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Je me regarderai dans les yeux

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À dix-sept ans, à l'âge des romans à l'eau de rose, des serments d'amitié et des poèmes de Rimbaud, une jeune fille fume une cigarette à la fenêtre de sa chambre. Cette transgression déclenche la violente fureur de sa mère - puis, comme un envol effaré, la fugue de la narratrice.
Un ultimatum lui est alors posé : elle devra produire un certificat de virginité. L'examen gynécologique forcé sera sa « première fois ».

Comment sortir de l'enfance quand tous les adultes nous trahissent ? Comment aimer quand ceux qui nous aiment nous détruisent ?
Porté par une écriture puissante qui n'oublie ni l'ardeur ni la drôlerie, le récit de Rim Battal dit les premières fois, le désir, la générosité et la force qui président à la naissance d'une femme et d'une écrivaine.

208 pages, Paperback

Published January 8, 2025

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Rim Battal

17 books16 followers

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18 (2%)
1 star
4 (<1%)
Displaying 1 - 30 of 108 reviews
Profile Image for vampirelocale.
124 reviews1 follower
March 8, 2025
alors que j’étais entrain de lire, ma mère m’appelle :
- bonne fête des femmes ma fille
- …des droits de la femmes
- oui bon, t’as reçu des fleurs ?
- non, pourquoi faire ?
- j’sais pas… en Russie en tout cas, c’est toujours une fête agréable !

cette même Russie où les violences domestiques/ conjugales sont dépénalisées car il ne faudrait pas que la justice se mêle à la vie familiale… cette même Russie où toutes les filles avec qui j’ai grandi, sont maintenant mariées avant d’avoir atteint la trentaine, alors même que le taux de divorce y est de 52%… cette Mère Patrie qui n’a de mère que le nom.

alors, comme dirait Rim Battal : « La violence de ma mère est le résultat d'une violence plus grande qu'elle ignore avec application, qu'elle n'est pas prête à regarder en face de peur de s'écrouler, de couler à jamais. Ma mère est déformée par tout un monde maintenu dans l'injustice par un patriarcat imbu de lui-même, un capitalisme égoïste et sourd qui nous mène justement vers un putain d'iceberg. »

je crois qu’il est grand temps, qu’on se regarde toustes dans les yeux.
Profile Image for Selma.
40 reviews1 follower
December 15, 2024
Je suis extrêmement surprise par la plume de l’autrice qui m’a totalement envoûtée. “Je me regarderai dans les yeux” est un roman absolument magnifique et bouleversant sur la condition féminine dans notre société patriarcale où un certificat de virginité conditionne la valeur de la femme.

J’ai lu ce roman d’une traite, probablement entre deux ou trois heures de lecture et je ne peux que me sentir révolter face à la pratique du certificat de virginité qui est encore et malheureusement pratiquée dans certains pays et certaines cultures. Par ailleurs, la représentation de la relation mère/fille m’a personnellement chamboulé: les non-dits, la violence, l’espoir que la génération d’après ne subisse pas ce que l’on a subit tout en perpétuant les traumatismes…

Je ne peux que recommander cette lecture qui devrait être publiée en janvier 2025!
Profile Image for MAPS - Booktube.
1,214 reviews408 followers
Read
December 5, 2025
Ce livre qui sonne davantage comme l’histoire de l’autrice fait aussi mal qu’il est important.

On nous transporte au Maroc où les femmes doivent vivre sous l’autorité parentale et familiale dans des mœurs coercitives, strictes et violentes.

L’histoire de la protagoniste prend aux tripes et est insoutenable a force d’empiler les non-alliés et de subir le contrecoups de la société face à ce qu’elle doit faire pour prouver qu’elle est une fille pure.

La pression sociale est à son apogée, personne ne réfléchit aux raisons derrière les demandes insensées faites aux femmes, et on reproduit des schémas de traumas constamment.

