“Se eu tiver de morrer” é uma recolha de poesia de autores com origens Palestinianas, quer a residir no país quer na diáspora, centrada no séc. XXI, que espelha a determinação de um povo ocupado durante 75 anos.
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Implacável ler este livro. A arte expõem a dor, o sofrimento, as atrocidades de um povo e de um território tão massacrado…
“Apesar da agonia que enfrentei Apesar das dificuldades que ultrapassei Apesar dos diplomas, dos cursos, Dos prémios que acumulei Eu ainda não sou palestiniana.
Independentemente de quantos Autocolantes a dizer “eu amo a Palestina” colar no carro Independentemente de quantas vezes Eu chorar por Gaza e Protestar contra os colonatos israelitas Independentemente de quantas vezes Eu praguejar contra os sionistas, culpar os media, E insultar os líderes árabes Eu ainda não sou palestiniana Mesmo que memorize os Nomes de todas as cidades da Palestina Mesmo que recite a poesia de Mahmoud Darwish E desenhe Handala nas minhas paredes
Mesmo que enquanto esta noite aqui Vos encaro a todos Eu não sou palestiniana E posso bem nunca vir a ser E é precisamente isso Que faz de mim Palestiniana…
A minha introdução à poesia visceral, mas, em simultâneo delicada e cheia de ternura, de pessoas como nós, as palestinianas, mas que não têm estado de que possam ser cidadãs.