O objetivo da obra é atualizar de forma organizada para o contexto do final de 2014 a crítica que os autores têm feito nas suas respectivas atuações profissionais à ausência de medidas mais incisivas por parte do Governo em relação aos determinantes de crescimento da economia brasileira, em um contexto em que o espaço para crescimento a partir de estímulos à demanda tende a se esgotar. A crítica se direciona à falta de medidas mais profundas nos últimos anos relacionadas com a necessidade de melhorar a educação, estimular os investimentos em infraestrutura, elevar a poupança doméstica e melhorar os indicadores de produtividade.
Mestre pela UFRJ. Ex-professor da UFRJ e da PUC-RJ. Funcionário do BNDES desde 1984. Ex-membro do staff do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em Washington. Ex-assessor do Ministério de Planejamento. Coordenador do Grupo de Acompanhamento Conjuntural do Ipea entre 2004 e 2007. Autor ou organizador de 20 livros sobre economia brasileira. Assina uma coluna mensal no jornal Valor Econômico e outra no jornal O Globo. É membro do Conselho Superior de Economia (Cosec) da Fiesp. Atualmente, ocupa o cargo de Chefe do Departamento de Risco de Mercado do BNDES.
Este livro deveria ser leitura obrigatória para todos os brasileiros. Deveria ser discutido diariamente e usado como base para uma discussão ampla de toda nossa sociedades. Os autores brilhantemente analisam o por que do Brasil não conseguir crescer. Envolve uma série de elementos, discutidos em cada um dos capítulos do livro.
Em resumo, podemos dizer que está relacionado a modelos econômicos baseados somente no lado da demanda, que funcionam em tempos de crise e taxas altas de desemprego, mas arruinam economias funcionando em pleno emprego. Estas precisam usar modelos orientados à oferta e ao aumento da produtividade.
Os cinco itens para focarmos no Brasil: competição, poupança doméstica, infraestrutura, educação e gasto público eficiente.
Aqui vamos encontrar a exposição de assuntos complexos, escritos para serem lidos! Sim, pois ao examinar o âmago das questões econômicas que sustentam o país e nos coloca diante de uma crise cujo tamanho desconhecemos, nos ajudam a entender como funciona o Brasil nas mãos de um governo que se encontra dividido entre seus ideais socialistas e as benesses de um capitalismo imediatista.
Livro publicado em 2014. Já no segundo Governo Dilma. Obra-prima de Fábio Giambiagi e de Alexandre Schwartsman. Claramente defendem entendimentos contrários à política fiscal e econômica pós-Palloci. Didaticamente em 13 capítulos expõem as consequências das decisões equivocadas e sugerem que o aumento da produtividade do trabalho passe a ser uma "obsessão nacional".
Traz uma visão geral do crescimento (ou falta de) do Brasil nos últimos anos (até 2014), mostrando os principais pontos onde o governo deveria focar mas pecou em dar atenção, muitas vezes, por desviar a mesma para interesses meramente eleitoreiros.
O livro peca um pouco na escrita, com alguns parágrafos muito longos e palavras rebuscadas ou excessivamente técnicas. Poderia ter passado a mesma mensagem de forma mais simples e clara. Mesmo assim, é um livro muito válido para entender melhor o país.
O livro apresenta de forma simples os motivos que levam a estagnação do Brasil. Cada um dos tópicos levantados poderia gerar um outro livro para termos aprofundamento das questões. Leitura muito recomendada.
Oque se planta colhe, neste caso foi plantado quiabo e eu detesto quiabo. Este livro é perfeito para entender os motivos que nos levaram para o abismo na década passada.
À exceção de alguns pontos de vista de Gustavo Ioschpe reproduzidos no livro e dos quais discordo, o livro traça um raio X quase perfeito sobre os problemas estruturais da economia brasileira - problemas que se agravaram muito nos últimos anos (o livro foi escrito há dois anos). Recomendo.