Profile Image for Amanda.
75 reviews6 followers
January 4, 2026
até quando lemos sobre vivências mais "brandas" de sociedades que tentam controlar as mulheres, como no Marrocos, conseguimos perceber que a vida delas é invadida de forma que as marca para sempre. coisas simples, como ir ao ginecologista, não tem o mesmo efeito.
Profile Image for adeline.
405 reviews8 followers
April 13, 2025
une lecture que j'ai fini il y a déjà deux jours mais qui m'a tellement secouée que je n'ai pas pu en faire une review avant. c'est une pure claque littéraire et je vais être incapable de l'oublier d'ici tôt. merci, rim battal !
Profile Image for mad.
135 reviews3 followers
February 20, 2025
une preuve que le français ultramoderne peut être poétique et résonner fort
Profile Image for Paula.
18 reviews
January 2, 2026
Incrível! Li em dois dias. A escrita é envolvente e leve, apesar da temática triste e angustiante. Algo que me chocou foi perceber que o “teste de virgindade” acontecia também aqui no Brasil até pouco tempo - lembrei de amigas que contavam na época do ensino médio que tinham sido levadas pelos pais ao ginecologista para saber se ainda eram virgens.
Na época, não tinha noção do tamanho dessa violência ao corpo feminino.
Espero que possamos cada vez mais nos desfazer dessas amarras do patriarcado.
Profile Image for Iago Araújo.
4 reviews1 follower
January 4, 2026
lido em um dia. me impactou muito ver o nivel de violência e ignorância que ainda existe por aí…
Profile Image for Méline ☀️.
4 reviews
February 9, 2025
Si je m'attendais à ça. Une lecture pleine d'émotions. Je n'ai pas vraiment les mots.
Profile Image for Marina Tommasi.
166 reviews5 followers
December 14, 2025
Me pega muito essas histórias reais, de meninas sofrendo opressão e vivendo em um mundo de regras abusivas e violência. Dolorido acompanhar e uma ótima leitura.
Profile Image for Erich Cavalcanti.
232 reviews3 followers
January 7, 2026
Mais um livro que leio ambientado no Islã. Esse é mais leve (tanto por se curto quanto por não entrar em descrições tão explicitas) do que outros. Acompanhamos a trajetória da protagonista em Marrocos, um ambiente islâmico mas não fundamentalista. Neste livro não senti que a autora coloca o islã como o problema, mas sim a estrutura machista (sustentada inclusive pelas mulheres) como o problema.

Fazendo algumas comparações antes de entrar no livro em si, achei ele mais sincero do que "O livreiro de Cabul"; que é uma história interessante, mas muito contaminada pelos olhos estrangeiros da autora. Ele não é tão visceral quanto Infiel e A cidade do Sol; mas também por não estar descrevendo uma sociedade que sofreu mudanças tão drasticas como as sentidas na Somália e no Afeganistão. A escolha da Rim Battal de fazer uma autoficção é boa por um lado, pois dá mais significado ao sofrimento sentido pelas mulheres, mas a apriosiona por outro lado, pois senti que o fim da trama obrigou-a a colocar uma reconciliação com a família que certamente tem muito mais camadas do que o exposto na obra.

Temos certa brutalidade social, representada na obra principalmente pela família e pelas próprias mulheres da família. Não vemos uma atribuição em primeiro plano ao homens, e isso é interessante para intensificar a ideia de que o machismo estrutural também é sustentado por mulheres. Mas não vemos aqui uma brutalidade completa, ao longo do livro vemos vários momento de convivência entre as normas e o "desrespeito" às normas; contanto que dissume bem o suficiente. É como é dito logo no início:
"Mentir era a norma; mentir era uma estratégia de sobrevivência, a únia maneira de ser um pouco eu mesma sem deixar de atender às expectativas e ao discurso geral, sem ficar fora do grupo." [Pg 16]

Essa mensagem é repetida no contato com a tia. O importante não é ser "certinha", é não ser pego saindo da linha. Isso revela tanto uma sociedade hipócrita quanto uma sociedade que pode estar em vias de transição.

