Vitória Souza nos presenteia com uma prosa envolvente e sensível, com diálogos marcantes, simbolismo espiritual e uma cadência literária que alterna tensão com ternura. Os capítulos curtos e os pontos de vista alternados mantêm o ritmo dinâmico sem perder profundidade.
Aurora é mais do que uma ficção cristã: é uma leitura que cura, provoca, acolhe e desafia. A autora cria um universo distópico com propósito redentor, em que fé, coragem e pertencimento são armas contra o medo.
Um dos momentos mais marcantes é quando Helsye, diante da morte, experimenta um tipo de liberdade que só a fé pode dar:
“E de repente não tenho mais medo. Porque saber que sou amada por Ayah, que pertenço a ele, que sou sua filha, torna toda a minha existência uma gota no seu oceano. (…) Eu sou dele. Ele é meu.”
Enfim… é muito bom!
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