E assim como nascem os tijolos do meio do Massapê, nascem também muitas das crônicas que ele divide com o leitor. Muitas narrativas são biográficas, existindo sempre um confronto entre o passado, às vezes dolorido, e um presente quase surreal. Como se à mesa fosse servido um glamouroso chá das cinco, com um cuscuz artesanal, convidando o leitor a ousar nos sabores.
É assim também que o menino-poeta, que leva flores da Grécia para uma amiga do outro lado do oceano, pode ser descrito, lido, visto, desenhado. Wan, o tempo inteiro, está dizendo ao leitor: provai-me!
E é com esta provocação que ele nos instiga a aceitar o convite ao banquete que é seu livro. O título é instigante e tem a mesma intensidade de quem o escreveu.
Primeiro livro do autor, Provai-me, é uma coletânea de textos que te vai prender em torno da mesa do banquete, da primeira à última letra.