A brutalidade entregue pela mãe ganha uma boa resposta (mentalmente) da filha
" 'Eu te bato, mas não vou deixar ninguém encostar um dedo em você' [...] e eu cada vez que o ouvia, pensava, mas não ousava dizer 'proteja-me de você primeiro, quando você não me bate, ninguém me bate.' " [Pg 30]
"Eu também não queria voltar para casa, preferia morrer na rua a ser espancada e humilhada e ceder. [...] Eu preferia morrer de fome e sede a beijar os pés de quem quer que fosse. Até mesmo de minha mãe" [Pg 66]

Violência, naturalmente, não é a solução ideal. Mas fica parecendo que a mãe não tem a capacidade de se desprender disso. Ela está presa ao conceito de que precisa agir de modo monstruoso. Provavelmente por ter sido criada assim, por ser o jeito que conhece, e por ser profundamente ignorante. Essa imagem da "mãe machista" é re-intensificada mais vezes na história. Ela não ganha uma redenção de fato, mas ganha uma complexificação da personalidade a ponto de sentirmos pena
"Você não sabe? Bem, com a menopausa, a menstruação não está mais presente para fazer uma limpeza profunda e purificar sua vagina todos os meses. Como resultado, ela fica velha e mofada por dentro, como se tivesse parado de viver. É por isso que você não deve continuar a ter relações sexuais, pois ela se torna um ninho de micróbios..." [pg164]
Suas crenças são tão limitantes que ela acredita em coisas absurdas, sem nenhuma base científica e não consegue se desapegar disso.

Uma discussão interessante ao longo do livro é a reflexão para um auto-entendimento e uma tentativa de moldar a própria realidade
"Eu poderia ser totalmente eu mesma em meio a pessoas que eram totalmente elas mesmas e ainda assim sermos uma família? Será que a adesão total à mesma ética, à mesma religião, aos mesmos desejos, era pré condição para o amor?" [Pg 51]
"Mas eu não quero um namorado que me deixaria só porque um amigo lhe contou detalhes de meu passado, sejam eles verdadeiros ou não... Minhas experiências fazem de mim quem eu sou, parte de quem eu sou... Caso contrário, de quem esse rapaz gostaria? Algúem que não seja eu, mas que tenha o mérito de ser casta. Ele não estaria apaixonado por mim, mas por minha virgindade." [Pg 134]
As desilusões com as pessoas ajuda ela a começar a criar o próprio rumo e se afastar da desagradável prisão que a sociedade preparou para a existência dela.

Assim, os pontos chaves para mim neste livro são:
- Islã e machismo estrutural como pano de fundo
- Mãe machista como um elemento central, explicitando o problema social.
- Aceitação pessoal e entendimento pessoal, pensando em uma estrada de auto libertação.

Alguns temas extras surgiram no meio da história. Um sobre a questão do aborto, que introduz uma das imagens mais pesadas da história:
"Tive o cuidado de não perguntar a Hanane o que ela havia feito com aquela "barriga", o que tinha acontecido com ela. Tive medo de ouvir algo que eu ainda não estava preparada para suportar. Muitos bebês são encontrados todos os dias - vivos ou mortos! - em terrenos baldios, em latas de lixo, às vezes entupindo bueiros. Como o aborto é severamente punido pela lei marroquina, 24 bebês são "jogados fora" todos os dias." [Pg 91]

E outro é sobre o personagem El Maati.
El Maati é um homem que tenta se apresentar como gentil. Mas que achei estranho desde do principio, pois vê ela como se tivesse 13 anos. Ele parece um caçador. Que vai fingir ser gentil e que, se tiver a oportunidade, vai se revelar um monstro. E vemos um novo sinal disso quando a protagonista afirma "Eu pude ver claramente que ele estava de olho na minha bunda". Vemos um pouco mais à frente que ela também temia pelo pior cenário "o medo de acabar estuprada quinze vezes por El Maati antes que me prostituísse no pequeno quarto que me havia sido prometido." [Pg 92]
This entire review has been hidden because of spoilers.
Profile Image for Marcus Prado.
2 reviews1 follower
January 9, 2026
Primeira leitura do meu 2026, e já comecei com um soco no estômago. Je me regarderai dans les yeux, da poetisa marroquina Rim Battal, é uma daquelas leituras que te atravessam por dentro: um romance curto, com narrativa simples, mas recheado de camadas simbólicas, sociais e políticas que imploram para serem escavadas.

