E se você acabasse trabalhando para o seu escritor favorito?
Especialmente se esse escritor for Augusto Santo. Autor de suspenses e thrillers que tomou conta de todas as listas dos mais vendidos nos últimos anos e roteirista de uma das séries de streaming de maior sucesso da atualidade.
Para Elisa Huang, não poderia existir um pesadelo pior.
Augusto Santo a odeia, ela tem certeza absoluta disso. Afinal, como não odiaria quando a primeira interação entre eles foi um soco bem no meio do rosto dele? Com motivos, é claro.
Independentemente disso, os dois terão que dividir o mesmo teto para trabalhar juntos. Augusto precisa de uma boa assistente e Elisa é a mais qualificada para o cargo.
Olá, pessoal, tudo bem com vocês? Gostaria de começar essa resenha informando-lhes que esse livro me fez voltar a gostar muito de romance nacional. Com a correria da vida e do dia a dia, acabo não me permitindo abrir espaço para o gênero, mas, devido a alguns dias de férias e ao “exploda o seu Kindle”, fui presenteada com esse livro, que caiu de paraquedas no meu colo e me fez relembrar o porquê de eu amar o gênero. Essa resenha está dividida em pontos positivos e negativos e aqui estão eles.
Pontos positivos -
· As atitudes da personagem principal são muito racionais e maduras, apesar dos dilemas. Ademais, esse é um ponto principal para mim, já que já li muitos livros nos quais a protagonista tem atitudes imaturas e age com uma criança, e o personagem masculino só reforça esse tipo de comportamento. Tal fato dá a impressão de que a falta de raciocínio básico e mancadas diz respeito ao gênero feminino mais do que eu gostaria;
· O enredo é fluído, a autora apresenta um cenário pouco comum na literatura romântica até então e sabe explorar bem que a história se passa no exterior, de forma que não fique patético;
· História bem escrita e que não remete a uma fanfic (amo), a autora assume responsabilidade em trazer um enredo interessante, mas ainda com uma pitada de clichê que tanto amamos;
· As tão famosas “tropes” são inseridas com muita facilidade nos diálogos e conflitos.
Pontos negativos -
· O ponto negativo principal para mim foi que faltou desejo e não digo a respeito de cenas explícitas e sim demonstrações de anseio que parecem escassas vindas do personagem masculino. Além disso, gostaria de ter visto um pouco mais da mente do Augusto;
· Apesar de a personagem feminina ter passado boa parte do livro dizendo que o protagonista a odiava só por não conseguir enxergar a linguagem de amor dele, as repetições da mesma não me pareceram eloquentes;
· Na minha opinião a relação conflituosa vivida pela personagem com o outro chefe deveria ter sido exposta no início e se desenvolvido ao longo da história, senti falta de profundidade nesse tema e quando a explicação veio não foi muito plausível, já que se tornaria mais fácil de compreender os receios da personagem ao se envolver com o chefe (Augusto), os motivos apresentados ao longo da trama não foram convincentes o suficiente;
· Senti falta do desenvolvimento nas relações familiares, por mais que não existam pontas soltas, gostaria de ter visto mais sobre isso.
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Gostei bastante do livro como um todo, fazia tempo que não lia romances nacionais e esse livro com certeza foi um ótimo jeito de retornar. É um slow burn que realmente é slow, e não algo que em 50% os dois personagens já estão se pegando feito coelhos.
Mas, por que dei 3,5 estrelas? Em suma, porque o livro tem algumas falhas que foram se mostrando ao longo da trama. Algumas questões de realidade mesmo, coisas que nunca aconteceriam em uma empresa tão séria quanto a editora de Augusto parece ser (como contratar uma profissional sem explicar exatamente qual seria seu papel), além de um motivo inicial que realmente achei raso para que o autor já pensasse na protagonista.
Além disso, algo que me incomoda em muitas obras nacionais é o viralatismo de, mesmo quando os personagens são explicitamente brasileiros, arrumar uma forma de os colocar para passar 95% da história nos EUA. Mesmo que isso não influencie em nada a história, visto que o Augusto poderia ser sem problemas o roteirista de uma obra nacional. O que me faz pensar, só é possível mensurar o talento de um artista de verdade quando ele começa a trabalhar para estadunidenses?
Por fim, gosto que o livro possua a representatividade de uma protagonista amarela, mas teve uma cena em específico em que a protagonista sofre preconceito completamente de graça, a ponto de duas páginas depois já estar se comendo com o protagonista (e isso depois que já tínhamos tido cenas de sexo não a muito tempo). Achei que faltou sensibilidade em tratar do assunto, visto que racismo não é um trope, é não deve existir só por existir na história, como algo sem desenvolvimento e largado. Acredito que não foi culpa da autora, pois ela menciona um leitor sensível, mas mesmo assim acredito que faltou um propósito na organização da escrita e da história.
Por fim, o livro poderia tranquilamente ser menor, visto que acontecem algumas coisas na história que não servem pra nada além de servir de gatilho para os protagonistas, mais uma vez, se comerem por aí.
Foi um livro okay, mas confesso que eu esperava mais. O enredo tinha potencial para algo maior, com ganchos interessantes, mas acabou se tornando um pouco massante e com detalhes que não contribuíram muito para o andamento da história.
A história do ex-chefe da Elisa, por exemplo, poderia ter sido melhor desenvolvida ao longo do livro em vez de surgir de forma apressada no final. A relação dela com a família e até com a Jéssica ficou totalmente em segundo plano, como se, a partir do momento em que ela começou a conviver com o Augusto, sua vida se resumisse a ele (e tudo bem que era o trabalho dela, mas ela sequer parecia sentir falta das pessoas no Brasil).
O ápice foi a cena de racismo seguida imediatamente de um momento hot, o que me deixou bastante confusa quanto ao tom que a autora queria dar à história.
No geral, senti que o livro tinha algo, mas ficou no quase nada. Não consegui me conectar com os protagonistas e, depois que o envolvimento deles começou, o enredo perdeu força. Há um leve drama no final, mas logo em seguida o livro simplesmente acaba, sem tempo de gerar impacto.
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Não é um livro ruim, o casal tem uma evolução muito gostosinha de acompanhar. Santo e Coisinha são realmente fofos e isso me fez querer terminar a leitura.
O que me pega é o excesso de descrições e isso me incomoda bastante. Dava pra ter contado a mesma história enxugando 200 páginas porque realmente não é importante saber que o fulano estava comendo o risoto de shimeji e o beltrano deixou uma caixa em cima da cama com um vestido preto de um modelo colado ao corpo com alguns babados, as costas nuas e uma fenda na perna direita, entende?
Eu praticamente engoli o livro de tão rápido que foi essa leitura, mas achei que a história ficou morna depois que eles ficaram juntos. De qualquer forma: QUE LIVRO BOM!! Me diverti muito lendo, super vale a pena.
normalmente não curto a escrita de nacionais de romance por achar que são cringe,mas esse foi diferente. amei a escrita,o enredo,as tropes,tudo. só não dou 5 estrelas pois acho que seria um livro melhor se tivesse duo pov e o se o final fosse um pouco mais lento. de resto gostei muito.
Que delicinha de livro!! Um young adult que não é exagerado e entrega um slow burn bem construído e que não te cansa. Perfeito para fãs de um bom romance, leitura e escrita.
ps: o protagonista é o raphael montes em um universo em que ele não é gay?