Nos corredores silenciosos de uma infância esquecida, o passado de Lena começa a ressurgir.
Após uma série de sonhos perturbadores, Lena é assombrada pelo nome “Lia” - um nome que ela não consegue lembrar, mas ao qual se sente profundamente ligada. À medida que se aprofunda em suas memórias perdidas, ela descobre uma identidade fragmentada, enterrada sob anos de trauma. Movida pela obsessão de juntar as peças de seu passado, Lena é atraída para uma casa decadente que guarda mais do que apenas lembranças esquecidas - guarda a verdade.
Mas, à medida que a linha que separa Lena de Lia se torna mais tênue, alucinações e horrores esquecidos vêm à tona, ameaçando consumi-la. Quando percebe que a verdade pode acabar com sua própria existência, Lena precisa enfrentar uma questão Será que ela está preparada para confrontar quem ela realmente é?
Nesse arrepiante thriller psicológico, em que os ecos do passado sussurram mais alto do que a realidade, os segredos mais perigosos podem ser aqueles escondidos dentro de nós mesmos.
⭐️⭐️⭐️ — Boa premissa, ritmo irregular e um plot twist que poderia ter mais impacto
Ecos Tranquilos me chamou atenção logo nas primeiras páginas. A autora constrói uma trama envolvente, com uma premissa interessante e personagens que despertam empatia. A ambientação é bem trabalhada e mantém o leitor curioso sobre o desenrolar da história.
Porém, ao longo da leitura, o ritmo apresenta algumas oscilações. Algumas cenas acabam se tornando repetitivas, o que prejudica um pouco o avanço da narrativa e diminui a tensão que poderia ser mais constante.
O plot twist, apesar de inesperado, me deixou com a sensação de que faltou um aprofundamento maior no desenvolvimento emocional da protagonista naquele momento chave. O drama poderia ter sido mais explorado, criando uma conexão ainda mais forte com o leitor.
No geral, Ecos Tranquilos entrega uma leitura agradável, com boas ideias e momentos cativantes, mas que poderia ter sido ainda mais marcante com um ritmo mais consistente e um clímax mais intenso.