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A Década Prodigiosa: Crescer em Portugal nos Anos 80

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A década de 1980 em Portugal foi a primeira a começar em democracia - a primeira em que toda uma geração viveu sem a sombra da ditadura. Os portugueses fizeram dessa época um tempo extraordinário, dominados pela sensação de que cada novo ano seria ainda mais espantoso do que o anterior. Nem tudo foi bom, é certo. Dramas como o trabalho infantil, a heroína, a SIDA, os bairros de lata ou a vulgarização dos salários em atraso escurecem as recordações mais otimistas. No entanto, esse lado negro não é o que prevalece naqueles que cresceram nessa era.

Se a década começou triste, atrasada e falida, avançou numa crescente sede de modernidade e num ambiente de despreocupação, sobretudo entre os mais novos, que hoje parecem irrepetíveis. E quando os anos oitenta terminaram, Portugal era um país promissor, de mangas arregaçadas a encarar o futuro.

Entre a memória autobiográfica e a evocação de alguns dos acontecimentos que mais marcaram o país e o mundo nesses anos, A Década Prodigiosa é uma viagem a um passado onde tudo parecia possível, numa narrativa em que o retrato de época se cruza com a inevitável nostalgia de uma certa inocência perdida.

661 pages, Paperback

First published January 1, 2024

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Pedro Boucherie Mendes

10 books16 followers

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Displaying 1 - 20 of 20 reviews
Profile Image for Rita.
945 reviews201 followers
November 9, 2024
A Década Prodigiosa: Crescer em Portugal nos Anos 80 é mais do que um exercício de nostalgia; é um retrato de um país em mudança e de uma geração que acreditava ser possível transformar o futuro.

É durante esta década que aqueles que eram crianças no 25 de Abril iniciam a sua pré-adolescência e acabam a entrar na idade adulta. O contexto que se vivia no nosso país também ajudou a viver todos esses anos com uma intensidade desmedida.
Com as suas conquistas e dificuldades, os anos 80 deixaram uma marca na memória colectiva dos portugueses, numa convergência de vivências que dificilmente se voltará a repetir.
Portugal estava em transição entre o passado e o futuro, e nós éramos o futuro, a geração que podia mudar tudo e fazer deste pequeno rectângulo um país moderno afastado dos valores e das amarras de uma ditadura que nos empobreceu, em todos os sentidos, ao longo de quarenta anos.

É a década da transformação e da modernização, da adesão à CEE, da abertura a novas formas de pensar e agir, da democracia e da liberdade. Tudo está em constante mudança e transformação. Começamos a querer chegar ao padrão dos países europeus e percebemos que era possível mesmo com os problemas sérios que tivemos que enfrentar.

Não é um livro nostálgico, é mais um retrato de um país e das suas gentes.
Embora tenha gostado de relembrar tantas e tantas coisas (só não me recordo do tal de Adam Curry, e do pseudo êxito A Salsa das Amoreiras dos Afonsinhos do Condado) acho que o autor dá uma visão demasiado masculina da década, e falta o lado feminino da coisa – nós não éramos só miúdas que gostavam de ir à Feira de Carcavelos comprar roupa e que tínhamos fitinhas no guiador da bicicleta. Não me senti representada em nenhum momento durante a leitura.

Percebo que é muito da visão de um homem que viveu esta década na Linha de Cascais, e não saía muito da sua zona, o próprio assume que visitar Lisboa significava quase só ir comprar discos, na Motor (mais tarde, Bimotor), nos Restauradores, ou à Melodia, na Rua do Carmo e que só entrou na Brasileira com mais de quarenta anos. No entanto, a década foi muito mais do que isso, e faltam-me os detalhes das vivências femininas e das mulheres que também ajudaram a moldar o país que somos hoje.
No fundo, é um daqueles livros que mereceria 3 estrelas, mas dou-lhe uma quarta pelas recordações que me trouxe.

