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Rosa e Violeta

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Rosa e Violeta, duas irmãs em tudo diferentes uma da Rosa, a primogênita, é insegura e vive em conflito com a mãe; já Violeta é madura para sua idade, quer ser dramaturga e não tem problemas com o próprio peso ou com o próprio corpo. A única coisa que parece unir e pacificar a relação das duas é a presença do pai, um homem bem-sucedido e amoroso, que faz questão de proporcionar uma vida mais do que confortável para a esposa e as filhas. Este delicado equilíbrio, já abalado desde a tumultuada entrada de Rosa na adolescência, se desfaz de todo com a morte súbita do único homem do núcleo familiar — e não demora para as tragédias se sucederem vertiginosamente.

Utilizando diversas vozes narrativas, idas e vindas no tempo e recursos característicos do gênero policial — ao qual presta homenagem —, Clara Corleone trata do poder humanizante da dor, da perda e do perdão.

175 pages, Kindle Edition

Published October 25, 2024

4 people want to read

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Clara Corleone

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Profile Image for Zeka Sixx.
Author 4 books2 followers
December 13, 2024
Em seu terceiro romance, Clara Corleone corajosamente deixa de lado o que se poderia chamar de sua "zona de conforto": ficam para trás a autoficção, a narração em primeira pessoa, os cenários "bonfinescos" e as temáticas feministas dos seus livros anteriores. Em "Rosa & Violeta", lançado no mês passado, temos múltiplas vozes narrativas, narração em terceira pessoa, uma trama que flerta elegantemente com o gênero policial e, pela primeira vez, um protagonista masculino (o cativante Delegado Almeida).

O que poderia ser considerado uma manobra arriscada para uma autora que conquistou milhares de leitores e arrebatou prêmios acabou se tornando, na verdade, a prova definitiva de que não foi por causa de suas "marcas registradas" que Clara fincou sua bandeira no mercado literário: é porque ela escreve BEM pra caramba, sobre qualquer assunto que lhe der na telha - "Rosa & Violeta" não deixa dúvida disso!

Se em "Porque Era Ela, Porque Era Eu" (2021) o tema principal era a sororidade e, em "Predadores" (2022), as pequenas violências cotidianas às quais as mulheres são submetidas, aqui o tema são as complexidades das relações familiares e, também, o luto - e as inúmeras maneiras como as pessoas reagem a ele - , ainda que sobre espaço para que a autora insira, com habilidade, outros temas que lhe são caros.

Como em todas as outras obras da autora, é daqueles livros que a gente simplesmente não consegue largar depois que começa: mesmo com meu precário ritmo de leitura atual, levei apenas 3 dias para finalizar a leitura. E, sem dúvida, é o seu romance que mais merecia uma adaptação audiovisual. Aliás, em diversos momentos o livro me fez lembrar de uma novela, e digo isso sem qualquer sentido pejorativo: estou me referindo às novelas dos áureos tempos de Dias Gomes, Gilberto Braga, etc. Estão lá todos os elementos: personagens "gente como a gente", com seus dramas e passados que vão adicionando camadas à trama, as críticas sociais organicamente inseridas na história, sem forçar a barra. Há ainda um crime misterioso a ser resolvido, e Clara, propositalmente, não o esconde a sete chaves com o intuito de ferrar com a cabeça do leitor: pelo contrário, a autora gentilmente convida o público a "brincar de detetive", soltando aqui e ali pequenas peças do quebra-cabeça que ajudam um leitor atento a ir tentando adivinhar o desfecho da trama.

Ah, e que coisa BOA ler um livro onde praticamente não há a presença de telefones celulares e redes sociais (a história vai e volta no tempo, mas o "presente" da trama se desenrola em 2010)!
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