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45 Anos de Luta pela Democracia Sindical: Reflexões de um Militante

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A perspetiva de um homem no meio da guerra entre os sindicatos clandestinos e o Estado durante o Estado Novo. Este livro conta a história do trajeto dos sindicatos e de como lutavam e navegavam durante a repressão violenta e repressora do Estado Novo.

156 pages, Paperback

Published January 1, 1979

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Edmundo Pedro

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Profile Image for Luis Almeida.
20 reviews
May 2, 2025
"Revolucionário, no sentido nobre do termo, é aquele que tem a coragem de procurar ansiosamente tudo o que pode efectivamente servir a dignificação dos trabalhadores, em todos os planos, lutando lúcida e responsavelmente pelos seus legítimos direitos dentro de uma perspectiva realista, de modo, a que cada passo dado no sentido da sua emancipação, em todos os planos, seja, na verdade, um passo irreversível - e que não receia, seguro como está de justeza da sua posição, arrostar com as calúnias dos pseudo-revolucionários que frequentemente conduzem os trabalhadores ao caminho da derrota, já que subordinam as suas posições à conservação de uma falsa imagem, que não passa as mais das vezes de puro oportunismo - ou então são condicionados no seu julgamento, tornando os trabalhadores vítimas da sua própria debilidade ideológica. E revolucionário é ainda - e sobretudo - aquele que está disposto aos maiores sacrifícios prol das suas ideias - e não os que deles procuraram tirar qualquer proveito individual."

Este livro definitivamente voltou a ativar o sentido da social democracia de um Luis de 18 anos. Apesar do mano ser do PS, é claramente com um intuito muito nobre e honesto na sua posição pro-trabalhadora. A sua tese principal é anti-CGTP/Intersindical estando em prol de um movimento de anarco-sindicalismo ou de unidade sindical. E é claro, isto tudo vem sempre da defesa da democracia liberal, o que, honestamente, foi uma das melhores defesas da democracia liberal que já vi, tendo em conta a perspetiva sindical. O direito dos trabalhadores reivindicarem aquilo que querem e que sentem que merecem ao invés de serem colocados num lugar em que não têm poder, sendo "dirigidos" por oficiais aos quais pouco se importam para os interesses do operários, foi um pouco iluminativa já que conheço outros "aparelhos do Estado" que funcionam exatamente assim. Ele é tão contra a unicidade sindical que ele até diz que no Capitalismo os trabalhadores estão melhor, porque pelo menos os trabalhadores ainda se podem defender, enquanto que na alternativa eles são apenas aparelhos do Estado aos quais não podem lutar contra. "Como é que a classe se pode virar contra a classe?" O engraçado foi aqui o senhor Edmundo descrever certas práticas que eu próprio já vi acontecerem ainda esta década. Atenção que este livro é de 1979. Amei este livro 10/10
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