Um guia magistral sobre a arte da escrita, para explorar individualmente ou em grupo.
Uma das grandes escritoras da literatura mundial ensina, entre comentários inteligentes e espirituosos, os elementos essenciais para a construção de prosa narrativa.
Em dez lições e exercícios de criação – do som da escrita ao ponto de vista, da extensão da frase ao uso de adjetivos e advérbios –, Como criar histórias traz um vasto repertório de exemplos que inclui Zora Neale Hurston, Jane Austen, Virginia Woolf, Charles Dickens, J. R. R. Tolkien e muito mais. Uma ferramenta concisa e valiosa para todos os escritores.
Ursula K. Le Guin published twenty-two novels, eleven volumes of short stories, four collections of essays, twelve books for children, six volumes of poetry and four of translation, and has received many awards: Hugo, Nebula, National Book Award, PEN-Malamud, etc. Her recent publications include the novel Lavinia, an essay collection, Cheek by Jowl, and The Wild Girls. She lived in Portland, Oregon.
She was known for her treatment of gender (The Left Hand of Darkness, The Matter of Seggri), political systems (The Telling, The Dispossessed) and difference/otherness in any other form. Her interest in non-Western philosophies was reflected in works such as "Solitude" and The Telling but even more interesting are her imagined societies, often mixing traits extracted from her profound knowledge of anthropology acquired from growing up with her father, the famous anthropologist, Alfred Kroeber. The Hainish Cycle reflects the anthropologist's experience of immersing themselves in new strange cultures since most of their main characters and narrators (Le Guin favoured the first-person narration) are envoys from a humanitarian organization, the Ekumen, sent to investigate or ally themselves with the people of a different world and learn their ways.
Este livro rapidamente ocupou o primeiro lugar entre meus livros de escrita favoritos, desbancando até mesmo o genial Story, de Robert McKee. Sem qualquer demérito ao story ou outro livro sobre escrita, é claro, mas o que Le Guin faz aqui é brilhante, mergulha no fazer literário, é específica, propõe exercícios avançados com alto poder de disrupção na carreira de qualquer escritor. Um aviso importante é que este é um livro avançado. Não sei se eu recomendaria a autores iniciantes ou aspirantes, provavelmente existem outras obras competentes voltadas para técnicas mais introdutórias, como "Oficina para escritores", de Stephen Koch, e "Sobre a escrita", de Stephen King. Para mim, que escrevo profissionalmente há mais de 10 anos, foi enriquecedor ler este livro, repleto de propostas e reflexões literárias que me deixaram pensativo e até mesmo me fizeram reconsiderar muitas das formas e processos já consolidados para mim. Ursula Le Guin, como sempre, não é menos do que genial.
Ursula K. Le Guin é uma incrível escritora de livros de ficção científica. Este é o livro dela em que traz dicas de criação de ficção para autores, que ela avisa: não podem ser criadores de primeira viagem, mas devem ter alguma relação anterior com a escrita criativa. Existem escritores que como escritores são bons professores e professores que, como professores, são bons escritores. Ursula é o segundo caso. Este livro não dá conta tanto de estratégias criativas para as histórias. Ele se assemelha mais a um livro de gramática para criadores de ficção. Ursula se baseia muito na pontuação, na construção de frases, nas sintaxes, nos verbos e advérbios, entre outros. Este livro deveria se chamar "como escrever histórias" e não "como criar histórias". Além disso, o livro traz diversos exercícios para serem desenvolvidos em oficinas de pares, como Ursula chama. Ela também se usa de longos excertos de livros que poderiam ser considerados clássicos da língua inglesa. E isso vale destacar também, é um livro gramático que leva em conta apenas a língua inglesa, então, por isso, se torna menos atrativo para quem não tem essa língua como original.
muito interessante!! não fiz todos os exercícios ((ainda)) mas os que fiz já foram muito enriquecedores. adorei também os exemplos que ela agrega as explicações
Ler "Como Criar Histórias" enquanto reviso e reescrevo "O Livro do Simulacro | Consciência Síntese" foi um retorno às bases da escrita. O livro funciona como ponto de ancoragem, lembra que o ofício começa na escuta e não no controle.
Le Guin propõe dez exercícios sobre ritmo, pontuação e cadência, mais próximos de um manual de linguagem do que de um guia sobre criação. Como observou o crítico Guilherme Smee (aqui no Goodreads), trata-se de um livro técnico, ancorado na estrutura do inglês. Ainda assim, há algo valioso nesse rigor: ele devolve atenção à frase, ao som e ao tempo de cada palavra.
Entre técnica e presença, Le Guin ensina a confiança, aquela que faz o escritor soltar os remos e deixar que a história siga seu curso.
Abençoada seja a Seiva por publicar mais uma obra INDISPENSÁVEL a formação do autor criativo. Fiz a primeira leitura sem fazer os exercícios para entender a proposta e estou animada para o mergulho com a pratica! É um manual para revisitar frequentemente porque os exercícios nunca ficarão obsoletos, mas são uma recalibragem sempre bem vinda.