O paulista Ricardo Domeneck, que já teve publicado seu Carta aos anfíbios (2005), é radicado na Alemanha , onde trabalha como DJ, além de ser tradutor de Lyn Hejinian e Rosmarie Waldrop, entre outros poetas norte-americanos. Neste livro, ele reúne reflexão filosófica, apegos eróticos e uma vontade de romper velhas dicotomias. A partir da ironia do título, clara referência ao clássico Cão sem plumas, de João Cabral de Melo Neto, Ricardo exercita sua intensa afinação com vontades e comportamentos contemporâneos.
Ricardo Domeneck nasceu em Bebedouro, SP, em 1977. É coeditor da revista eletrônica Hilda, com Oliver Roberts, e coeditor da revista impressa e eletrônica Modo de Usar & Co., com Angélica Freitas, Fabiano Calixto e Marília Garcia. Seu trabalho foi publicado em antologias na Argentina, Alemanha, Espanha, Eslovênia e Estados Unidos, e nas revistas Cacto (São Paulo), Inimigo Rumor (Rio de Janeiro e São Paulo), Entretanto (Recife), Quimera (Espanha), B2 (Alemanha) , Green Integer Review (Estados Unidos), e Diário de Poesía (Argentina), entre outras. Atualmente, vive em Berlim, onde colabora com artistas plásticos e organiza performances de artistas de multimídia, além de trabalhar como DJ.
Primeiramente, não sou especialista em literatura, apenas um leitor que adora se perder entre páginas e descobrir novos caminhos na escrita, autores/autoras, ler como se não existisse amanhã. Assim, só posso traduzir o que me provocaram esses poemas por meio de sensações de prazer, de fluxo, de intinerários/caminhos. É isso!