Uma salada poética mal temperada onde se despe a virtude à poesia. Remexe-se nas entranhas de quem lê a partir das vísceras de quem escreve. Uma espiral que se transforma numa reta será sempre uma reta a transformar-se numa espiral. São alucinações oníricas como esta que nos fazem viajar por palavras regurgitadas (in)conscientemente.
Sem Tempero é um exercício de estilo de um autor já conhecido pelos êxitos alcançados com as suas obras anteriores.
Nesta obra, o exercício de estilo é vertiginoso, com um jogo de palavras coerentes e precisas, num jogo de escrita fulgurante.
Gabriel Gomes escreve assim: "… Com um fim sem finito final finalizado/começo por começar num começo começado/falando por falar falarei do que falo…".
Viseu, em 1996. Licenciado em Teatro – Atores pela Escola Superior de Teatro e Cinema. Mestre em Escrita Criativa pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Estreou-se em 2010 no Teatro Viriato (Viseu). Já foi dirigido por Graeme Pulleyn, Márcio Meirelles, Giacomo Scalisi, John Romão, José Maria Vieira Mendes e António Durães. Fundou a companhia de teatro Ardemente. Trabalhou com a companhia Mochos no Telhado e com o Aquilo Teatro da Guarda. Escreveu textos dramáticos para o projeto K Cena (Teatro Viriato) e NOVe (Cem Palcos). Autor do argumento original “SUSPIRO”, do projeto short/age. Publicou em livro as obras “Éramos Nós, Uma Arma e Nós”, “Antagónico”, “Temporário Eclipse Permanente” e “Sem Tempero”, que apresentou em Portugal, Luxemburgo, Alemanha, Brasil e Estados Unidos da América. Fez dobragens para a Netflix e a Sic K. Coordena regularmente oficinas de teatro e de escrita criativa pelo país e no estrangeiro.