Descubra as reflexões intemporais de um imperador romano em "Pensamentos para mim mesmo", uma obra magistral da literaturafilosófica que ainda inspira nos dias de hoje. Siga o percurso de Marco Aurélio, um líder estoico e sábio que guiou o Império Romano através de tempos conturbados, enquanto buscava compreender as questões mais profundas da existência humana. Este livro é um convite à reflexão para aqueles que procuram viver com sabedoria e virtude, e encontrar a paz interior em um mundo muitas vezes caótico. Adquira "Pensamentos para mim mesmo" agora e permita que Marco Aurélio o guie em direção a uma vida mais plena e significativa.
Marco Aurélio nasceu em Roma no ano 121. Foi educado por preceptores e adotou o estoicismo desde muito cedo. Foi nomeado césar aos 18 anos, cônsul aos 19 imperador aos 40, morrendo 19 anos mais tarde, com 59 anos. Para além de um grande número de cartas, este livro, escrito durante os últimos anos da sua vida, é a única obra que dele se conhece, mas vale por muitas! Segundo a nota de abertura da edição que li, o título do original, que foi escrito em grego, equivaleria a algo como “Para Mim Mesmo” tratando-se de uma série de anotações que só viriam a ser publicadas em 1559.
Apesar de a tradução não me ter agradado por aí além, por estar cheia de ditos e expressões populares que destoam muito da linguagem usada no resto do texto e por vezes soam mesmo descabidas, gostei bastante deste livro e hei-de procurar outra versão, porque houve partes cujo sentido não consegui entender. Ainda assim, cheguei ao fim com o livro bastante sublinhado. Abaixo fica uma pequena amostra.
Nada mais lamentável que o homem que dá a volta ao mundo, que perscruta, como diz o poeta, as “profundezas da terra”, que busca saber por conjeturas o que se passa na alma do próximo sem se aperceber que lhe bastaria estar atento ao deus que nele habita e prestar-lhe um culto sincero.
Há quem procure lugares de retiro no campo, na praia, na montanha; e acontece-te também desejar estas coisas em grau subido. Mas tudo isto revela uma grande simplicidade de espírito, porque podemos, sempre que assim o quisermos, encontrar retiro em nós mesmos.
Que euforia nos vem de não olhar ao que o vizinho diz, faz ou pensa, mas somente ao que fazemos, a fim de a ação ser justa, santa e de modo geral conforme ao bem. Não te prendas aos que têm maus costumes, mas corre direito à meta, sem olhar a uma banda e a outra.
Quando a pressão das circunstâncias te deixar como desamparado, entra em ti sem tardança e não percas a mesura por mais tempo que o que convém. Serás tanto mais senhor da harmonia quanto mais frequentemente a ti voltares.
Se um facto exterior te causa aflição, não é ele que produz essa perturbação, é o juízo que formulas sobre ele. Mas tal juízo, de ti depende eliminá-lo num segundo. Se o que te aflige é algo atinente à tua disposição de espírito, quem te impede de corrigir a tua maneira de ver? Da mesma forma que te apoquentas por não realizar o desígnio que se te afigura racional, porque não redobrar de esforços para o executar, a não andar para aí a gemer? – É que alguma coisa de mais forte do que eu me barra o caminho. – Pois não te aflijas, nesse caso, a culpa não é tua se não fazes o que planeaste.