Diana de Coeur tem cheiro de magia, perfume caro e problemas. Desde o momento em que ela entra no bar de Edgar, carregando uma mala de dinheiro e procurando um casamento de conveniência, o lobisomem sabe que a coisa mais esperta a fazer é manter distância. Então por que se vê chegando cada vez mais perto?
Edgar Lacarez é o partido perfeito, disso Diana tem certeza. Impiedoso o suficiente para dar conta de seus inimigos, é inteligente nos negócios e imune a maldições, talvez até o bastante para livrá-la das que ela carrega. O fato de ser tão atraente é apenas um bônus.
Diana é uma bruxa da alta sociedade e Edgar, um lobo da sarjeta, mas por dentro os dois são mais parecidos do que poderiam imaginar: brutais, ambiciosos e dispostos a tudo para alcançar seus objetivos. Vingança, armas e dinheiro são os termos do contrato, nada mais. Só que, às vezes, quando o amor decide entrar na brincadeira... é difícil se livrar de suas garras.
Ambientação bem Peaky Blinders num Rio alternativo, casal sexy (e fofo, por incrível que pareça), ritmo viciante. Abri o livro e não consegui parar de ler até acabar!
Eu nunca tinha ouvido falar sobre a Lis até umas duas semanas atrás: a Fernanda Castro, autora de Mariposa vermelha, falou sobre garras no Instagram e eu paguei pra ver, literalmente, e comprei o livro.
Eu nem gosto de lobisomem, sabe? Entra o Edgar. E eu nem sei como falar sobre ele sem dar spoilers, mas estejam preparadas, o Edgar é um cãozinho maravilhoso e um baita de um gostoso!!
Falando nisso, o livro tem umas cenas hot bem intensas e escritas de forma maravilhosa, elas não são o foco do livro e são muito bem inseridas na narrativa, uma delícia!
E a história gente... A história é incrível, e pausar a leitura é uma tortura!
Por último eu tenho que falar da Diana! Cheia de defeitos, voluntariosa, irritante, ela é tudo, menos uma mocinha desamparada! Como não amar a Diana? Impossível!
Terminei satisfeita e com aquela sensação de quero mais... E muito feliz de finalmente ter conhecido a Lis Vilas Boas!
Apenas uma mulher doida em busca de vingança e um lobisomem romântico cuja linguagem do amor é cometer crimes contra quem ousa insultar a noiva chantagista. <3
* * * "Os lobos se agitaram quando Diana andou sem cerimônia até os vampiros, se ajoelhou sobre o peito de um deles e fincou o salto no ponto onde ficava o coração. — Puta merda — sussurrou Heitor, dando um passo para mais perto de Edgar. Diana sorriu para ele enquanto o vampiro se desfazia em cinzas, até restar apenas a forma contorcida de um morcego seco sob seu joelho. Ela levantou o sapato e piscou um olho. — Salto Amaretto número 9, vai da festa à caça de vampiros. Recomendo que você dê de presente para sua namorada."
* * * "Algumas pessoas talvez conseguissem entrar nos lugares com pedidos educados, algumas pessoas tinham nascido no lugar certo e na hora certa para nunca precisarem invadir uma casa e quebrar todos os móveis para conseguirem o que precisavam."
* * * "— Agora, me beije como se quisesse de verdade estar casado comigo. Edgar se descobriu um cão muito bem treinado e obedeceu sem nem pensar sobre o significado das palavras. Tomou os lábios dela devagar, abrindo caminho para a língua e todos os sabores a que tinha sido apresentado na semana da lua cheia. Pressionou-a contra o colchão e invadiu aquela boca perversa, oferecendo mais de si do que seria capaz de dizer em voz alta. Querer estar casado não descrevia a agonia e o desejo vibrando nos dentes e nas garras. Querer era pouco, insuficiente para o lobo."
* * * "Você tem os discursos de vingança mais lindos, querida, mas ainda não viveu nada disso, não passou a vida inteira encarando a cidade como um campo de guerra. — Claro que não. Meus inimigos sempre estiveram dentro de casa."
