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Bate-Estaca: Como DJs, drag queens e clubbers salvaram a noite de São Paulo

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Se hoje um DJ como Alok reúne mais de um milhão de pessoas em seus shows e marca presença nas primeiras posições de streamings de música mundo afora é porque 40 anos atrás os primeiros beats eletrônicos começaram a soar no underground paulistano, do centro à periferia. Bate-Estaca narra o surgimento e a explosão dessa cena na São Paulo dos anos 1980 ao início dos anos 2000.

Combinando pesquisa de campo, entrevistas e memória, Camilo Rocha mostra a ascensão dos clubes históricos dos anos 1980, como Nation, Toco e Overnight, o surgimento do Hell’s Club e das raves nos 1990, até os megafestivais de música eletrônica dos anos 2000. Uma história protagonizada por clubbers, DJs e drag queens que mudaram não apenas a noite, mas toda a paisagem da cidade e a forma como as pessoas se divertiam e consumiam cultura.

A cena eletrônica é o fio condutor de uma narrativa que tem como pano de fundo a história da cidade de São Paulo e as inúmeras transformações sofridas nas três décadas retratadas no livro: a ascensão e queda de casas noturnas, a mudança no perfil de alguns bairros, o choque e a aceitação de novos códigos de comportamento, os intercâmbios e as disputas entre realidades centrais e periféricas, o impacto causado por uma cidade barulhenta, poluída e agitada em uma juventude inquieta e criativa.

224 pages, Paperback

Published July 22, 2024

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Camilo Rocha

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Profile Image for Manoel Carneiro.
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January 9, 2026
O que me brochou foi o subtítulo, que evoca uma viagem sobre a noite de SP pelos becos, por pessoas suburbanas e queer. Quando ouvi primariamente num podcast sobre o livro, imaginei que iria ler sobre Las Bibas From Vizcaya, sobre Allison Gotz e outras lendas da noite paulistana. No entanto, o livro se propõe na verdade a traçar a própria história da música eletrônica no final dos anos 80/90 e início dos anos 2000, o que não só funciona como documentário musical, mas um verdadeiro compêndio artístico da música eletrônica. Só não dá pra dizer que o foco é de fato a noite de SP, e meio que tudo bem. Na verdade existe sim, uma noite elitista, inalcançável para quem não era branco e no mínimo classe média. E mais uma vez, tudo certo de novo. É o recorte da vida do autor e suas vivências.
Esperei ouvir sobre as festas e clubes do subúrbio e tive uma imersão sobre a família rica do dono do D-Edge, depois de uma outra imersão em um tópico separado, que são as raves de psytrance.
De qualquer forma, a leitura é mais que válida para quem ama música. Eu mesmo salvei a playlist no Spotify com todas as músicas mencionadas, quero ouvir com cuidado.
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