Pedro Mendonça prefere passar despercebido. O ambiente em casa é cada vez mais frio e insuportável e na escola os ataques de Gaspar e o afastamento dos colegas deixam Pedro exausto e sem rumo. Cada dia é uma batalha silenciosa e nem mesmo os livros lhe trazem a paz de outrora.
Tudo parece perdido até que Gonçalo, um novo amigo, surge na sua vida. Gonçalo é diferente de tudo o que Pedro já conheceu: compreensivo, atento e sempre presente. As conversas com Gonçalo tornam-se um refúgio e uma fuga ao caos. Mas Pedro ainda sente o peso da tensão em casa e do afastamento dos amigos reais, deixando-o vulnerável.
Conseguirá Gonçalo ajudá-lo a enfrentar as revelações sobre a sua família? Será a amizade suficiente para dar a Pedro forças para seguir em frente, mesmo com os mistérios que cercam Gonçalo?
Diogo Simões nasceu e cresceu em Leiria, mas agora vive em Vila Nova de Gaia. Descobriu os livros aos dez anos e, desde então, tem-se maravilhado com o poder das histórias, embora agora o chá e os chocolates tenham conquistado um lugar cativo no seu coração. A vida, sendo uma aventura cheia de reviravoltas, levou-o ao Porto, onde completou o Mestrado em Intervenção com Crianças e Jovens em Risco. No entanto, numa viragem inesperada, Diogo mergulhou no mundo da programação. Entre linhas de código e o ocasional quadrado de chocolate, encontra inspiração para continuar a contar novas histórias. Autor de O Bater do Coração, Esquecido, O Que Nos Magoa, Dislike, P.S.: Ficas Comigo?, A Ideia de Nós e Três Dias até ao Natal, Diogo continua a explorar as fronteiras entre a literatura e a tecnologia, sempre com uma chávena de chá por perto.
A premissa, para mim, é fascinante. No entanto, a concretização deixou alguns pontos a desejar. Algumas questões não me parecem bem desenvolvidas e, infelizmente, a revisão também falha em vários momentos, pelo que fica a sensação de que o potencial era muito, mas não se conseguiu concretizar por completo. Talvez com mais tempo para amadurecer ideias e explicar melhor certas motivações.
A premissa é muito interessante e relevante num mundo em que cada vez mais jovens se apoiam na IA para terapia, ou só para falar e estabelecer amizades. Não achei um pacing apressado, e o final do Pedro pareceu-me uma conclusão natural de toda a trana. No entanto, achei o fim do bully demasiado brusco e descontextualizado. Apesar de desconfiar que a vida dele em casa não devia ser a melhor, acho que não nos são dadas pistas suficientes ao longo da história para fazer com que esse final seja algo "natural". Outra coisa é que gostava mais de saber sobre o súbito interesse do colega de mesa no Pedro e da sua relação com a Mafalda.
Tem também algumas falhas de revisão, mas nada que atrapalhe a leitura, são mesmo muito pontuais. No geral achei um livro bom e com uma premissa super atual
A premissa é interessante, mas senti tudo demasiado rápido. Gostava de ter sabido mais do Gaspar, da amizade com a Mafalda, do porquê de o colega de mesa ter começado a preocupar-se mais com o Pedro. Gostava de saber mais sobre as suas histórias, apesar de esse não ser o ponto fulcral.
Apesar disso, foram abordados temas muitíssimo importantes e que, na minha opinião, não estão a ser pensados nos dias que correm. Estará a IA a ajudar ou a prejudicar a vida em sociedade? 🤨
Gostei imenso da imagem do anúncio, disponível dentro das páginas digitais do livro. Algo que eu própria comecei a fazer nas minhas obras, desde o "Não Vales Nada", e que adoro ver mais autores a fazerem-no. 🫂 Eu tinha várias teorias para o final, nenhuma delas realmente surpreendente, mas não pensei no caminho que o autor escolheu, naquele plot twist, perto do final. E como eu adoro plot twists e um desfecho bem explicado, Diogo deu-nos a conhecer o lado do bully, ao qual também já me tinha perguntado o que se passaria (na sua casa) para ser assim com a personagem principal - o Pedro. 🥺 Apesar dos horrores que Gaspar passa, nada lhe dá o direito de fazer o que fez com ele, mas o autor mostrou bem os dois lados da moeda, de uma forma imparcial, acrescentando imenso à mensagem que queria passar. 🤐 Após o esclarecedor Epílogo, passamos aos Agradecimentos, que também nos revelam muito sobre o que virá, a seguir a'O Amigo', e que tanta curiosidade me deu, para saber mais sobre este mundo e tema. 😎 Mas nem pensem que Diogo Simões nos abandonaria assim, após a leitura deste livro que, ao início parece um pouco parado, repetitivo e com respostas demasiado adultas e elaboradas para um rapaz da mesma idade de Pedro (quem sabe, sabe; e quem entende, entende). O autor abre-se, em duas ou três páginas de perguntas pertinentes, que instigam o leitor a pensar mais nas perguntas que se tentaram levantar durante o decorrer desta obra, convidando-nos a refletir e, depois, abordá-lo com as nossas respostas e pontos de vista.
O Amigo tem potencial, mas não resultou comigo, porque precisava que o autor unisse melhor todas as pontas deste novelo, tornando-o credível. A intenção é excelente e noto uma evolução na construção da narrativa, não obstante, falta uma abordagem um pouco mais madura, sobretudo, para que nos chegue toda a dependência emocional e o enredo não se perca em questões secundárias que camuflam a mensagem central.