* * * "Mimi fez uma expressão chocada, como se tivesse levado um tapa na cara. Heitor levantou a cabeça, os olhos arregalados, como se fosse uma grande descoberta. E Guido, com olhos inchados e a mente enevoada, foi quem lhe ofereceu compreensão — um viciado entendia outro. Edgar permaneceu largado na poltrona, afundando no cheiro dela ainda agarrado no fundo da garganta; não havia mais retorno possível. O lobo uivava por ela, como ansiava pela lua cheia, e o homem se via despedaçado sem a mulher que lhe juntara as duas metades e não recuara do monstro completo. E não importava que ela não se sentisse da mesma maneira, ele só precisava de um rastro para seguir, uma promessa de um pouco de carne no final da trilha. — Por quê? — perguntou Heitor numa voz baixa, com muito mais curiosidade do que reprovação. — Porque... ela é a minha lua."
* * * "— Eu sei que eu não sou nada além de um pacote frágil de maldições, remendado com rancores familiares e batom vermelho. Os Mistérios sabem, e a Lua também deve saber, que você merecia uma loba de verdade. Talvez um dia você se arrependa desse acordo, talvez um dia você se canse de estar atrelado a uma humana, e talvez um dia queira... — A garganta dela se fechou, um pouco de medo e um pouco de raiva entalando aquela oferta de quase um mês atrás, que não era mais capaz de fazer. — Mas hoje... esse território é meu. Sou egoísta a esse ponto. Meu. Foi invadido, e eu defendi, com minhas próprias garras. Vou fazer de novo, se for preciso, e você não pode tirar isso de mim. — Eu não quero tirar nada de você, sua maluca, é o contrário! Eu quero te dar a porra do mundo todo, e, se eu não puder te dar, então eu vou destruir, pra ninguém mais ter. Eu quero despedaçar cada criatura que já te olhou do jeito errado, queimar aquelas mansões todas, fazer teu pai engolir toda merda que ele já fez com você."
Diana e Edgar: aquele tipo de casal que a gente sente que é real, ainda que tudo sobre eles seja fantástico. A prosa da Lis é deliciosa, vai ficando as garras no coração da gente até estarmos de tal forma envolvidos com seus personagens que não nos resta alternativa a não ser amar e torcer por eles. "Garras" é a fantasia brasileira em sua melhor forma.
basicamente tudo que Mariposa Vermelha queria ser: um bom romance paranormal, uma imitação de romance histórico convincente e uma protagonista que com apenas um baralho serve mais bruxaria e fio pra meada que todas as mariposas de sangue costuradas por Amarílis. nada disso é tão bem explorado quanto deveria, mas se desenrola com uma simplicidade que diverte, sem prometer muito e entregando o suficiente. uma farofa bem temperada. e tenho certeza que Diana mataria o estuprador em vez do gato.
a corrupção do laço materno também chega mais longe aqui. todas as vezes que Diana lamenta o vazio onde a magia roubada pela mãe costumava estar soam mais reais que o medo do super poder mirabolante que Amarílis em nenhum momento liberta. enquanto uma se mostra cada vez mais pobre de motivos e personalidade, a outra vai revelando aos poucos quantas pessoas efetivamente viraram as costas pra ela e a abusaram desde a infância, precedentes que justificam sua recusa em acreditar que possa ser aceita e amada.
a escrita de Lis Vilas Boas custa a derrapar até quando o lobo mau literalmente sobe o morro atrás da prometida. os excessos estão lá, os personagens secundários nem tanto — nada que surpreenda o leitor de romance. o final conveniente traz poucas reviravoltas e o epílogo termina numa nota meio tosca, mas o que prevalece é a satisfação de ter lido um standalone mais recheado do que o esperado. não fosse a smut branda demais pra um lobisomem e os rituais de sangue sem graça (o tão antecipado casamento sob a Lua ficou com deus), diria que a autora passou a adolescência lendo e escrevendo fanfic. as melhores passaram.
amei o casal e a história. desde o começo até o final o livro é agitado e cheio de coisas acontecendo. Diana é meio maluca mesmo, o Edgar e eu estamos apaixonados por ela.
eu adorei tudo que esse livro se propõe: construção de mundo, sistema de magia, personagens carismáticos!!! no começo, as cenas mais quentes usam palavras que não curto muito quando tô lendo histórias com sexo, mas ao longo da leitura vai ficando tão explícito quanto o amor entre edgar e diana.