Profile Image for Lúcia Parreira.
102 reviews54 followers
May 18, 2025
Gostei muito de ler este livro💯💯! Fez-me reviver a minha infância👍👍. Está escrito de uma maneira bem detalhada. Acho uma obra espetacular! Ficamos agora à espera do livro da década de 90!!😉😉
27 reviews
February 17, 2025
Decidi ler este livro porque o tema, em teoria, seria leve e divertido, mas o autor conseguiu torná-lo um pouco maçador. Creio que o livro em papel terá umas 600 páginas (li em ebook) mas bastaria a cronologia final para dizer o mesmo. O texto é mesmo muito repetitivo, talvez devido à organização em blocos cronológicos, mas as personagens ao longo dos anos 80 são as mesmas; e o que é dito em 1983 é repetido em 1989 (por exemplo). Vê-se que o autor venera Miguel Esteves Cardoso e é fã de Herman José. Não tenho nada contra ambos (gosto de ler MEC e aprecio o humor do Herman), mas aqui raia o exagero. Por último, em 600 páginas teria sido possível ser mais exacto em alguns pormenores como a escolaridade obrigatória: é verdade que em 1986 foi alargada ao 9o ano, mas apenas para pessoas nascidas a partir de 1 de janeiro de 81; os nascidos em décadas anteriores teriam que ter o 4o ano (nascidos até 1967) ou o 6o ano (nascidos entre 1967 e 1981).
Profile Image for Maria João Seabra.
14 reviews
April 19, 2025
Acabei por não ler todo pois é demasiado descritivo e a dada altura é sempre mais do mesmo.Foi bom recordar alguns eventos mas o livro é demasiado grande, o que torna a sua leitura demasiado cansativa. As notas de rodapé, todas condensadas no final do livro, também não ajudam.
Profile Image for Hugo.
2 reviews
September 14, 2025
Duas estrelas e meia arredondadas, na verdade.

Tive curiosidade de ler o livro não tanto por nostalgia pelos anos 80, mas porque tendo vindo viver para Portugal com 11 anos em Julho de 1987, achei que poderia aprender mais sobre algumas referências culturais que me faltavam total ou parcialmente.

Encontrei isso até certo ponto, claro, o que justifica não avaliar o livro com duas estrelas. O problema é que não sendo a prosa particularmente cativante (e estou a ser simpático), dei por mim a ler página atrás de página na diagonal, de tão aborrecida e repetitiva que a achei.

Por muito que entenda a admiração (e partilhe largamente dela) do autor por Herman José e Miguel Esteves Cardoso, o panegírico constante acaba por cansar. E nem comento aquele que é feito a Cavaco Silva...
Profile Image for Claudia Espassandim.
27 reviews
November 28, 2024
Pedro Boucherie revisita os anos 80 como quem volta a uma casa antiga, espreitando em todos os seus compartimentos e vasculhando cada canto com curiosidade.

Para quem viveu esta "década prodigiosa", na experiência de leitura deste compêndio dificilmente sente falta de alguma memória.

A vénia feita a Herman José e a Miguel Esteves Cardoso é absolutamente justa.

Nestas 660 páginas há memórias felizes e despreocupadas, há humor, vidas em sociedade, política, cinema, música e muita TV, mas essencialmente há muito trabalho e muito bem escrito.

