Primeiro diz a ti mesmo que tipo de pessoa queres ser, depois faz o que tens de fazer. Epicteto
Procriar é biológico. Ser pai ou mãe é psicológico. É uma decisão. Uma escolha consciente. Um compromisso de efetivamente mudar quem você é e quais devem ser suas prioridades para o benefício e aperfeiçoamento de seus filhos. Um compromisso de fazer sacrifícios, estar presente e cumprir o árduo trabalho de tomar decisões difíceis, de amar, não apenas de ter uma criança.
coloque sua família em primeiro lugar, ame de forma incondicional, esteja presente, ajude os filhos a ser quem eles devem ser, lidere pelo exemplo, dê o devido valor às coisas, viva com gratidão.
Há uma máxima estoica sobre como nunca entramos no mesmo rio duas vezes, pois tanto nós quanto o rio estamos em constante mudança.
Criar filhos— ou, como ouvi um pai dizer certa vez, criar adultos, já que esse é o objetivo— é a coisa mais difícil que você fará na vida. Também será a coisa mais gratificante e importante que você fará.
Nossos filhos herdam nossas virtudes e nossos vícios.
Ser pai é um exercício de jogo de cintura que pode ser inacreditavelmente difícil se não formos honestos ou confiantes e se deixarmos nosso ego atrapalhar. Não podemos permitir que isso aconteça. Essa é a nossa chance, o nosso momento! De moldá- los. De fortalecê- los. De ajudá- los a superar defeitos que talvez nós mesmos nunca superamos. De aproveitar esta segunda chance: dar o que não recebemos. Mais do que isso, é uma oportunidade de compreender.
as circunstâncias externas não nos definem, apenas a maneira como reagimos a elas.
não precisamos colocar fotos de heróis na parede. Em vez disso, podemos pendurar fotos de nossos filhos e nos esforçar para deixá- los orgulhosos. Isso nos inspirará e fortalecerá quando tivermos que tomar decisões difíceis em nome do futuro, da segurança, da liberdade deles. São os nossos filhos que nos instigam a fazer a coisa certa... porque estão sempre observando.
Você define o padrão, portanto seja o padrão.
Se quiser ensinar seus filhos, não será com palavras. Não será com discursos. Será mostrando a eles que você vive de acordo com as regras que definiu e com os valores que está tentando transmitir.
o que importa é o que fazemos, quem somos, como agimos.
A pessoa que você é forma quem eles serão. Então, seja quem você quer que eles sejam. Faça o que você quer que eles façam. É difícil, mas é o único jeito.
embora ser pai seja incrivelmente importante, não somos tão importantes quanto pensamos. Nós nos empenhamos da melhor forma possível para dar um bom exemplo. Mas são os filhos que fazem a maior parte do trabalho.
nunca paramos de ensinar a nossos filhos. E mesmo se o que estamos fazendo agora não encontra eco neles, pode vir a lhes ensinar algo no futuro.
porque nunca é demais dizer estas palavras: Eu te amo. Tenho orgulho de você. Eu gosto de você. Você é especial. Você basta. Você é a coisa mais importante do mundo para mim.
“‘ O que você precisa que eu faça?’ Oferecemos isso a eles. ‘Farei tudo o que estiver ao meu alcance para cuidar de vocês.’ É isso. Esteja presente e demonstre seu amor.”
Portanto, certifique- se de que seus filhos saibam que são suficientes, que são abundantes, que você os ama desde o momento em que nasceram. E lembre a eles que esse amor não demanda o cumprimento de nada. Não há nada que eles devam conquistar para merecer sua ternura e seu afeto.
Nossos filhos não nos devem nada. Afinal, eles não pediram para nascer. Nós, que escolhemos trazê- los ao mundo, é que temos um compromisso com eles.
A melhor coisa que podemos fazer por nossos filhos é amar quem os trouxe ao mundo. Amar a pessoa com quem você os está criando.
Quando nossos filhos precisam de ajuda, nossa única função é oferecê- la. E é para ajudar, não para dar sermões.
a criança precisa ouvir dos pais, não importa o que eles estejam passando: você vai passar por coisas na vida que são muito difíceis. Mas você não está sozinho. Sempre serei seu amigo.
Ser pai é fazer escolhas a partir do momento em que nossos filhos chegam ao mundo: são as necessidades deles versus as nossas próprias vontades.
Não há trabalho, carreira ou responsabilidade que justifique estar ausente da vida dos filhos.
Você nunca vai se arrepender de ter decidido parar o que estava fazendo, ou prestes a fazer, para brincar com seus filhos.
Nosso trabalho é criar ótimas crianças. Ou, mais precisamente, nosso trabalho é criar ótimos adultos.
sempre que eles estenderem a mão, estaremos lá para segurá- la.
