Com texto de apresentação do padre Bessa, Maria é a nova edição da biografia definitiva sobre uma das mulheres mais importantes da história, do autor com mais de 1 milhão de exemplares vendidos Rodrigo Alvarez.
Há uma história antes e depois de Maria. A partir de uma grande investigação jornalística e colocando em perspectiva 2 mil anos de narrativas, Rodrigo Alvarez compõe as diversas facetas da mulher – virgem, mãe, santa – que deu à luz o homem que mudaria os rumos da humanidade.
Apesar do papel fundamental na religião, pouco é revelado sobre Maria nos evangelhos e relatos bíblicos; no entanto, sem ela é impossível contar a história do início do cristianismo. Com base em textos apócrifos e registros históricos dos últimos milênios, Alvarez reconstitui a infância de Maria e seu casamento com José, a visita do anjo Gabriel e a controvertida gravidez, a fuga para o Egito e a criação de Jesus, sua morte e santificação, os milagres em Guadalupe e a aparição em Fátima, os embates e os ataques infligidos a sua figura até a imagem de barro escuro que a tornou padroeira do Brasil.
Em episódios como o da freira que indicou o suposto local de sua morte e a imperatriz que a fez se tornar conhecida como Mãe de Deus, o autor costura os detalhes da relevância de Maria além da religião, como uma figura histórica de grande importância e sobre quem ainda se sabe tão pouco.
Com uma rigorosa pesquisa baseada em extensas fontes e recentes descobertas arqueológicas e com o rigor jornalístico característico da obra de Rodrigo Alvarez, Maria é uma biografia definitiva sobre uma das mulheres mais importantes da história.
“Foi depois que Maria morreu que milagres começaram a ser atribuídos à sua vontade de ouvir as preces e encaminhá-las a Deus. E este livro que você acaba de comprar, ou ganhar de presente, ou que talvez tenha pedido emprestado a um amigo ou parente, enfim, este livro que você está lendo ainda guarda dois milênios de histórias curiosas, chocantes, controvertidas, irritantes, sangrentas e, certamente, também milagrosas.”
"A obra de Rodrigo Alvarez sempre traz informações que são fruto não só do seu talento como escritor, mas da sua curiosidade jornalística. São informações valiosas e enriquecedoras. O leitor vai se surpreender." – Ana Maria Braga
"Lendo este livro, percebi que o Rodrigo transformou estas páginas em 'telhados' onde são lançadas sementes do Reino através da vida da Virgem Maria." – Padre Bessa
“Sem sorte, melhor nem sair de casa”, costuma dizer Rodrigo Alvarez. O acaso pode até ter sido generoso com o repórter no início de sua carreira, mas de pouco adiantaria isso não fosse também sua iniciativa e ousadia – e ele também foi um dos jornalistas de TV que mais souberam usar a seu favor as novas tecnologias digitais. Rodrigo Nascimento Alvarez nasceu em 8 de junho de 1974, no Rio de Janeiro. Formou-se em jornalismo pela PUC e fez pós-graduação em negócios no IBMEC. Sua ideia quando entrou para a faculdade, porém, era ser escritor; até o sexto período, quando colegas de faculdade o convenceram a fazer uma prova para a Globo News, que estava para ser inaugurada. “Eu não queria, mas elas insistiram muito. E no fim do longo processo de seleção, acabei passando. Passaram sete pessoas de fora da Globo”, conta.
Alvarez foi contratado como editor de imagens pouco antes de a nova emissora entrar no ar, no dia 15 de outubro de 1996. Exerceu a função até 1999, no Jornal das Dez, quando virou repórter da madrugada e deu o seu primeiro furo – durante a realização da Cimeira do Rio de Janeiro, que reuniu Chefes de Estado da América Latina, Caribe e União Europeia. “Eu dei a sorte de entrevistar Fidel Castro. Ele estava no hotel com o Hugo Chávez, que ninguém conhecia direito na época, e só eu e um repórter argentino ficamos esperando até ele sair do quarto, às 5h. Ficamos meia hora entrevistando o Fidel. Acabou que entrou no Jornal Nacional”. Era a primeira vez que Cuba participava deste tipo de encontro.
No ano seguinte, o repórter vendeu seu carro e comprou uma câmera, foi para a Califórnia durante as suas férias e produziu, sozinho, uma série de reportagens sobre o Vale do Silício. “Entrevistei 30 daqueles jovens que criavam empresas de internet, inclusive os fundadores do Google, quando eles não eram conhecidos. Pouco depois, a Bolsa Nasdaq entrou em crise, foi a semana da bolha da internet. Então, o meu material se tornou atualíssimo”, lembra.
Ainda no Jornal das Dez, registrou o naufrágio da plataforma P36 da Petrobras, em Macaé, no Rio de Janeiro, em 2001. “A Globo News foi a única televisão que gravou as imagens, que depois foram para o mundo. Na época, disseram que era o único registro de uma plataforma afundando em alto-mar que já tinha sido feito”. Novamente, viajou sozinho, na virada de 2001 para 2002, desta vez à Europa, para produzir uma série de reportagens sobre a implantação do Euro. “Acompanhei a chegada das notas e das moedas, fisicamente, a Portugal, Alemanha e Itália. Na virada do ano, eu estava em Berlim e entrei ao vivo, por telefone, no Jornal das Dez, contando como os alemães haviam recebido a nova moeda”. A partir daí, especializou-se de vez em reportagens internacionais; logo depois, fez parte da equipe da emissora que cobriu a Copa do Mundo do Japão e da Coreia do Sul, em 2002.
Em 2006, tornou-se correspondente da Globo em Nova York. Sua primeira grande cobertura foi a do massacre na Universidade de Virgínia, em abril de 2007, quando o estudante Cho Seung-Hui matou 32 pessoas e se suicidou. O repórter e o cinegrafista Orlando Moreira foram os primeiros a entrar com uma câmera escondida no dormitório onde os crimes haviam ocorrido. Para o Jornal da Globo, fez uma série de reportagens sobre a fronteira do México com os Estados Unidos. “Foi no momento em que estava se construindo o muro entre os dois países. O México estava começando a ficar violento, roubaram nossa câmera”, conta. Depois, foi para a Califórnia. “Eu sempre busquei a possibilidade de fazer as coisas de maneira mais independente do padrão. E acabou que lá eu me fixei no Fantástico. Acho que o perfil de repórter que tenho hoje se consolidou na Califórnia”, diz.
Durante a cobertura das eleições americanas de 2008, ele e o cinegrafista Sérgio Telles viajaram pelo país de carro, percorrendo 18 estados, um por dia. “O objetivo era mostrar o que americanos diferentes pensavam das eleições. Fomos a uma cidade fantasma em Nevada que