Um prazer, esta leitura!
Profile Image for Vasco Medeiros.
56 reviews8 followers
May 12, 2025
Uma primeira parte muito boa, e uma segunda que é uma ode ao cavaquismo. Mesmo assim, quatro estrelas pela nostalgia.
Profile Image for Pedro Barros.
2 reviews
October 24, 2025
O autor escreve mais de 500 páginas para dizer aquilo que podia, porventura, ter dito em menos de 200. Um exercício intelectual interessante, mas exagerado. Vale a pena ler sobretudo por quem é contemporâneo de toda esta realidade que foi crescer nos anos 80. Mas justamente porque concordo com o autor sobre o brilhantismo único da época, parece-me que os 80 mereciam mais.
2 reviews
February 2, 2026
Finalmente li este livro que estava na minha lista de leitura há já algum tempo. Logo que ouvi falar do seu lançamento, tive o desejo de o comprar, o que só consegui alguns meses depois. Devo dizer que julgava ser a febre da nostalgia pelos anos 80 uma coisa passageira mas a verdade é que ela já dura há anos e parece ter vindo para ficar. Basta ver os sites, grupos sociais na internet e livros que pululam por aí. E precisamente por falar em livros, durante muito tempo não vi em Portugal uma literatura dedicada aos anos 80. Uma vez comprei um, fino, poucas páginas mas ricamente ilustrado e mais centrado na juventude daquele tempo. Era um livro a puxar à nostalgia. Depois sei que apareceram outros mas mesmo assim pareceu-me pouco em comparação por exemplo com a oferta em França onde livros e revistas sobre a década de 80 e outras são aos montes. No entanto quer em Portugal quer em França nunca tinha visto um livro como este “A Década Prodigiosa”. Desde logo pelo tamanho. Enquanto os outros raramente chegavam às 100 páginas, este ultrapassa as 600. Calhamaço? Sim. Aborrecido? Nada disso! Mas ainda antes do livro devo dizer que só conhecia o autor, Pedro Boucherie Mendes, de ser júri num concurso de talentos na televisão. Nem sabia que escrevia livros até ler este. E o livro em primeiro lugar espantou-me pelo tamanho. Não pensava que fosse possível escrever tanto sobre os anos 80. Mas talvez isso se explique porque não é só uma viagem nostálgica mas também quase um retrato sociológico da década. E não há dúvida de que o autor faz-nos viajar neste passado quase como se estivéssemos numa máquina do tempo. Para os que lá viveram, como eu, recordam muita coisa, por vezes nem tudo, conforme a idade que tinham (mais uma vez como eu). Para os que só nasceram depois é a oportunidade de conhecerem a década que foi a última ou quase, para muita coisa, sobretudo na tecnologia e aquela que representou um salto em aspectos como o desenvolvimento e certos comportamentos das pessoas. O livro é por assim dizer um riquíssimo manancial de informações sobre os anos 80, desde eventos históricos até canções e coisas tão simples, das quais algumas já nem me lembrava ou até nem sabia. Uma coisa curiosa é que apesar do título falar em “década prodigiosa”, o livro não é só um elogio contínuo àqueles tempos mas também retrata o que havia de pior e que penso estarmos todos de acordo que já acabaram. Por exemplo e numa recordação pessoal, o tempo infinito que demorava uma viagem de Braga a Espanha! Assim, Pedro Boucherie Mendes não se preocupa em só pintar um quadro feliz da época mas também em dar-nos um retrato completo, fazendo o leitor mergulhar de corpo e alma nos anos 80 como se ainda lá vivesse. E precisamente ele chama a atenção para muitas vezes o sentimento de nostalgia e de sensação das coisas boas confundir a percepção com a realidade. Não há dúvida que para quem foi criança naquele tempo, a década deve ter parecido uma festa ou próximo disso. Já para os adultos a coisa não seria tão paradisíaca assim. Embora no geral, tenho a sensação de que muitos terão um sentimento de saudade por tempos que não voltam mais.
Um dos aspectos mais criticáveis do livro mas também compreensíveis é apesar da tentativa do autor falar do Portugal em geral, não evita um interesse em particular nos lugares da sua vida e na sua própria experiência. Mas como disse, se é criticável também aceita-se porque todo o autor que escreva sobre um passado que viveu tem tendência a também falar da sua experiência pessoal. De resto o livro tem algumas omissões, o que também se compreende porque afinal não se pede que se escreva sobre tudo e mais alguma coisa dos anos 80. Por outro lado vi 2 erros, um deles mal numa página mas corrigido mais à frente, e outras histórias deixaram-me dúvidas. Dito isto, o livro lê-se com muito agrado e não há dúvida de que é o mais perfeito retrato dos anos 80, no que eles tiveram de melhor mas também no menos bom. Obviamente está na minha lista de favoritos.
Profile Image for Fátima.
147 reviews23 followers
February 20, 2026
Este livro devia ser obrigatório para todos que hoje estão na casa dos 50 anos!

