"Digamos que o homem é um animal domesticado com certas componentes selvagens dentro dele."
"Wilt" é um livro dominado pelo humor negro e Tom Sharpe conseguiu ser maravilhosamente bem sucedido na tarefa em manter o interesse e crueldade durante uma história de mal-entendidos, caracterizada pelo absurdo (intencional ou não).
Wilt é um professor de Estudos de Formação Geral, que ensina Instaladores de Gás, Estucadores, Alvenéus e Canalizadores. Quer dizer, Wil tenta ensiná-los há 10 anos, mas a verdade é que os seus alunos passam todo o tempo a discutir os mais variados assuntos.
Wilt é pessoa passiva, sem motivação, determinação ou força para fazer valer os seus desejos. Mas tem uma esposa com diversas aspirações de natureza social e picos de entusiasmo que compensam a personalidade de Wilt, pelo seu exagero.
Porém, há uma coisa que Wilt tem e usa: a sua imaginação. Durante os passeios com o cão, deixa-se fantasiar sobre como assassinar Eva, a sua mulher.
"O sexo e a comida são muito parecidos. Pouco muitas vezes é melhor que muito poucas vezes."
Depois Eva conhece uma lésbica feminista e o seu marido. Arrasta Wilt para uma festa, depois de o assustar com uma emancipação sexual confusa.A festa é escandalosamente parecida com uma orgia de mau gosto. Na casa há um boneca insuflável horrível capaz de tirar o sono a qualquer um!
Juntam-se todos os acontecimentos, pessoas, objectos e antecedentes e temos um crime não cometido e um suspeito totalmente tranquilo e honesto que encontra a liberdade no interrogatório e não pretende nunca mais abdicar da mesma.
Dois detectives e um advogado desistente mais tarde, estamos completamente conquistados pelas peculiares, mas apuradas observações sociais de Tom Sharpe.
"Desde que se diga às pessoas aquilo que elas querem ouvir, estão dispostas a acreditar na história menos plausível que se possa imaginar."