"Avanzamos en la vida y surgen puertas frente a nosotros, abrimos una para encontrar una solución, la salida, pero cada puerta da a un pasillo a su vez lleno de puertas y hay que avanzar, elegir, continuar… aunque en el fondo en eso consiste estar en hacerse preguntas. Y la única respuesta, tan cercana y que sin embargo nos parece siempre alejada, es la muerte." Entre consejos artísticos y existenciales dirigidos a un joven aprendiz, el célebre coreógrafo y bailarín Maurice Béjart crea en estas cartas un relato de matices autobiográficos, en el cual se suceden los viajes, las lecturas, las opiniones estéticas, las experiencias con otros artistas, la influencia de la filosofía y las religiones orientales. Pero el centro es siempre la danza, la vida… y aquel Dios bailarín que proponía Nietzsche.
Rita Charon is a physician, literary scholar and the founder and executive director of the Program in Narrative Medicine at Columbia University. She currently practices as a general internist at the Associates in Internal Medicine at Columbia Presbyterian Hospital, and is a professor of clinical medicine at the College of Physicians and Surgeons of Columbia University. Charon is the author of Narrative Medicine: Honoring the Stories of Illness and co-editor of Stories Matter: The Role of Narrative in Medical Ethics and Psychoanalysis and Narrative Medicine.
Vorrei fare un plauso alle Edizioni Lindau per questa collana di libri. Bejart è stato uno dei più grandi ballerini e coreagrafi del 900. Attraverso queste pagine, egli ci spiega cos'è la danza, cosa distingue un interprete da un esecutore e gli strumenti di un ballerino (la sbarra,lo specchio e la sala). Il libro è stato scritto nel 2000 ed è una sorta di testamento spirituale rivolto ai giovani di talento. L infinita ripetizione dei movimenti di fronte allo specchio creano consapevolezza e sono una presa di coscienza per il ballerino. La danza è una ricerca interiore infinita.. Bejart la racconta in modo toccante,attraverso la sua esperienza.Egli narra tutto il suo percorso umano e spirituale e lo mette a disposizione delle nuove generazioni.
Très court mais plein de poésie. Béjart est l’art personnifié… sa pensée, ses méthodes, ses créations, tout en lui n’est qu’art, philosophie et religion. C’est brillant, j’étais déjà et je reste très admirative de l’homme.
“A criança se diverte, pula, dança e se joga em tudo aquilo que o movimento a inspira a fazer. A grande bailarina, depois de dez anos de esforços diários, executa passos e figuras extraordinários por sua beleza e sua execução perfeita. A verdadeira bailarina, depois de dez anos e mais esforço diário, esquece a técnica (que seu corpo, no entanto, não esquece) e se diverte, pula, dança e se joga em tudo aquilo que o movimento a inspira a fazer, assim como a criança!”
Una lettura rapida e piacevole, compagno perfetto per una tranquilla serata sul divano. Le lettere di Béjart sono piuttosto frammentarie, schegge di pensiero che invitano alla riflessione. Sono indirizzate ad un giovane danzatore che, teoricamente, risponde a Béjart ponendogli domande che ne incalzano le lettere. Il lettore, però, legge solo le risposte del celebre coreografo. Il risultato è quasi una raccolta di pensieri e aforismi sulla danza ma, più in generale, sulla vita e sul mestiere della danza.
Perfetto pensiero regalo per i ballerini o gli appassionati di questa immortale disciplina.
bref, peut-être rien d'extraordinaire, mais plein de piqures de rappel qui font toujours du bien à entendre, un ton attendrissant, un condensé d'inspiration, j'y reviendrai
Obrigado pela sua última carta. Demorei um pouco para responder, desculpe — mas você me faz tantas perguntas! Fiquei quebrando a cabeça procurando as respostas, mas cada pergunta gerava outra e assim sucessivamente; as respostas não vieram, mas existem respostas? Nós prosseguimos na vida e vão surgindo portas à nossa frente, a gente abre uma delas para encontrar a solução, a saída, mas cada porta dá para um corredor que também está cheio de portas e é preciso seguir em frente, escolher, continuar... Mas talvez estar vivo seja isso, no fundo: fazer perguntas a si mesmo, e a única resposta, que está tão próxima, mas sempre nos parece distante, é a morte. Está vendo, perdão, estou longe da dança... sim e não, a dança é minha vida, a dança me coloca perguntas a cada manhã e, quanto mais prossigo, menos sei, uma única certeza: continuar; uma única convicção: o trabalho. ‘Na profissão, repasse cem vezes sua obra.’ ["Cent fois sur le métier, remettez votre ouvrage." Verso 172 do primeiro canto de L'Art poétique (1674), de Nicolas Boileau (1636-1711), crítico literário e filósofo francês.] Ah!, lembrança de colégio... mas o que eu gosto nesse verso sao as palavras "profissão" "obra". A arte foi criada pelos artesãos; depois, bem depois, vieram os artistas, e eles quase sempre mataram a arte, no mínimo deformaram o seu sentido profundo. Os artesãos aprendiam lentamente sua profissão sob a tutela de um mestre e depois, enquanto construíam, pintavam, esculpiam, cantavam e escreviam, transmitiam sua técnica a um aprendiz. Trabalho! Alguém declarou (e muitos poderiam ter dito isto): a genialidade é dez por cento inspiração e noventa por cento transpiração. Sim, você sabe, lugar-comum, mas não há nada como repetir todas as manhãs em jejum alguns lugares-comuns... A propósito, os exercícios na barra são um lugar-comum maravilhoso. Profissão. No fundo, qual é a minha profissão?