A história se passa em Marrocos em 2004, o que deduzo pela idade da protagonista (17 anos) e pelos elementos de época: menção ao rei Mohammed VI, celulares Nokia, walkman… E claro, o pano de fundo de um país tentando (aos trancos e barrancos) modernizar suas leis e instituições, enquanto a sociedade ainda opera sob os códigos não ditos (e não reformados) do patriarcado.

O enredo é direto: uma adolescente é acusada de ter “perdido a honra” e forçada a se submeter a um teste de virgindade. A partir disso, acompanhamos a escalada de violência simbólica, psicológica e familiar, que expõe a fragilidade da protagonista e a brutalidade das estruturas que a cercam. Mas é aí que a escrita de Rim Battal surpreende: o enredo simples dá espaço para o mergulho lírico e existencial de uma jovem tentando sobreviver ao trauma e dar sentido ao que lhe acontece.

A narrativa é feita em primeira pessoa, pela Rim adulta, relembrando esse episódio da adolescência. Mas há momentos em que a adolescente toma conta da voz: visceral, intensa, confusa, pulsante. Essa alternância é sutil, mas perceptível. Há duas Rims aqui: a que viveu e a que entendeu. A que sofreu e a que escreve. E a fusão dessas vozes é o que dá potência ao livro.

A linguagem tem uma liricidade que, imagino, no francês original deve ser ainda mais evidente, já que Battal é poetisa de formação. Em português, a tradução mantém bem a tensão entre a brutalidade do conteúdo e a beleza do estilo: frases curtas, carregadas de sensações físicas (sangue, suor, fumaça, espelho…), que marcam o corpo como território político e narrativo.

O que mais me pegou foi o modo como o romance mostra que o patriarcado não precisa da presença constante dos homens para se manter. A mãe é quem aciona a violência, quem reforça os códigos de controle, quem denuncia. Mas o pai, mesmo ausente, está presente no sistema, ao não intervir, ele garante que tudo continue. Ele legitima pelo silêncio. A mãe não é matriarca: ela é instrumento do patriarcado. E isso é uma dor à parte.

Outro ponto de destaque é o uso do espelho como símbolo. O título já entrega: “Eu me olharei em meus olhos” é um gesto de resistência. É deixar de ser vista pelos olhos dos outros (da mãe, da comunidade, do sistema) e começar a se ver como sujeito. Um ato radical em uma sociedade que objetifica, vigia e silencia mulheres desde a infância.

Apesar da reforma do Mudawana em 2004 (que, teoricamente, ampliou os direitos das mulheres) o livro mostra que mudança legal não significa mudança cultural imediata. A estrutura da sociedade ainda se molda pelo controle do corpo feminino, pela honra familiar, pela hipocrisia social. E, paradoxalmente, essa mesma hipocrisia também permite pequenas brechas de escapada, como se todos concordassem em fingir que acreditam na mentira, só pra manter as aparências e garantir a estabilidade do sistema.

Por fim, o tempo do romance é fragmentado. Memória, presente e reflexão se misturam, como num fluxo que não se resolve, porque o trauma não é linear. As imagens recorrentes (espelho, suor, sangue) funcionam como fios de costura entre corpo e linguagem, entre dor e palavra.

Foi uma boa leitura. Me prendeu, me provocou, me fez pensar, especialmente sobre a forma como mulheres são levadas a desconfiar de si mesmas, como a violência às vezes se apresenta como “amor” e como romper esse ciclo exige um nível quase cruel de coragem. Mas, apesar da potência, senti que o livro poderia ir ainda mais fundo em certos pontos, talvez por ser a estreia de Battal na ficção, ou talvez por escolha estilística.
Profile Image for Dina H..
341 reviews1 follower
October 29, 2025
Rim Battal écrit avec une honnêteté brute, presque douloureuse, mais aussi pleine de douceur. Ses mots glissent entre la tendresse et la colère, la honte et la lumière. C’est une traversée vers soi, où les mots deviennent des miroirs qu’on ose enfin affronter. J’en suis ressortie un peu écorchée, mais plus vivante.


