Não importa qual seja a sua profissão, a rotina vai tentar transformá-la em algo burocrático. Mesmo que o seu trabalho seja o de um pistoleiro de aluguel. Através de suas reflexões e de um enorme talento para perceber detalhes, o narrador oculto procura pequenos sinais que fazem suas vítimas, ou não, serem mais humanas, pessoas que cometem erros e acertos. E em sua solidão busca, em sua própria rotina, uma maneira de transformar seus atos incomuns em algo do dia a dia.
Manoel Carlos Karam foi um escritor e jornalista brasileiro.
Escreveu e dirigiu vinte peças de teatro na década de 1970 e, a partir dos anos 1980, passou a dedicar-se aos livros, vencendo o Prêmio Cruz e Souza de Literatura, da Fundação Catarinense de Cultura, em 1995, com a obra Cebola.
Como jornalista, trabalhou na RPC TV, nos jornais O Estado do Paraná, Tribuna do Paraná e na prefeitura de Curitiba. Trabalhou também em campanhas políticas, como a do ex-governador Jaime Lerner.
Deixou crônicas inéditas, e outros textos a serem publicados. Em 2008 foi lançado Jornal da guerra contra os taedos. A obra Mesmas coisas, obra inacabada procura recursos para a sua edição, por meio de financiamento coletivo e deve ser publicada no primeiro semestre de 2018.
Viveu em Curitiba, no Paraná, desde 1966. No dia 2 de dezembro de 2008, a Casa da Leitura do Parque Barigui, mantida pela prefeitura de Curitiba, foi batizada com o nome do escritor. O espaço agora abriga a biblioteca particular de Manoel Carlos Karam, composta de mais de três mil volumes.