Acabei de terminar Daruma, e, caramba, foi forte. No começo, quando vi que o sonho do Kenji era justamente o curso que faço, achei muito legal poder acompanhá-lo sabendo o que é se sentir assim. No final do primeiro capítulo, na conversa da Yu com ele, me senti muito representada quando ela diz pra ele aproveitar a faculdade e curtir as festas, até pq até hoje eu nunca fui em nenhuma festa da faculdade, e saber que eles são corinthianos também me fez ficar ainda mais próxima kkkkkk
Quando cheguei na parte do trote, assim que vi o balão que dizia que teria uma piscina na república, te juro que já fiquei meio receosa. Então, quando fui lendo, meu coração se apertou quando vi sobre o acidente. Para quem não conhece, o caso que fez com que fosse proibida a prática dos trotes na USP foi o falecimento do Edson Hsueh, que também foi dito como uma morte acidental por conta das bebidas mas acabou desmascarando as violências nos trotes. Acho que é importante termos até hoje um olhar muito crítico não somente à violência dos trotes, mas também como isso afeta principalmente minorias e reflete muito sobre nossa sociedade.
Alem disso, também foi uma jornada muito forte e linda ver como a Yumi e a Sayu lidaram com a perda e com o luto. No final do livro eu já tava me debulhando em lágrimas e lutei pra conseguir ler até o final por causa da visão embaçada kkkkk mas, nossa, que forte!
Aprecio muito o espaço que os quadrinhos brasileiros estão ganhando, e com certeza Daruma é uma obra que demonstra a qualidade dos artistas br. Recomendo pra absolutamente todas as pessoas e espero acompanhar mais sobre a Yumi ❤️