Félix Guattari escreveu muito pouco sobre sua atividade clínica. Mas ao longo de seus três últimos anos de vida, reuniu-se regularmente com dois psicanalistas de quem era próximo - Danielle Sivadon e Jean-Claude Polack - no modelo de “supervisão”. Eis aqui a transcrição dessas conversas. Os Triálogos são o testemunho da inflexão das práticas freudianas e lacanianas, à luz de uma pesquisa esquizoanalítica a ser sempre continuada. Um documento.
Pierre-Félix Guattari was a French militant, an institutional psychotherapist, philosopher, and semiotician; he founded both schizoanalysis and ecosophy. Guattari is best known for his intellectual collaborations with Gilles Deleuze, most notably Anti-Oedipus (1972) and A Thousand Plateaus (1980), the two volumes of Capitalism and Schizophrenia.
This is a very remarkable set of conversations between Guattari and two colleagues, with a mix of Guattari theory linked directly to the kind of psychotherapeutic practice that the three of them pursue, with specific cases of analysis discussed (of course, with strict confidentiality regarding the patients). While some of these transcripts are more detailed concerning the analyses, some emphasize a number of the Deleuze-Guattarian terms that are sometimes left in the flow of A Thousand Plateaus.
Onde está o desejo? Onde está a abertura para o novo? Onde está o interesse? Como entender e cuidar dessas coisas?
O livro tratou muito de terapeutas, de analistas. O tédio do analista, o sono do analista, como às vezes o analista ou a analista fica sem saber o que fazer. Os trialogos eram sessões basicamente de supervisão. Por um lado já sendo contra a “neutralidade” do analista como teorizado por Lacan, mas também não sabendo necessariamente o que fazer, como intervir. Às vezes elogiando “intuições loucas” que nem as do Freud, um sentimento “pático” (de pathos, afetos), às vezes um sentimento ético.
E os pacientes também super relevantes: algumas pessoas que não parecem melhorar, tentando sessões psi, muitas vezes levando muito a sério as palavras do terapeutas… uma pergunta do analista gerando várias conversas lá fora por exemplo, ou se permitindo a fazer projetos ou relacionamentos por conta de algo que o analista falou. Às vezes melhorando, abrindo novos mundos para si.