Um cheirinho do livro:
"A que soavam os anos oitenta? Todo o tempo é rico em sons, trilhas, avisos, músicas que captavam a atenção e alteravam a nossa disposição.
O trinar dos telefones em casa ou das campainhas da escola. O som de um gongo minutos antes de começar um filme no cinema. O genérico poderosíssimo da Warner Brothers. quando finalmente começavam as animações de Bugs Bunny e afins. O grilar dos jogos do Spectrum a carregar no gravador. A trilha do tempo de antena dos partidos políticos ou o do boletim meteorológico, anunciados pelas Quatros Estações de Vivaldi (neste caso, a «Primavera»), que lhe servia de apontador. A campainha nervosa das passagens de nível quando o comboio estava para passar. As
caixas registadoras nas lojas.
O matraquear das máquinas de escrever nas repartições.
O martelar irritante das impressoras de agulhas. O som dos Flinstones a correr na televisão. A canção dos desenhos animados de Homem-Aranha, Spiderman, Spiderman, e o assobiar a música de Verão Azul. O indicativo da Eurovisão, anunciando a transmissão prestes a começar. O pi, pi, pi dos relógios Casio. Outros pi, pi, pi, mais antigos e espaçados, do sinal horário nas rádios e na televisão. O tiquetaque enervante dos relógios despertadores na mesa de cabeceira. O barulho ventoso das cassetes de vídeo a rebobinar.
A agulha a crepitar em cima do vinil antigo ou em mau estado. O carregar no play nas cassetes de áudio e o estalo quando terminava. O som único de dar à chave para o arranque de quase todos os automóveis. As vozes longínquas do outro lado da linha no serviço de despertar.
O discar do telefone, o pressionar do botão para abrir o televisor e o consequente ruído do aparelho a aquecer. Meter, tirar, arrumar cassetes na caixa. O eject das cassetes de vídeo. A gaita de beiços do amolador que passava na rua. O barulho característico dos motores a diesel. A sirene dos bombeiros a anunciar o meio-dia. Os sons das máquinas de flippers e outros jogos de moeda. O barulho dos raios laser nas séries de ficção científica. As músicas cantadas dos anúncios como Limara, Vaqueiro («Vaqueiro dá vidaaaaa, Vaqueiro dá mais sabor, Vaqueiroooooo»); Cornetto («um Cornetto p’ra mim, um Cornetto p’ra ti, olá, olá»), Mokambo («diga bom dia com Mokambo»), Boca Doce («o Boca Doce é bom é bom é, diz o avô e diz o bebé»), Mehari («ele é jipe, é camião»)."
Profile Image for António Santos.
14 reviews
April 26, 2026
Foi o meu primeiro livro de Pedro Boucherie Mendes e devo dizer que foi uma bela surpresa. Os meus preconceitos latentes levaram-me subconscientemente a não ter muitas expectativas relativamente a esta sua obra, dado o meu desconhecimento da sua vida e carreira - ter sido jurado no 'Ídolos' e moderar o programa 'Irritações' eram os únicos galões que eu sabia na sua lapela.
Não é só um retrato fiel de uma década que o autor explica ter sido única, tendo em conta as espeficidades temporais que a balizam (a primeira cumprida totalmente em democracia, os desenvolvimentos económicos e políticos que o país experimenta), trata-se, mais relevante, de transportar o leitor para dentro de casa, uma casa portuguesa dos anos 80, e de apreender, de forma intensiva, imersiva, mas não ostensiva, os meandros, as diferenças, os detalhes, as minudências, as idiossincrasias das famílias portuguesas que habitaram o tempo da penúltima década do século XX. A minúcia das fontes consultadas é extraordinária, densificando o corpo do texto de uma maneira surpreendente, visto tratar-se de uma obra não-científica. A prosa de Mendes é leve, leve mas não despreocupada, pautada por comentários chistosos que inibem o todo da obra de resvalar para o enfadonho.
Aprendi muito com os relatos bem-dispostos, perdi a conta às vezes que disse para mim "Ah então foi por isto que tal aconteceu, ah foi por causa daquilo que isto ocorreu" etc etc. Do que mais gostei neste livro foi o facto de Mendes não ter endeusado os oitenta; relembrar a nossa infância, adolescimento, crescimento com os pais conduz ao embelezamento das memórias, purgando as más e permanecendo as boas, numa lógica de "no meu tempo é que era". Não encontrarão nada disso nesta obra, pelo contrário, Mendes consegue a proeza de relatar os 'podres' da década, de relembrar que, embora aqueles anos tivessem no geral sido bons, ainda havia miséria, pobreza, fealdade, atraso crónico, injustiça e tudo o mais. Estas descrições, por vezes desarmantes de tão cruas, revelam uma fidelidade factual tremenda, elevando o nível do livro. Quem quer perceber a geração dos setentas, que cresceu e se fez adulto nos oitentas, entender o Portugal que se construiu e em cujas estruturas nós, os filhos, crescemos mais tarde, sem sentimentalismos cegos, sem lirismos desmesurados, este é o livro. E que livro. Quatro estrelas.
Profile Image for Paulo Gaspar.
20 reviews6 followers
July 9, 2025
Este é um livro que funciona como cola, como agregador de todas as memórias e nostalgias que nós, nascidos em meados dos anos 60 e inícios dos 70, guardamos daqueles que, para cada um de nós, são os melhores dias das nossas vidas. Não o são, na verdade — mas gostamos de dizer que sim.
Só por isso, já teria valido a pena ler este livro.

Apesar do exagero nas referências ao MEC, ao Frágil, ao Herman ou à Feira de Carcavelos, aceita-se. Também eu, que em 1985 tinha 20 anos, tendo a exagerar as minhas memórias e impressões desse período. A adolescência molda a nossa personalidade, e o que vivemos nessa altura marca-nos para sempre — as músicas, os livros, as amizades, os amores e desamores, os jornais, os filmes…

Uma nota surpreendente: a ausência, para mim inexplicável, de qualquer referência ao programa de rádio Pão com Manteiga, que passou na Rádio Comercial precisamente ao longo dessa década.