é a primeira história que leio da autora e achei muito boa! sou suspeito pra falar de lobisomens, amei todos, heitor e edgar são meus pais. quero me juntar à matilha lacarez e correr pelado na praia em noites de lua cheia.
algum serviço de streaming PRECISA comprar os direitos, fazer uma série com nove capítulos e me chamar como figurante.
Começou como uma compra ousada, um marido contratado para executar uma vingança familiar para a futura esposa, mas em poucos capítulos deu lugar a um romance faminto, voraz, ardente e afiado. Adorei os protagonistas Diana e Edgar, um casalzão e tanto. O enredo e o mundo criado pela Lis Vilas Boas também muito intrigante, mostrando nas relações entre a população humana e as populações sobrenaturais temas de discriminação, estigma social e falso moralismo. O único ponto que acho que talvez poderia ser melhor trabalhado é os personagens secundários, em relação aos diálogos, que em várias passagens pareciam atores ruins contracenando com atores premiados, os protagonistas no caso. Porém isso não tira crédito nenhum dessa história hábil e elegantemente escrita pela autora, da qual já virei fã e pretendo acompanhar os próximos lançamentos.
Gostei muito desse livro, a história é envolvente e difícil de largar (não por acaso li em 3 dias). Já começa com o pé na porta (quase literalmente) e o ritmo não cai até o final, que também é ótimo. Lis tem um jeito de escrever muito gostoso, informal e moderno, com a quantidade certa de detalhes. Já havia gostado do seu estilo em "As Sete Mortes de Uma Sereia" e "Marea Infinitus" - dois livros curtos da autora que contam histórias criativas em torno de sua área de domínio, a oceanografia. Também por isso "Garras" me surpreendeu: o mar quase não aparece e ainda assim a essência da escritora se faz presente. Impossível não comparar com a saga Crepúsculo e 50 Tons de Cinza, livros que são claramente para o público feminino e que se tornaram uma fórmula comercial de sucesso. No entanto é perceptível o esforço para aprofundar temáticas psicológicas, dinâmicas familiares, mitologia, ambientação e elementos brasileiríssimos como a cachaça, o que torna esse livro diferente dos que estamos acostumadas. Como nos outros livros da autora, um universo próprio foi criado, ainda que usando velhos conhecidos dos leitores, e isso Lis sabe fazer muito bem. Gostei especialmente da forma como a protagonista é retratada, não como um acessório do homem mas como aquilo que realmente é, protagonista. Não é uma mulher idealizada, perfeita, pelo contrário: Diana é cheia de defeitos, egoísta e irritantemente humana, como nós. Tudo isso só reforça a mensagem principal do livro, ao menos pra mim: o amor é para todos, sim. Pequenos erros de digitação/edição na versão digital para Kindle mas nada de impactante. No geral a parte estética do livro é lindíssima e muito bem pensada. Vale a leitura e me deixou com o coração quentinho ver tanta qualidade em uma publicação brasileira, o que não é raro mas com "Garras" me parece ter mais chances de aparecer para o mundo.
Nunca tinha lido nada escrito pela Lis, mas Garras me prendeu logo nas primeiras páginas e só larguei o livro quando fui forçada a fazê-lo (teria lido tudo de uma vez só).
Achei o desenvolvimento da história bem construído e os personagens únicos e especiais. Sempre adorei romances com seres sobrenaturais e essa ambientação em clima de Rio e anos 20 deixou tudo ainda mais divertido.
Diana é uma personagem principal forte e cativante e Edgar definitivamente elevou os padrões de como um “homem” deve ser.
Apesar de bem escrito, achei que não ia gostar do livro no começo, mas fui positivamente surpreendida. A Diana é absolutamente doida, mas foi muito interessante acompanhar a jornada dela sendo essa pessoa solitária que só confiava no próprio baralho até se tornar loba de matilha. E ver o Edgar arrastando um caminhão por ela desde a primeira vez que ela entrou no bar... esse casal entregou tudo.
Todos os personagens tinham dimensão e sua própria voz. Tanto que eu gostaria de continuações pra acompanhar a história do Heitor e do Guido.
Eu queria ler Garras há um tempinho já e eu tinha todas as expectativas que seria um romance nacional incrível. Mal sabia eu que não só isso, mas seria um dos meus favoritos do ano.
Que escrita maravilhosa a de Lis Vilas Boas! A ambientação dos anos 20 nesse livro é impecável. As vestimentas, a cidade, a forma que eles se comunicam, as ideias... a forma que os personagens narram os acontecimentos é de longe a minha parte favorita (embora o romance seja perfeito também!).
