Peguei esse livro no encha seu kindle aleatoriamente e nem lembrava que havia pegado e não estava dando nada por ele, achei que seria só mais um livro de auto ajuda chatinho (nada contra os livros de auto ajuda, mas não fazem minha praia), mas amei essa experiência! A forma que a autora escreve faz com que os leitores se identifique de uma forma especifica. Ela engloba tudo que passamos não só na fase dos 20s mas também por toda vida. Essa fase dos vinte é uma coisa maluca, temos tanto sentimentos que individualmente são coletivos, são tantas duvidas incertezas, medos e a comparação, e com esse livro podemos ver que todos nós passamos por isso e que é normal. Parece que me sentei com a autora e desabafei e ela escreveu as poesias , me identifiquei muito Nunca havia escutado sobre Emília Feitas e agora é uma das minhas autoras favoritas!
Eu acho que não sou uma mulher de poesia, sendo muito sincera, então a minha régua é meio mal calibrada, mergulhada completamente na subjetividade.
Achei um conjunto de obras bem bonito e surpreendentemente emocionante quanto a assuntos domésticos. Enquanto a primeira parte me deu uma sensação de estar lendo notas do celular de alguém que terminou um relacionamento há pouco tempo (e novamente, fico até meio sem jeito de criticar porque eu não sei o que classifica uma poesia como boa ou ruim, mas não me pareceram especialmente poéticas para além de anotações cotidianas), a segunda metade da coletânea é fantástica, tanto na forma de se abordar assuntos como situação política do país, violência doméstica e relações familiares abusivas e a busca por afeto que permeia a década dos 20. Não sei se a divisão foi proposital, mas a segunda parte realmente me parece bem mais pessoal e, talvez por isso, tanto impactante quanto reconfortante.
Os poemas “no horizonte”, “eu espero que hajam flores”, “seria bom”, “hobbies tradicionalmente femininos”, “ventania” e “luto encontra gratidão” foram os meus favoritos.
No mais, desejo tudo de melhor para a autora, espero que os 30 estejam a tratando (tratando-a? Não sei) com mais amor que os 20 o fizeram.
"eu continuo pensando naquela frase da sylvia plath sobre a árvore de figos e eu me pergunto se ainda há algum figo na minha árvore ou se todos eles já caíram talvez eu esteja sendo melodramática mas é difícil continuar sonhando quando nenhum deles parecem se realizar ainda lembro de como era pensar no meu potencial e sentir esperança ao invés de arrependimento a cada ano meus sonhos ficam mais e mais pequenos e às vezes sente como se eu estivesse ficando mais e mais pequena junto com eles"
As poesias tocam o coração, principalmente quando você sente o que a autora quis passar em cada estrofe. Mas, sinto que algumas coisas apenas não fazem o meu estilo e esse é o motivo da nota, mas com certeza irei indicar o livro para as pessoas certas que irão apreciar ainda mais cada página.
Alguns poemas me marcaram mais (o que é o esperado) como Raizes, Muito para amar, smaller and smaller, enfim… com toda certeza é um livro rápido de se ler e que te ajuda a refletir no meio de tantos relatos pessoais da autora