Se é verdade, como dizia o Bowie, que envelhecer é tornarmo-nos quem sempre devíamos ter sido — e se calhar é isso que acontece aos 50, quando finalmente nos sentimos melhor connosco próprios —, então aos 15 ou 20 estamos a ensaiar a toda a força para isso. Este livro transporta-nos para essa fase. De forma nostálgica, divertida, com aquele sorriso cúmplice de “era mesmo assim” — e sabe muito bem. É um page turner, e só isso já seria um grande elogio. Tem informação bem trabalhada e muita investigação. Talvez pudesse ter umas cem páginas a menos, digamos. Mas lê-se com gosto e entretém. Não se pode pedir muito mais.
Profile Image for José Lopes.
39 reviews
November 19, 2025
Talvez por ter expetativas diferentes, o livro acabou por desiludir. Apesar de fazer um esforço hercúleo de reunir grande parte dos aspetos sobretudo sociais e culturais que marcaram os anos 80, a obra acaba por parecer que, enfim, serve mais para os nostálgicos dos anos 80 do que propriamente para um público mais geral. A obra está demasiado embebida na memória que o autor tem dos acontecimentos e num "Lisbonismo" crónico - na medida em que o retrato dos anos 80 é feito tendo em conta a realidade do autor e da região de Lisboa, não atribuindo particular relevância a outros lugares. Se o autor reconhece a disparidade de vivências em diferentes partes do país? Verdade, mas mesmo assim ficamos a conhecer mais sobre a vida social e cultural dos grandes centros e da capital, e não tanto das realidades rurais, operárias, entre outras, mesmo que tenha procurado demonstrar, certeiramente, as mudanças que ocorreram (recorrendo, sobretudo, a dados estatísticos).

Por fim, a obra perspetiva bem o que terão sido os anos 80 em Portugal, apesar do seu "Lisbonismo". Faltou uma metodologia clara para uma obra que se propunha abordar a História dos anos 80, mas permanece incontornável nos (raros) estudos dos anos 80 em Portugal.
20 reviews
June 11, 2025
Uma viagem fantástica aos incríveis anos 80, de quem como o autor, nasceu no início dos anos 70. Foi o relembrar de muitas memórias, sendo que algumas delas já estavam bem no fundo do baú. Gostaria que os meus filhos lessem este livro, para ficarem com uma ideia do que foi a infância e juventude de quem a viveu nos anos 80. Recomendo
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463 reviews3 followers
August 10, 2025
Um bom trabalho de compilação dos factos marcantes durante a década 80, no nosso canntinho a mar plantado.
Prosa jornalística, apoiada com várias referências à época.
Gostei das comparações aos teus actuais.
Profile Image for Dina Justo.
5 reviews
October 8, 2025
2,8... Esperava algo diferente e talvez tenha criado expectativas em relação a este livro, mas acabei por não ler a parte final pois esta condensa tudo o que já se leu nas 500 e tal páginas anteriores... achei muito, muito repetitivo.
Profile Image for Joao Manuel.
38 reviews1 follower
January 20, 2026
documento único e vivido da década de 80 em Portugal, Boucherie Mendes conta-nos, ao mesmo tempo, uma história pessoal. Aliás, só não recebe 5 estrelas por causa disso. faltavam as memórias de pessoal mais acima. mas deliciei-me com as recordações.
Profile Image for Luis Santos.
26 reviews2 followers
April 5, 2025
Para quem viveu os 80 e os 90 é, sem dúvida, um relato que nos leva “down the memory lane”.
Profile Image for Claudia Esteves.
53 reviews1 follower
September 8, 2025
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Ataque de nostalgia em 3....2....1!!!

Depois da caixa de pandora ter sido aberta já não há muito a fazer e ficamos nostálgicos, saudosistas, com frases clichés e a desbloquearmos memórias que já pensávamos que não existiam.

Este livro é uma bonita viagem ao passado, que contudo, e talvez pelo facto de eu ter sido uma pequena criança nos anos 80, foca muito dos seus capítulos em memórias politicas algumas muito detalhadas, das quais não tenho memória alguma (bem como uma clara adoração do escritor Miguel Esteves Cardoso)

Não deixa de ser um livro obrigatório a ter em casa para podermos revisitar sempre que nos sentirmos mais saudosistas 😊
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