Quanto mais miúdos você perceber que seus filhos são, mais gentil você será com eles. Mais protetor e paciente você será. Mais você apreciará o afinco com que eles estão tentando entender as coisas— a si mesmos, seus relacionamentos, o mundo. Eles são muito pequenos. Não se esqueça disso.
Se você quer um lar feliz, um lar em que haja bondade, amor e paz, então traga essa energia com você. Projete essa energia de forma consciente e deliberada. Mostre como as coisas estão boas com você, e elas ficarão melhores com todo mundo.
Essa coisa chamada parentalidade exige mais de nós do que quase qualquer outra tarefa na vida. Ser pai ou mãe é um desafio emocional, físico e mental. Mexe com todos os nossos sentimentos.
Nosso trabalho é amá- los e ser pacientes com eles
pondere sobre aquela que possivelmente é a ideia mais contraintuitiva no que diz respeito à criação dos filhos: a de que talvez, apenas talvez, não seja um problema tão grave assim quando os filhos se comportam mal. Pode ser, sugere ela, que na verdade esse comportamento seja um sinal de como eles se sentem amados e seguros. Melinda escreve: Pense desta forma: quando as crianças são sempre respeitosas, prestativas e obedientes com os adultos, invariavelmente é porque têm medo desses adultos. Não é por acaso que as pessoas que se gabam de como seus filhos são bem- comportados também podem ser aquelas que usam frases como “Poupar a vara é estragar a criança” e “Criança muito acariciada nunca foi bem- educada”. Isso não quer dizer que o caos seja algo bom, que não se deve impor nenhuma regra. É um lembrete para que você, antes de se considerar um péssimo pai porque seu filho lhe desobedeceu ou porque ele fez birra, reflita sobre o que significa ele se sentir confortável de fazer isso na sua frente. Na verdade, pode ser que seus filhos ouçam você— sobretudo quando você diz que os apoia, que os ama de maneira incondicional, que deseja que eles pensem por conta própria. É possível que eles o respeitem profundamente. Porém, ainda mais do que isso, pode ser que confiem em você mais do que em qualquer outra pessoa no mundo.
A função do pai, ao tentar proporcionar um mundo melhor para os filhos e criá- los para serem bons neste novo ambiente, é valorizar o caráter e moldá- lo. É ensinar valores a eles. Elogiá- los e recompensá- los por essa característica quando você a percebe neles. Sim, queremos que sejam inteligentes. Sim, queremos que sejam ambiciosos. Sim, queremos que sejam criativos e trabalhadores. Mas essas qualidades não valem de nada se não estiverem associadas a um bom caráter.
Estas são as virtudes para as quais a boa vida se curva, aquelas que todo pai é obrigado a ensinar aos filhos: Coragem: para levantar, seguir em frente, não ter medo nem timidez. Moderação: para conhecer o equilíbrio, ter autocontrole, evitar excessos ou extremos. Justiça: para fazer a coisa certa, cuidar dos outros, cumprir seu dever. Sabedoria: para aprender, estudar, manter a mente aberta.
Nossa forma de fazer uma coisa, qualquer que seja, exemplifica nossa forma de fazer tudo. Essa é a lição que temos que passar para nossos filhos.
os leitores muito, muito raramente, se metem em encrenca.
Pergunte a eles todos os dias: Qual foi a sua boa ação de hoje? O que você fez por outra pessoa? Quem você ajudou?
um dos maravilhosos benefícios de ler ficção é que o gênero ajuda a cultivar a empatia.
Apenas faça a coisa certa. O resto não importa.
somos responsáveis uns pelos outros. Não podemos nos omitir diante das injustiças.
É preciso dedicação extra para parar e pensar que nossas palavras e ações impactam a vida das pessoas.
Quem somos é mais importante do que o que fazemos. Prefiro que você seja bom a bem- sucedido.
Primeiro, de que precisamos aproveitar o presente enquanto o temos. Segundo, de que devemos nos lembrar de que realmente precisamos de pouco para sermos felizes e de quão maravilhosos podem ser os momentos mais comuns. Terceiro, de como tudo isso pode nos ser tirado depressa.
Ninguém é importante ou ocupado demais para ter um tempo de diversão maluca em casa. Ninguém está acima de fazer uma lutinha com o filho na cama. Nenhum pai deve hesitar antes de cantar a plenos pulmões enquanto faz a barba. Esses são os melhores momentos.
para sermos bons em nosso trabalho, para sermos bons nessa coisa de paternidade, devemos nos esforçar para encontrar a quietude. Porque precisamos de tempo para refletir, para focar, para encontrar a calma que vai nos restaurar e resetar nosso sistema.
Se quer ser um pai melhor, vá para a cama mais cedo. Dê a si mesmo um horário limite que você consiga respeitar, cumprir e impor. Valorize o sono. Cuide- se. Todos sairão ganhando.