Eu gosto bastante que a forma que os personagens se comunicam é totalmente datado. Vi muito isso especificamente quando eles se referem aos lobisomens. É exatamente como eu imaginaria um mundo de fantasia urbana dos anos 20 tratando suas espécies.
Estar na cabeça da Diana e do Edgar foi super interessante. Não sei se é o jeito normal da narrativa da autora, mas o jeito que ela narra o que os personagens pensam é velho de um jeito clássico. Talvez ela escreva dessa forma que parece um clássico nacional, mas se foi deliberado para que encaixasse na época do livro, eu tô fascinada com o trabalho dela.
A história é bem clássica de briga de gangues e facções estilo Peaky Blinders, mas com uma virada sobrenatural, com vampiros, lobisomens, bruxas, fadas, faunos e tudo mais. E ainda mais inspirado no Rio de Janeiro! Não é uma história super inovadora, mas eu achei o seu desenrolar ótimo. Muita gente diz que achou o final corrido e eu sou bem feliz em dizer que essa não foi a minha experiência. Achei que foi feio na medida. Adorei e cheguei a chorar com a batalha final.
Eu gosto demais também dos personagens. Acho todos muito carismáticos, principalmente a protagonista, Diana. Ela é uma mulher totalmente ardilosa e chantagista e – graças da deus – não é burra.
Ela sempre aparenta saber o que falar e o que fazer e é refrescante ter uma protagonista que é ruim (claro, foram as circunstâncias ao redor dela que a tornaram assim) e que sabe trazer o pior de si para conseguir o que quer. E gosto ainda mais que Edgar sabe de tudo isso não tenta mudá-la.
Diana quer vingança e não há nada no livro que a condene por isso e pela sede de poder dela. Ela merece tudo que nunca teve.
Desde a forma que ela age até os planos que ela cria, acho a Diana fascinante. Completamente maluca, como diz Edgar, mas fascinante.
Acho também que grande parte do meu fascínio por ela venha da batalha dela contra a solidão. É uma grande parte no livro esse sentimento que emana dela e acho que pegou em muitos pontos meus. E a felicidade dela de achar uma família foi a minha também. Não vou conseguir falar muito sobre isso sem despejar todos os meus problemas aqui, mas o fato é que a solitude da Diana ter sido uma maldição e um pilar de força pra ela me pegou bastante.
Os personagens secundários também são ótimos e um pequeno detalhe que eu não poderia deixar passar é a pequena Melina com os cabelos penteados no final, parecendo uma mini Diana. Fofo demais.
É talvez o primeiro livro que eu realmente tenha sentido e entendido o conceito de found family. Relações formadas por escolhas e não por sangue. O jeito que todo mundo se acolhe aqui é lindo demais.
Em questão do romance, acho que Lis brilhou. No final, gostei tanto que fiquei com um gostinho de quero mais. Foi feito perfeitamente e nada me incomoda no desenvolvimento do casal, mas se tivesse mais 300 páginas, eu teria lido também.
Eu gosto demais que um casal tão improvável estava escrito nas estrelas. Edgar e Diana não são cheios de demonstrações de amor, de feitos calorosos, de gestos enormes... eles são construídos nos detalhes. Eles são a calmaria de saber que existe uma pessoa no mundo que te entende perfeitamente, sem você precisar falar muita coisa.
Os dois nunca têm uma conversa extremamente profunda, mas acho que a narrativa de Lis compensou perfeitamente o que eles não falam. Eles se entendem sem precisarem ficar repetindo um pro outro o que o leitor já ouviu na cabeça delas. É tão sutil quanto o lobo de Edgar deixar de enxergar a Diana como presa e começar a vê-la como dona (e eu provavelmente nunca vou me recuperar dessa mudança).
Gosto demais como o relacionamento deles evolui e como isso muda a Diana. Eles são lindos, lindos, lindos.
Não tenho mais palavras pra descrever como gostei do livro. É uma fantasia urbana nacional incrível. Provavelmente vou falar pra todo mundo que conheço. Recomendo demais.
