Jump to ratings and reviews
Rate this book

Condição Humana e Condição Urbana

Rate this book

112 pages, Mass Market Paperback

First published May 1, 2011

1 person is currently reading
2 people want to read

About the author

Ratings & Reviews

What do you think?
Rate this book

Friends & Following

Create a free account to discover what your friends think of this book!

Community Reviews

5 stars
2 (40%)
4 stars
1 (20%)
3 stars
1 (20%)
2 stars
1 (20%)
1 star
0 (0%)
Displaying 1 of 1 review
Profile Image for Sebastião.
102 reviews17 followers
July 27, 2022
Uma leitura agradável, uma obra bem escrita e que aborda uma temática pouco discutida no âmbito da Filosofia - a filosofia da cidade -, todavia de grande pertinência e atualidade. Este livro constitui-se como um excelente texto introdutório à temática, lançando diversas sementes de investigação com interesse para cultivar e explorar, eventualmente, em trabalhos futuros.
Há duas críticas essenciais que a leitura da obra me sugeriu.
Existe uma tendência, transversal ao longo do texto, para o refúgio em abundante conceptualização de mãos dadas a um recurso recorrente a neologismos de discutível pertinência para uma exposição clara do pensamento - pelo contrário, o recurso a tais artifícios obsta à clareza e à inteligibilidade do discurso. Concomitantemente, fica a ideia de que certas secções poderiam ser melhor trabalhadas, podendo ser evitada a ocasional apresentação axiomática de premissas, de argumentos aparentemente circulares ou exercícios dedutivos algo obscuros.
Para além do exposto, é uma pena que uma reflexão globalmente tão rica não tenha tido a audácia de dar o passo seguinte: suportando-se robustamente na experiência e numa realidade que se impõe, construir uma proposta concreta de rutura, verdadeiramente revolucionária, face ao estado atual das coisas. Ao invés, fica na memória a secção 3 “Sucumbir ou resistir?” do capítulo 4, na qual, pelo contrário, alude-se a uma espécie de conciliação com um sistema (capitalista) o qual, se não é a causa, é pelo menos o motor catalisador das piores faces exibidas pelo humano ao mundo na sua contemporaneidade.
Trata-se, assim, de um texto que não tem a pretensão de ser revolucionário, que não pretende a disrupção das estruturas sociais e de poder, mas que quer ser conciliador e contenta-se com um abrir de janelas sobre a situação que se apresenta diante de nós. Perde, deste modo, uma oportunidade de chegar às pessoas e à sua realidade, de ser mais que um mero texto de afirmação no campo académico. Perde, enfim, a possibilidade de se constituir como uma obra transformadora do pensamento filosófico na viragem do milénio.
This entire review has been hidden because of spoilers.
Displaying 1 of 1 review

Can't find what you're looking for?

Get help and learn more about the design.