Dono de uma trajetória imprevisível e surpreendente, Jean Wyllys saiu da pequena cidade de Alagoinhas, no interior da Bahia, estudou jornalismo, venceu o Big Brother Brasil em 2005, para se tornar, enfim, um dos grandes defensores das minorias e dos direitos humanos no Congresso Nacional - e um dos deputados mais atuantes do país. Tempo bom, tempo ruim fala sobre assuntos que vão desde as manifestações populares de junho de 2013 até a homofobia e o racismo no futebol, passando pela telenovela, a legalização da maconha e o impacto das tecnologias da comunicação. Com lucidez, erudição e honestidade implacável, Jean Wyllys revê sua trajetória e as lutas que trava diariamente, revelando ao leitor os conflitos sociais e raciais do Brasil, um país de avanços e retrocessos, de tempo bom e tempo ruim.
Jean Wyllys tem uma história de envolvimento com trabalhos em favor da justiça social, de uma educação para a cidadania e para a valorização da vida, e em favor das liberdades civis, que remonta à sua adolescência, quando pertencia às pastorais da Juventude Estudantil e da Juventude do Meio Popular, e atuava nas comunidades eclesiais de base da Igreja Católica. Parceiro dos movimentos LGBT, negro e de mulheres, Jean Wyllys participa de ações que combatem a homofobia, a intolerância e o fundamentalismo religiosos, a discriminação contra o povo de santo, o trabalho escravo, a exploração sexual de crianças e adolescentes, e as violências contra a mulher. Jean Wyllys foi eleito deputado federal pelo PSOL-RJ para o mandato 2011-2015. É escritor, com três livros publicados; professor universitário na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e Universidade Veiga de Almeida (UVA), ambas no Rio; e colunista da Carta Capital.
Livro deixou a desejar. Esperava mais relatos autobiográficos, e não posicionamentos sobre temas do Congresso Nacional - posicionamentos, estes, um tanto genéricos.
Ótima leitura para conhecer um pouco mais sobre a vida e o trabalho de Jean Wyllys. Eu não sabia nada além de sua passagem pelo Big Brother e fiquei impressionado pela resiliência e determinação de Jean, da infância aos dias atuais. Recomendo!
A linguagem é bem acessível e a editora é bem comercial: ou seja, tem tudo pra irritar quem gosta da boa e velha pompa acadêmica. Nunca tinha lido um livro de um político (resumir o Jean a isso é picotar sua trajetória, mas, no final das contas, no momento ele é um) e não fui traumatizado pelo gênero. Muito melhor do que ler aqueles tweets encadeados dele (numerados de 1 a 57) é ler esse livrinho, muito contemporâneo, honesto e sem medo de ficar datado.
Instigantes reflexões e provocações, em tom também autobiográfico, de alguém que representa muito bem vários segmentos brasileiros oprimidos por muito tempo: negros, pobres, gays, nordestinos e, não menos importante, militantes socialistas. Vale lembrar que se trata do primeiro o assumidamente gay de toda a história do Congresso Nacional.
Aqui Jean Willys conta um pouco de sua história é muito de suas lutas pelas diversas causas sociais e pela causa LGBT. Em geral eu não gosto dele debatendo ou em entrevista, mas eu concordo com suas ideias contidas neste livro. Ponto forte no capítulo que ele fala da Globo de maneira bem inteligente, muito diferente do que vejo os esquerdistas falando geralmente. Vale a pena conferir.
Eu esperava, talvez inspirado pela orelha do livro, um pouco mais do histórico político do deputado, mostrando como ele "hackeou a mídia para chegar ao Congresso".
Encontrei uma literatura simples e direta que conta um pouco de sua infância e adolescência e as causas e ideias que defende.