A escrita é boa, fluída, rápida de ler e a narrativa prende, te deixa curioso para saber como vai se desenrolar a história. O plot é legal, apesar de ter achado o desenvolvimento por vezes fácil demais, os irmãos, que achei que dariam mais trabalho por serem caçadores treinados desde o berço, foram facinhos de matar. Os pontos maiores de tensão aconteceram mais pro final do livro mesmo. A magia e a forma como ela funciona no mundo de Garras é bem interessante, e achei que a autora explorou bem como o resquício de magia dela reage a determinadas situações, provando que ainda existe, mesmo que com pouca força.
A ligação entre os dois é forte, e quase instantânea, o que dá um quê de destino para a história. Achei bonitinho o jeito de como a Diana consegue trazer calma para Edgar nos momentos mais conflituosos dele e como ela não abaixa a cabeça para os desafios e obstáculos que encontra. A relação de família entre eles e a matilha se constrói aos poucos e é divertido acompanhar a confiança sendo conquistada dos dois lados. Gostei também do final para a história deles, achei muito bonitinho o desespero para salvá-la.
O livro trata de alguns assuntos mais pesados também, como abuso, violência contra menores, misoginia e desigualdade social, tudo feito com cuidado e explorado bem na narrativa e na construção do mundo fantástico que ela criou.
Gostei bastante do livro, bem divertido. É um universo legal, rico, que pode ser mais explorado pela autora se ela quiser, eu com certeza leria mais. Recomendo.
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"Garras" é uma obra de fantasia que se destaca por sua narrativa rica e personagens complexos, ambientada em uma cidade ficcional onde lobisomens, vampiros, fadas e outras criaturas fantásticas coexistem com os humanos no dia a dia. Nesse universo intricado, acompanhamos a trajetória de Diana, uma mulher da alta sociedade em busca de vingança contra sua própria família, e Edgar, um lobisomem líder de uma matilha (uma espécie de gangue de lobisomens) que faz de tudo para proteger os seus. A história se desenrola a partir do encontro desses dois personagens, cujos caminhos se cruzam e se entrelaçam de maneiras surpreendentes.
Classificado como uma romantasia, o livro gira em torno do relacionamento entre Diana e Edgar, explorando não apenas o romance, mas também temas como lealdade, traição e redenção. Para aqueles que costumam torcer o nariz para o gênero, "Garras" pode ser uma grata surpresa. A autora, Lis, consegue equilibrar com maestria os elementos românticos com uma trama repleta de ação, intrigas e comentários sociais pertinentes. Machismo, desigualdade social, preconceito, exploração e abuso são temas que permeiam a narrativa, dando profundidade e relevância à história.
O universo criado por Lis é vasto e cheio de potencial, mas, neste livro em particular, o foco está em dois polos principais: a matilha de lobisomens, os Lacarez, e a família burguesa de caçadores de monstros, os de Coeur. Através dos conflitos e interações entre esses grupos, o leitor é imerso em um mundo repleto de tensões, preconceitos e hierarquias bem definidas. A autora deixa pistas ao longo da narrativa que instigam a curiosidade sobre o que mais poderia ser explorado nesse universo, mas sem perder o foco na história central.
As inspirações de Lis são claras e bem-vindas. Ela mesma cita influências como "Peaky Blinders", "O Cravo e a Rosa" e "Carnival Row", e essas referências se refletem na atmosfera da obra, que combina drama familiar, conflitos de classe e uma estética urbana sombria. No entanto, apesar das inspirações, a autora consegue criar personagens únicos e memoráveis. Diana e Edgar são protagonistas complexos, com motivações profundas e falhas humanas (ou não tão humanas assim). Os diálogos são afiados, e as escolhas dos personagens, embora muitas vezes moralmente ambíguas, são sempre coerentes com suas personalidades.
Falando em moralidade, "Garras" não tem medo de explorar a ambiguidade de seus personagens. Eles cometem atos pesados, e, embora o leitor possa simpatizar com suas motivações, é difícil ignorar que são indivíduos perigosos. Gosto deles, mas não sei se gostaria de ser amigo de nenhum — sinto que me matariam facilmente e sem remorso. Essa complexidade moral é um dos grandes trunfos da obra, que evita cair em clichês e oferece uma visão mais realista (ou fantástica) das relações de poder e sobrevivência.
