Este "Kitábu" representa uma tentativa de sistematização do conhecimento sobre as religiões africanas nas Américas, a partir de suas matrizes. Realizando uma espécie de arqueologia das raízes históricas e mitológicas dessas religiões, Nei Lopes debruça-se sobre esse conjunto de crenças e cultos, com recomendou Marcel Griaule, em 1950, para trazer a público "uma estrutura religiosa firme e digna". E isso, por meio de uma espécie de breviário, abordando o continuum que se estabelece entre as antigas civilizações africanas, sua espiritualidade e seu saber, e os povos construtores da Afro-América.
Nei Braz Lopes (Irajá, Rio de Janeiro, 9 de maio de 1942), ou simplesmente Nei Lopes, é um compositor, cantor, escritor e estudioso das culturas africanas, no continente de origem e na Diáspora africana.[1]
Notabilizou-se como sambista, principalmente pela parceria com Wilson Moreira.
Ligado às escolas de samba Acadêmicos do Salgueiro (como compositor e membro da Velha-Guarda) e Vila Isabel (como dirigente), hoje mantém com elas ligações puramente afetivas.
Compositor profissional desde 1972, vem, desde os anos 90 esforçando-se pelo rompimento das fronteiras discriminatórias que separam o samba da chamada MPB, em parcerias com músicos como o maestro Moacir Santos, Ivan Lins, Zé Renato e Fátima Guedes.
Escritor publicado desde 1981, desde então vem produzindo, além de contos, romances e poesia, uma vasta obra de estudos africanos, de cunho eminentemente pedagógico, centrada em obras de referência como dicionários e uma enciclopédia