« À ce stade-là, je n'en avais déjà plus grand-chose à astiquer de leurs histoires : je ne voyais guère plus qu'un grand sac de nœuds avec plein de zones d'ombre et de tabous absurdes et des pauvres femmes en train de le trimballer bêtement depuis des générations. De pauvres femmes et de pauvres hommes qui poussaient ce poids et le faisaient subir à d'autres sans prendre la peine d'ouvrir le sac et tenter de tout dénouer.
Tout devenait limpide pour moi ce soir-là. Les masques étaient tous tombés d'un coup, leur vernis s'était écaillé. La colère commençait à céder la place à une forme de pitié abattue, de pitié pour des bourreaux qui sont autant victimes que leurs victimes. J'ai su que, désormais, je construirais mon éthique moi-même, selon mes propres critères dès lors que j'aurais les moyens de mon autonomie. J'ai compris qu'un tabou pourrait être ainsi défini : zone d'ombre morale qui bénéficie à une injustice.
Et puis, j'ai juste fumé une clope, moi. »


« Sincèrement, j'aurais préféré qu'il pleuve ce jour-là car, dans pareille situations, il pleut dans les livres comme dans les films, mais il faisait beau et j'avais envie de crever le soleil comme on percerait un œuf mollet. Un profond hurlement restait tapi dans ma gorge. Que dire.
Ma mère balaye la terrasse; il ne passe pas un jour sans qu'elle ne me lâche, au gré de ses monologues, une de ces petites bombes qui me tordent le bide. Ma mère ramasse les feuilles mortes et les minous du saule pleureur que j'ai prénommé Solal, elle frotte les coins où la mousse grimpe un peu. Je suis désemparée, coincée entre ma mère qui vit dans un vaste mensonge depuis toujours et ma fille que je vais devoir maintenir dans le mensonge, le temps qu'elle prenne goût à la vie. »
1,372 reviews56 followers
September 27, 2025
J'ai adoré le ton de cet écrit très personnel dans lequel cette artiste raconte son enfance entre violence maternel et poids de la tradition.
J'ai été surprise de découvrir une mère à la main leste qui a littéralement peur que sa fille soit défleurée. La cigarette n'est qu'une excuse, l'arbre qui cache la forêt.
J'ai été surprise que la tante (la soeur de sa mère) chez qui elle trouve refuge, elle pourtant permissive avec ses propres enfants, se range à l'avis de sa soeur.
J'ai détesté la gynécologue brutale qui raconte n'importe quoi.
J'ai aimé le père qui lui apprend très jeune à mentir et à louvoyer pour vivre sereinement. La tante le lui enseigne d'une autre façon.
J'ai découvert une société moderne mais encore arc-boutée sur la virginité de la jeune mariée et l'obligation faite au marié de bander sur commande.
Une citation :
Contrairement à toi, j'ai pas besoin de mettre un foulard parce que j'ai la flemme de me faire les racines et de me laver les cheveux régulièrement. Et puis, Dieu sait que je l'aime. J'ai pas besoin de m'étrangler avec un torchon pour le lui montrer. (p.83)
L'image que je retiendrai :
celle du drap du mariage de ses parents que la narratrice utilise pour une oeuvre.
Profile Image for Iris Bch.
10 reviews
July 12, 2025
une claque,
propre comme figurée
un choc des cultures, des idées, des envies de liberté et d'émancipation entre les générations
le tout sous couvert de la protection de l'image, de l'honneur
le tout au 21 ème siècle
89 reviews
October 15, 2025
Un livre intéressant qui nous fait vivre le passage de l'adolescence à l'âge adulte d'une jeune Marocaine. Elle nous livre un éclairage sur la société marocaine contemporaine. C'est aussi le combat pour l'indépendance des femmes. En filigrane, c'est également l'acceptation progressive de nos parents pour ce qu'ils sont, avec leurs défaillances.
Profile Image for Chiara.
187 reviews35 followers
October 29, 2025
language très intriguant, cassant et lourd mais le mérite tout autant. j’ai adoréla narration très honnête.