Nosso trabalho como pais não é moldar nossos filhos a fim de transformá- los em nossos sucessores ou em superastros. É ajudá- los a ser o que eles têm a intenção de se tornar. Nós lhes mostramos as coisas, deixamos que encontrem o que lhes interessa e então os incentivamos a cultivar esses interesses. Sem pressão, sem críticas. Devemos acreditar neles, torcer por eles, ter orgulho deles... e estar prontos para segurá- los se caírem ou se fracassarem no caminho para se tornarem quem eles querem ser.
o que faz a diferença, e é seu trabalho como figura parental, é ajudar seus filhos a cultivar o que há de bom neles e dar- lhes a força para sobrepujar o que há de ruim. Precisamos ajudá- los a se tornar quem eles podem ser. Precisamos ajudá- los a ser— de maneira consistente e constante— a melhor versão de si mesmos.
Ensine seus filhos a escolher. Capacite- os e fortaleça- os. Faça de tudo para se assegurar de que eles saibam como decidir e como aceitar numa boa as próprias decisões, mesmo que decidam errado. Não importa que você saiba mais do que eles. O que importa é que você os deixe aprender. Uma vida é a soma e a substância das decisões de uma pessoa. Prepare seus filhos para tomarem boas decisões, de modo que, por escolha própria, eles possam ter a melhor vida possível.
O aspecto mais trágico da vergonha, porém, é que ela não surge naturalmente.
Sua principal tarefa é ser um fã. Só um fã. Deles. De seus talentos ou da falta deles. Das oportunidades ou da falta delas.
Nossos filhos vão fazer besteira, mas eles precisam saber que jamais vamos menosprezá- los. Nossos filhos precisam saber que ficaremos ao lado deles, que lutaremos por eles, que jamais deixaremos alguém abusar ou atacá- los sem que nos pronunciemos.
É um presente incrível para dar a seus filhos. Permissão para tentar... aliada à permissão para fracassar. É o indicativo de que você vai apoiá- los de qualquer maneira, que nada mudará qualquer que seja o caminho que eles escolherem, as conquistas que alcançarem ou os marcos que ficarão aquém do imaginado.
Queremos dar aos nossos filhos acesso a essa magia. Queremos que eles atravessem esses portais. Queremos que eles leiam. Afinal, ler qualquer coisa é melhor do que ver TV, brincar com o tablet ou ficar enviando mensagens de texto.
Os brinquedos são mais do que apenas objetos para brincar; são mundos a descobrir. São coisas pelas quais devemos ser responsáveis. São coisas para desmontar e montar novamente. São laboratórios para a vida.
Seu filho pode, e deve, ser mais do que um leitor: ele deve ser um leitor crítico e abrangente. Ensine- o a questionar, a revisar. A ser um pensador.
ser curioso é melhor do que ser complacente e ser chato é melhor do que ser ignorante.
a educação é um jogo infinito
A confiança é algo que se conquista por mérito. Vem da autossuficiência. Vem da experiência.
é a única coisa que sabemos com certeza. As coisas vão ser difíceis. As coisas vão dar errado.
a maneira como você decide ver as coisas e, mais importante, o modo como você escolhe reagir e responder a elas, é que vai determinar de que forma seus filhos também serão afetados por esses eventos.
Seus filhos estão contando com você. Você não pode se dar ao luxo de entrar em desespero. Não há tempo para reclamar. Ninguém o livrará desse problema. Depende de você e cabe a você resolver. É o que lhe foi dado pelo destino ou acaso, e agora você precisa lidar com isso. Você tem que fazer alguma coisa disso tudo. Você tem que fazer algo de bom... por seus filhos.
Nós faríamos qualquer coisa por nossos filhos, porque eles não fizeram nada para nascer, completamente indefesos no início, cem por cento dependentes de nós por anos. Eles não escolheram vir ao mundo. Não nos escolheram como pais. Nós escolhemos tê- los. Nós os concebemos. Eles não são apenas parte de nossas vidas, são parte de nós. Eles são nossos.
Uma das grandes coisas sobre ser pai, se você fizer direito, é que vai torná- lo muito mais humilde. Ninguém sabe apontar nossos defeitos como nossos filhos. Eles não se importam se você é muito rico, importante ou respeitado. Para eles, é um bobão. Para eles, você não tem graça, é velho e cafona. Você é alguém de quem eles podem tirar sarro. Na verdade, é com você que eles praticam o senso de humor.
Ter pressa é correr pela vida. E também é passar voando pela infância deles— exatamente o período do qual mais sentiremos falta em algum momento próximo.
Sucesso, como já dissemos, é ter os filhos à mesa junto com você. No fim da vida, o sucesso parental é ter uma família unida, que passa tempo junta, que quer estar perto de você.