É um livro com uma proposta clara e direta. Gostei da abordagem, mas, mesmo que no decorrer do livro seja dito que o livro não é um roteiro nem a regra parece que muitas vezes tenta passar exatamente isso.
É muito complicado um livro sobre feminismo, diretos humanos no final do dia, trazer alguma inovação, o que não é nenhum problema já que tudo que as feministas lutam é tudo o que as pessoas ja sabem mas tendem a assumir como garantido ou como algo não “lutavel”. O livro trata a visão de uma mulher branca, heterossexual, cis e que não é pobre, sem nada de minoria praticamente, o que para muitos pode ser algo que faça descartar o livro, mas para um bem entender do assunto é bom ver todas as perspectivas até as das mais “privilegiadas”.
Gostei como a autora escreveu o livro de forma descontraída e direta. Frisando pontos que parecem óbvios mas que muitas vezes esquecemos-nos. É um livro mais do que para mulheres é um livro para todos, independente de género, cor, religião, nacionalidade e sexualidade.
Livro com vários temas importante desde, infância, maternidade, mundo do trabalho, mundo doméstico, prefixos e sufixos, relacionamentos, limites, liberdade, divição de tarefas e da voz de todos.
O titulo foi uma bela escolha, um mito comum de achar que as mulheres são chatas apenas por lutarem pelo lugar que para uns já é dado desde que nasceram. Além de chamar baste atenção do espectador, além da cor do livro (que pode ter sido apenas por ser) que é sempre associada à mulher.
Em suma, é sim um livro bom e direto mas que apenas diz o óbvio para quem ja conhece o feminismo. Mesmo assim é algo que deva sim ser dito, já que até o obvio precisa ser dito. Enquanto houver alguma mulher a precisar nenhuma mulher consegue descansar. Recomendo a todos que querem ter uma perspectiva de forma relaxada e interessante. Além de haver ao longo do enredo referências a varias mulheres e obras que tratam da luta que é o feminismo.
Nota: 3,4