O sucesso de "Garras" não é à toa. O livro esgotou sua primeira tiragem em uma semana e já está na segunda edição. Nas plataformas de avaliação, como Goodreads, Amazon e Skoob, a obra mantém uma média impressionante acima de 4,5 estrelas, com leitores elogiando a construção de mundo, o desenvolvimento dos personagens e a narrativa envolvente.
Para quem ainda hesita em mergulhar no gênero da romantasia, "Garras" é uma excelente porta de entrada. A obra combina romance, fantasia e drama social de forma equilibrada, resultando em uma leitura que agrada tanto fãs do gênero quanto aqueles que buscam uma história bem escrita e repleta de camadas. Lis demonstra um talento notável para criar um mundo que, embora repleto de criaturas fantásticas, reflete questões reais e universais, tornando "Garras" uma experiência literária memorável.
Para quem gostou do livro Noiva da Ali Hazelwood, vai gostar muito deste também porque a temática é a mesma, uma relação de conveniência entre um lobo e uma meia humana e meia bruxa.
Diana é uma filha bastarda de um humano com uma bruxa, teve a infância toda de abusos e agora ela quer vingança contra sua família, eles tem um laço amaldiçoado que só beneficia o pai, Diana quer se livrar disso e para isso ela vai até ao bar do lado pobre da cidade e lança uma proposta para qualquer lobo que estiver disposto: “comprar um marido.”
Edgar assim que vê Diana entrar no seu bar sabe que é problema, mas a proposta dela tem muitas vantagens, embora ele e seus irmãos e outros lobos daquele lado da cidade não vivam em alcateia e não tem um alfa, ele é visto como o líder ali, então para prover para sua família ele acaba aceitando a proposta de Diana.
Como toda boa história de casamento por conveniência temos aquele que acha que não merece amor rsrsrs.
Mas acho que o ponto positivo dessa história é a Diana que aparentemente é “fraca” no meio desses seres sobrenaturais na verdade é a mais forte e bem louca rsrsrs, gostei bastante da personagem decida e que embora tenha recursos para mandar os outros fazer o trabalho sujo, ela não tem medo de se sujar, ela coloca a mão na massa e faz o que tem que fazer para sobreviver. Personagem de personalidade forte e não uma songa como vemos em algumas histórias por aí.
Edgar é o legítimo lobo rosnador, correto e leal com sua família e Diana. Os personagens secundários também são muito carismáticos e gostaria de uma história dos irmãos de Edgar, Heitor é um dos que me chamou a atenção.
Em resumo, uma história de casamento de conveniência, cheio de vingança, com personagens de personalidades fortes e como não pode faltar o hot, sim, temos, na medida certa e com monster romance.
Achei que poderia ter um epílogo mais longo de um outro ponto de vista, mas não tirou o charme do final da história com um desfecho feliz.
O bom de ser exatamente o público alvo de Garras é que eu tinha certeza que ia amar muito antes de ter o livro em mãos e agora que finalmente tenho e pude ler, posso confirmar que é perfeito! Os protagonistas se destacam por serem podres e ruins e trambiqueiros do jeito que a gente ama, mas os outros personagens não ficam pra trás, cada um é ruim do seu jeitinho e eu acho isso lindo. Que potencial destrutivo o de Edgar e Diana juntos, perfeitos um para o outro e perfeitos para deixar temerosa a cidade inteira. Ah, eu gostei tanto do cenário que leria dezenas de histórias nesse mundo, estarei na torcida para Lis escrever mais algumas! E enquanto não tem mais, vou ter que me dar por satisfeita em reler Garras, prevejo que vai ser daqueles livros em que vou voltar com frequência pra matar a saudade.
Se você ama romantasia com lobisomens, esse é o livro perfeito. Se adora casais com química, tensão sexual e diálogos afiados, esse é o livro perfeito. Se protagonista feminina forte, sarcástica e levemente traumatizada é sua vibe, esse é o livro perfeito. Se seu coração bate mais forte por uma boa found family, esse é o livro perfeito. Se o crush literário ideal é um protagonista masculino protetor, devoto e apaixonante, esse é o livro perfeito. Se você curte ação, reviravoltas e cenas de tirar o fôlego, esse é o livro perfeito. E se tudo isso ainda vier embalado numa escrita envolvente, com uma trama bem construída e personagens cativantes? Então Garras é o livro perfeito. Um romance apaixonante, viciante e que entrega tudo o que promete, e mais um pouco!
