Neste segundo volume de Chumbo, cuja acção decorre na sequência do golpe militar de 1964, que deu início aos “anos de chumbo” da ditadura militar, os dois irmãos encontram-se em lados opostos da barricada. Severino, que se tornou jornalista e escritor, está claramente alinhado com a esquerda, enquanto o seu irmão, Ramires, apoia a ditadura militar que vai governar o país entre 1964 e 1985. Misturando os dramas familiares com a grande História, em páginas de grande inventividade formal, Lehmann constrói um livro notável.
Dibujante, ilustrador y pintor ocasional de raíces franco-brasileñas, Matthias Lehmann nació en la región de París en 1978 y ya en la adolescencia empezó a foguearse en la historieta breve y el mundo de la autoedición. Hoy destaca como especialista en la técnica del linograbado, colabora de manera regular en revistas y periódicos como Fluide Glacial, Siné Mensuel, Le Monde o Libération y tiene en su haber obras como Isolacity (2001), L’éttoufeur de la RN 115 (2006), Les larmes d’Ezéchiel (2009) o Personne ne sait que je vais mourir (2015).
A ideia por detrás do argumento é boa (a saga de uma família brasileira ao longo da segunda metade do século XX). No entanto, a concretização dessa ideia não me conseguiu conquistar. Achei o argumento um pouco confuso e com alguns saltos temporais que eu não consegui distinguir de forma rápida... Terá obviamente interesse para o público brasileiro para o qual certos nomes terão repercussão de memória colectiva... A mim, confesso, a parte histórica não me disse muito, gostei mais da parte psicológica das personagens, mas essa não foi cabalmente desenvolvida, por serem muitas.