Não se deixe enganar: conheça a verdadeira origem (para lá das mentiras) de muitas expressões da nossa língua. Queria? Já Não Quer? é uma viagem pelos mistérios e curiosidades da língua portuguesa. Escrito com uma combinação de rigor e humor, o livro desmascara alguns dos mitos que circulam há décadas sobre a origem de palavras e expressões do dia-a-dia. Marco Neves convida os leitores a acompanhá-lo em investigações com reviravoltas dignas de um policial. Será que «bica» era um acrónimo? Será que o famoso palavrão acabado em «-alho» começou como um cesto nas caravelas? Será que a palavra inglesa «tea» vem de «Transporte de Ervas Aromáticas»? Estas e muitas outras histórias são analisadas de forma minuciosa, com factos históricos e etimológicos que revelam a verdadeira origem das nossas expressões e palavras. Para lá das origens das expressões, também encontramos enganos e desenganos sobre o que está certo e errado na nossa gramática: será que «não há nada» é erro? Será que «queria um café» deveria ser «quero um café»? Ideal para apaixonados pela língua portuguesa e curiosos de todas as idades, Queria? Já Não Quer? não é apenas um livro sobre a língua, mas uma reflexão sobre como as palavras carregam em si as histórias da nossa cultura. Este é um livro que, ao mesmo tempo que desmistifica, enriquece a nossa compreensão sobre a complexidade e beleza do português, provando que a realidade, por vezes, pode ser mais fascinante que as lendas.
Contrariando a extensa maioria dos livros publicados sobre dúvidas relacionadas com o uso da língua portuguesa, este é muito rigoroso, dá-nos, no final, excelentes ferramentas de consulta (e trabalho!) e é o resultado de um extenso e sério trabalho realizado por quem realmente tem formação em Linguística.
Como professor de português, recomendo a todos, pois tem o rigor da academia e a informalidade de uma conversa.
Este livro está melhor conseguido do que o anterior que li de Marco Neves, História do Português desde o Big Bang, melhor estruturado, mais objetivo, mesmo que tenha ouvido sobre os temas em seus vídeos, desmistificando deturpações estapafúrdias que alguns chicos espertos adoram fazer, como se fossem donos da língua e soubessem mais do que o resto dos falantes; esclarecendo dúvidas próprias da língua Portuguesa; em síntese, dando ao leitor instrumentos próprios para conhecer melhor a sua língua e, consequentemente, defender-se das bizarrices que exitem aqui e alí.
Há aqui no Brasil aqueles que se acham donos da língua e além de não aceitarem deslizes, criam monstregos linguísticos e deturpam ditados e expressões próprias da língua, assim como acontece em Portugal, ou querem dar uma nova acepção e configuração à palavras, verbos, estruturas... como bem demonstra Neves.
Mas confesso que isso me acontecia mais em Portugal, durante os anos em que morei em Lisboa. Certa vez um ex-supervisor (logo pego por furtar a empresa) riu-se de mim porque eu usei a palavra ligeiro com o sentido que lhe é próprio, ou seja, ágil, veloz. Não só riu, mas disse-me que em Portugal ligeiro significa o contrário do que eu pretendia dizer, ou seja, para ele significava lento, vagaroso. Mas fiz que acreditava (não acreditando) e pensando no que um querido amigo com quem lá trabalhava por vezes me dizia: Marcito, ouça bem o que te dito: perante um burro que se faz de inteligente, o mais inteligente é se fazer de burro.
Outra situação que me ocorreu (entre tantas outras), também no mesmo local de trabalho foi quando a "sôtora" engenheira diretora deixou um aviso em que ao invés de escrever "lojista" escreveu "logista". Quando comentei que era um erro ortográfico, um senhor que muitas vezes ali aparecia para fazer reparos às máquinas logo me disse: "não, não, aqui em Portugal escreve-se tanto com "j" como com "g". Calei-me como havia me aconselhado o meu amigo.
Não é à toa que esses disparates, como o tal de "quem tem boca vaia Roma", ao invés de "quem tem boca vai à Roma" ganha ouvidos, porque as pessoas querem acreditar no que querem, e não tratam de procurar fontes de consulta para alcançar a devida compreensão da língua.
