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O MYSTÉRIO

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O Clube do Crime apresenta o primeiro romance policial brasileiro, com posfácio de Tito Prates. Pedro Albergaria é um assíduo leitor de romances policiais, mas não apenas pelo prazer da leitura, afinal, os usa como material de estudo para a vingança que planeja contra o banqueiro Sanches Lobo. Tudo está ao seu favor, até a investigação policial — mesmo que os envolvidos não saibam —, no entanto, o major Mello Bandeira não deixará o assassino sair impune. Com ajuda da sua lanterna furta-fogo — à moda dos detetives em outras partes do mundo —, o investigador acaba no meio de uma trama envolvendo um número razoável de homens chamados Pedro e mulheres chamadas Rosa. E caberá ao Sherlock dos trópicos descobrir quem, dentre os vários suspeitos, foi o responsável por matar o banqueiro. Considerado o primeiro romance policial da literatura brasileira, O mystério é um clássico nacional perdido, cuja primeira publicação em forma de folhetim ocorreu há mais de cem anos, em 1920, no jornal A folha . Com um singular estilo de escrita, esta é uma divertida e imperdível história, autoral de grandes nomes da história do Afrânio Peixoto, Coelho Neto, & (Medeiros e Albuquerque) e Viriato Correia.

Hardcover

Published October 15, 2024

16 people want to read

About the author

Coelho Neto

26 books
A writer in many genres who was widely-read in Brazil in the early 20th century.

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Displaying 1 - 2 of 2 reviews
Profile Image for Moura.
23 reviews16 followers
January 5, 2025
Um livro com mistério em inúmeros aspectos, O Mystério não é apenas uma narrativa policial; é um experimento literário que marca seu pioneirismo na literatura brasileira. Publicado originalmente em 1920, foi o primeiro romance no Brasil a adotar o formato colaborativo, onde quatro autores — Coelho Neto, Afrânio Peixoto, Medeiros e Albuquerque e Viriato Corrêa — escreveram capítulos sem saber como a história continuaria, resultando em uma obra singular e repleta de surpresas.

O título, que desafia a gramática com sua grafia arcaica, já anuncia a natureza peculiar do livro. A linguagem, repleta de termos de época e referências a um Rio de Janeiro de mais de 100 anos atrás, pode ser desafiadora para leitores contemporâneos. Felizmente, a edição especial da HarperCollins, lançada sob o selo “Clube do Crime”, inclui um glossário no final do livro, que ajuda a decifrar as expressões antiquadas e torna a leitura mais acessível.

O grande charme da obra reside justamente na multiplicidade de estilos, resultado direto da escrita a várias mãos. Essa diversidade pode causar certa confusão no ritmo e no tom, mas também acrescenta um caráter único à leitura. A confusão, aliás, parece ser um elemento intencional, refletindo o mistério e a imprevisibilidade que os próprios autores enfrentaram ao construir a narrativa. Como destaca a frase presente no livro: “O crime é acidente humano, como um desastre é acidente mecânico, como uma catástrofe é acidente cósmico.” Essa abordagem filosófica do crime permeia a trama, alinhando-se perfeitamente ao caos meticuloso da escrita colaborativa.

A edição da HarperCollins também merece menção especial. Com acabamento refinado, notas explicativas e um apelo gráfico que remete ao período em que a obra foi escrita, essa versão de O Mystério celebra sua importância histórica e literária, resgatando um clássico que desafia tanto os gêneros quanto os leitores.

Mais do que uma história de crime, O Mystério é um testemunho da criatividade humana e do poder da colaboração, sendo uma leitura recomendada para aqueles que buscam algo inusitado e desafiador.
Profile Image for Anne Martins.
26 reviews
December 24, 2025
Este livro é um retrato do seu momento histórico, o qual constrói as personagens, os locais, os acontecimentos e o contexto histórico-político em que se passa. Isso é possível observar nas visões que se tem sobre outras nacionalidades e em como a força policial era constituída.
Ademais, a narrativa traz diversas menções ao “sherlockismo” como inspiração aos detetives da estória, mostrando já a influência de Sir Arthur Conan Doyle na literatura policial da época.
O texto em si é bem marcado pelo humor brasileiro, o qual me fez lembrar o Xangô de Jô, e as diversas reviravoltas foram surpreendentes, fazendo com que o leitor torça a favor do Pedro Albergaria. Além disso, o edipismo presente no texto causa uma certa satisfação ao leitor, por captar o sentimento poético.
Cabe mencionar que os autores são homens ilustres da literatura brasileira e sua escrita demonstra o amplo arcabouço dos autores e o conhecimento técnico-jurídico da época, o que se faz mais latente no último capítulo. Parte da graça está nos autores trazem a si próprios ao texto, mencionando-os como personagens memoráveis de seu tempo e evocando uma meta narrativa do próprio texto.
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