo.

Pois muito que bem!

Em culto às maquinas o Jogo muda de figura. Aqui sim encontramos uma distopia melancolica desencadeada por vontade de poder.
Há entre as maiores nações deste mundo uma aliança objetiva entre elas, um inimigo em comum, Ômega!

Ômega é um único ser, com vontades próprias, mas comandado por Ivan, um memoriador que construiu sua nação de centenas de milhares de membros autônomos a partir dele mesmo (é difícil de explicar, mas é isso, tem que ler pra entender), mas que no fim não é o vilão da história, é um excluído e estigmatizado, meio que uma lenda urbana. Talvez o ser mais humano até aqui.

A aparição dos humanos no mundo, a teologia como bússola moral, as conversões de seres ignóbeis como Robotas e Estranhos, e as movimentações militares que destruíram a utopia de antes, tomam um rumo surpreendente.

Cada uma dessas questẽs foram muito bem elaboradas e está a ser respondida, subjetiva e objetivamente, em cada página deste livro. É nesse ponto que admito minha ignorância e inocência, Luan deixa subentendido o conceito de "EX NIHILO NIHIL FIT" nada vem do nada, tudo pode ser explicado , mesmo que não haja precedente ou lógica.

Termino este livro novamente com o coração na boca e um pouco melancólico pois, como disse na última resenha de Fim das Religiões, me apeguei demais aos personagens e àquele mundo.

Ansioso por Deus do Nada.
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