O que me brochou foi o subtítulo, que evoca uma viagem sobre a noite de SP pelos becos, por pessoas suburbanas e queer. Quando ouvi primariamente num podcast sobre o livro, imaginei que iria ler sobre Las Bibas From Vizcaya, sobre Allison Gotz e outras lendas da noite paulistana. No entanto, o livro se propõe na verdade a traçar a própria história da música eletrônica no final dos anos 80/90 e início dos anos 2000, o que não só funciona como documentário musical, mas um verdadeiro compêndio artístico da música eletrônica. Só não dá pra dizer que o foco é de fato a noite de SP, e meio que tudo bem. Na verdade existe sim, uma noite elitista, inalcançável para quem não era branco e no mínimo classe média. E mais uma vez, tudo certo de novo. É o recorte da vida do autor e suas vivências.
Esperei ouvir sobre as festas e clubes do subúrbio e tive uma imersão sobre a família rica do dono do D-Edge, depois de uma outra imersão em um tópico separado, que são as raves de psytrance.
De qualquer forma, a leitura é mais que válida para quem ama música. Eu mesmo salvei a playlist no Spotify com todas as músicas mencionadas, quero ouvir com cuidado.