“— Meu nome é Diana de Coeur e eu vim comprar um marido”
É com essa frase que começa um livro de romantasia perfeito e muito encantador. “Garras” conta a história do casamento por interesse de Diana, uma meia humana e meia bruxa que quer vingança, e Edgar, um lobo miserável que só queria viver longe de problemas, um par perfeito que encanta todos os leitores, além de terem MUITA química, com provocações e piadas que fazem o bonitão ri sem nem perceber. O livro começa quando Diana vai atrás de um suposto marido em um bar no parte baixa da cidade, onde encontra seu futuro marido inteligente, Edgar Lacarez, e a partir daí a história desenrola-se com uma escrita boa, picância, química, personagens apaixonantes (seja os principais quanto os secundários), sofrimento e comédia na medida certa. “Quando mais perto ela chegava, mais forte ficava o cheiro de problema”
Tenho gostado dessas protagonistas anti-mocinhas e anti-heroínas. Esse é um livro deste tipo. Além disso é uma fantasia urbana com bruxas e lobisomens. O par romântico é totalmente impossível de existir em muitos níveis, o que torna o livro um maravilhoso entretenimento.
Os personagens são complexos, com ótimas histórias pregressas e motivações. Exceto o antagonista, achei a motivação inicial bem boa, mas o final meio “blá”.
As cenas de sexo são muito bem escritas, nada cafonas ou nojentas.
Enfim, descobri mais uma autora nacional contemporânea que gostei e possivelmente lerei mais livros.
comecei esse por indicação do booktok e é de uma autora nacional, nunca tinha lido nada dela, mas eu amei de verdade. também foi minha primeira leitura com lobisomens kkkkkkkkk muito diferente, mas consegui me acostumar e gostar desse universo sobrenatural.
infelizmente fui atingida por uma grande ressaca literária de outro livro que estava lendo no momento e atrapalhou minha experiência. tanto que quando decidi ler só ele, terminei metade do livro em poucas horas.
foi uma leitura muito boa e uma descoberta melhor ainda dessa autora, pretendo reencontrá-la em outras leituras :)
Sendo bem sincera, eu até estava aproveitando bem o desenrolar do livro até a metade. O problema foi que o livro foi ficando maçante…
Infelizmente achei muito acelerada as situações e o desenvolvimento do livro. A forma da escrita, também não me agradou no final, parecia que ficava sempre repetindo as mesmas coisas, e voltando sempre para o mesmo assunto. Não senti tanta profundidade na relação dos personagens.
Não conseguiu transmitir o mesmo sentimento do começo do livro ao longo da história… esperava mais.
Verifiquei que as cenas mais hots, o personagem estava transformado como lobo, o que não me agradou.
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A química entre os dois personagens principais é incrível e o plot é muitíssimo interessante. O fato de ter um Rio de Janeiro alternativo como pano de fundo eleva o brilho dessa história a outro nível. Minha única reclamação é que achei o final um pouco abrupto. Gostaria de ter visto mais do desenrolar da vida do casal após os acontecimentos finais. Fiquei com algumas dúvidas em relação a construção de mundo que não foram muito respondidas, mas acredito que a autora deseje explorar mais esse universo num futuro próximo (dedos cruzados!).
Geralmente não sou muito de ler porque meu TDAH dificulta muito que eu termine livros, mas essa historia me prendeu do inicio ao fim, tanto que terminei o livro em menos de uma semana. A dinâmica dos protagonistas é muito divertida e envolvente e todos os personagens são muito carismáticos. Garras é um exemplo perfeito do que eu espero encontrar em um livro de romantasy: um universo intrigante, misterios, ação e um casal carismatico no meio disso tudo.
Original e surpreendente! O seriado Peack Blinders foi invadido por criaturas fantásticas e não poderia resultar em um livro tão bom. Estou na torcida para que a autora considere continuar com um próximo livro porque não consigo parar de imaginar quais são as histórias completas dos personagens secundários. Tem tanto que ainda pode ser explorado e não gostaria de me despedir desse mundo tão cedo. Indico muito a leitura!!
Que orgulho ler um livro de uma autora brasileira tão bem escrito e envolvente! A leitura te prende do início ao fim, e construído com riqueza de detalhes. O amor entre os personagens principais é traçado de forma visceral e provocante, em meio a duelos familiares e políticos. Sensacional! Nota mil!