ma seule plainte est la fin. apres son retour a 17 ans chez sa mere et jusqu'à son mariage c’etait tres rapide et moi je serais plus intéressé a savoir comment elle s’est comporté durant ce temps et comment elle a fait sa vie.
mais vraiment l’atrocité est si dure et pas si évidente mais c’est bien la réalité. si seulement, le peuple utilisaient un peu la logique.
Profile Image for Emma Maury.
1 review1 follower
January 25, 2026
Plongée au cœur du Maroc que je connais mais ne peux comprendre. Plein de questionnements sur comment être mère et femme dans notre société patriarcale, la maternité, la transmission, qui résonnent. Rim ta plume de poétesse est sublime.
Profile Image for Lia GODINHO.
22 reviews
September 18, 2025
Livre incroyable j'ai beaucoup aimé le lire !
La manière dont c'est raconter on entre vraiment dans son intimité.
Profile Image for Mari Cestari.
59 reviews
January 11, 2026
o tom, em muitos momentos, me lembrou da annie ernaux e da margarite duras — ambas autoras de língua francesa assim como rim battal. a prosa é lírica e, ao mesmo tempo, dura, brutal. a autora expressa de maneira brilhante sua relação com a mãe, com as tradições machistas de sua cultura… it’s so confusing sometimes to be a girl 😭😭
Profile Image for Bruna.
12 reviews
January 28, 2026
“Conheço as palavras hoje, os conceitos; palavras e conceitos são minhas armas e minha armadura. Podem falar o que quiserem sobre o feminismo, mas é ele que me permite levantar de manhã e acreditar que um dia eu, uma mulher, serei tratada como um ser humano. Eu sei quem eu sou, sei o que valho, posso me defender.”
Profile Image for Lilian Cava.
16 reviews
January 10, 2026
Livro muito bom e intenso.
Gostei muito do meu primeiro contato com a literatura marroquina.
Não tem como não sofrer com a protagonista diante de tanta repressão e violência.
incrível!
Profile Image for Rafaela Rosito.
16 reviews2 followers
January 5, 2026
Que livro maravilhoso! Uma história real e extremamente profunda que nos convida a entrar em uma cultura diferente e nos despir de um preconceito simplista. Entender a história de Rim é entender a história de sua mãe, tia, e assim por diante, tantas mulheres que, ainda hoje, vivem uma violência fantasiada de costumes puramente por serem mulheres. As descobertas, reflexões e transformações me tocaram profundamente. Obrigada por compartilhar sua história, Rim Battal.
Profile Image for The Book Haven.
22 reviews
January 5, 2026
Comecei o ano com uma literatura que meteu os dois pés no meu peito.
Que autobiografia (sobre um fato) linda! A ferocidade com que os sentimentos são descritos e o amadurecimento de Rim são incríveis. Nem sempre é sobre perdão e para mim esse livro foi sobre isso, não é sobre perdoar ou esquecer a agressão e a dor que você passou, mas é sobre olhar de onde vem essa agressão, como lidar com ela e o que VOCÊ deseja fazer com o que lhe foi ensinado no mundo em que você vive.
Profile Image for Aniara Sani.
28 reviews
January 6, 2026
livro do clube do Bookster.
gostei muito do começo, mas achei que existe um corte muito grande entre a fúria e a pena. O final é aleatório.
Profile Image for Julia Pollo.
10 reviews
January 6, 2026
Amei demais até o ultimo capitulo / epílogo, onde ela mudou mt o tom. Podia ter umas 50 pags a mais
Profile Image for Manoela Pereira .
2 reviews
January 18, 2026
Um dos livros mais lindos que já li. Tem uma história de dor, que senti doer em mim em muito momentos. Me fez sentir raiva e compaixão pela mesma personagem. Escrita genial, que me fez pensar sobre a minha relação com a minha mãe, e que a autora escreve coisas que eu jamais consegui nomear, e que são trazidas de forma tão sensível no livro. Me emocionei muito, 5 estrelas sem nem precisar pensar!
Profile Image for s. ganeff.
28 reviews5 followers
January 2, 2026
bookster pelo mundo 2026.

o começo do livro é muito bom, bastante interessante. mas não houve desenvolvimento
Displaying 1 - 30 of 108 reviews

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