E como Marco Neves sempre bem lembra, a língua não é de alguns, mas sim de todos, então que esses alguns não venham com as suas aldrabices.
Conhecia este autor das suas "stories" e dos seus vídeos e já gostava bastante dos seus conteúdos. Mas este livro superou as minhas expectativas, para além de aprendermos a Etimologia de algumas palavras e expressões, assistimos, neste livro, à desconstrução de certos mitos em torno da língua portuguesa. Muito interessante, recomendo a todos!
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Como amante da língua portuguesa e do que a envolve, tenho seguido alguns especialistas na matéria, entre os quais o professor Marcos Neves e assim que soube de mais uma das suas publicações em livro, não resisti e coloquei-o como prioridade na longa lista de leituras a seguir. Com este "Queria? Já não quer?", mais uma vez Marcos Neves traz-nos um excelente contributo para o esclarecimento da forma como funciona esta língua tão rica e tão nossa. Este livro apresenta-nos, de uma forma bem humorada, lógica e explicativa, como alguns dos mitos acerca da origem de determinadas expressões são baseados em falsas premissas e nos levam a acreditar que algo que sempre ouvimos está incorreto (quando na realidade não está). A todos os que quiserem passar momentos de leitura bem divertidos e verdadeiramente instrutivos no que à nossa língua diz respeito, não deixem de ler esta nova pérola no mercado português, certamente que não se irão arrepender.
Adorei! Este livro, que se lê num sopro, é perfeito para todos aqueles que adoram uma boa curiosidade sobre a nossa querida língua portuguesa. Aprendi em todas as páginas, ao mesmo tempo que soltava umas belas gargalhadas. Tive pena que "pirilampo " tenha substituído a velha designação "caga lume". De facto, uma campanha do "caga lume mágico" seria bem mais divertida! Terminei de sorriso nos lábios (aprendi que esta expressão é uma redundância, mas que podemos usar e abusar dela, sem problema) e com a confiança necessária para dizer "queria um copo de água", se necessário, sem pensar duas vezes. Obrigada, Marco, por este excelente livro!
Lufada de ar fresco, já que o século XXI é pródigo em "descobertas" sobre a língua portuguesa com que passamos a vida a levar. Desde o "queria já não quer?" (que já vem do século passado) até ao mais recente "caça como gato" ou "vaia Roma". E desde quando é que a ignorância fundamentada em posts da internet passou a ser motivo de orgulho e, ao mesmo tempo, teimar com quem estudou as coisas, sem qualquer pejo, regozijando-se com a sua "esperteza", passou a ser moda? Este livro devia ser de leitura obrigatória. :)
Tudo muito bem investigado e muito fundamentado. Escrito de forma muito didáctica, parte sempre para os mitos de mente aberta, mas também com o rigor da investigação. Demonstra, com provas, que muitos dos correctores de expressões são apenas meros chico-espertos que viram algo num blog giro e agora acham que podem corrigir e policiar expressões usadas por toda a gente há séculos...
Estava curiosa com este livro porque lhe achei muita piada. Para mim, o que lhe falta é mais (em quantidade mesmo) conteúdo. Acho que o conteúdo que tem é muito simples e fácil de entender, no entanto são poucas páginas e sentimos que ficamos com coisas por saber. Claro que há imensos mitos a desvendar e seria impossível colocar aqui todos. No entanto, acho que seria muito mais agradável se tivesse mais umas páginas. 3,5 ⭐
Adorei o livro! É simples, fácil de entender, e até me vez ter vontade de voltar às aulas de português (que sempre detestei). Aprendi bastante, e até partilhei várias curiosidades com os amigos. O autor tem um ótimo sentido de humor, tornando até os temas mais "nerds" leves e divertidos de ler.
Adorei. Lê-se muito rápido, e é muito rigoroso. Não percebo quem é que dá 3 estrelas ou menos a um livro destes, bem escrito por um especialista. Será que estavam à espera de um romance e ficaram desiludidos? Ou ficaram muito tristes por ser pequeno?